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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

28
Mai17

Oh meu Deus - Duplo!

Ontem estava pronta a sair de casa quando a Smartie me envia uma mensagem a avisar que o meu post destacado pelo Sapo não só tinha dado o ar da sua graça na página inicial dos Blogs como estava na página principal do Sapo. Oh meu Deus, oh meu Deus, OH MEU DEUS. Tudo aquilo que eu disse ontem? Estou a afirmar em duplicado! Como assim: página inicial do Sapo?! Isso é tão inacreditável! Obrigadaaaa (a duplicar)!

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26
Mai17

O significado de folga.

As pessoas dizem que só nos apercebemos da importância das coisas quando ficamos sem elas. As pessoas não estão erradas, mas a verdade é que também nos é possível identificar a importância de algo quando esta surge e vem lavar o cérebro e a alma.

Depois de um mês em formação, em ajuste com um horário a que custou habituar-me, eis que subi o degrau e vou passar a ajudar as pessoas. Acabou a teoria - a parte que me deliciou até às entranhas -, e as minhas mangas já se arregaçaram para uma prática séria. Hoje é a minha primeira folga desde que embarquei no navio. Fol-ga: F-O-L-G-A. Só agora percebi como esta palavra é bonita e como um arco-íris ilumina o mundo sempre que eu pronuncio essa palavra na minha cabeça.

É o meio primeiro dia de descanso a sério em muito tempo e a maneira como eu estou a encarar esta sexta-feira, a maneira como eu estou a ver a ideia de folga como se fosse um balde de algodão doce, fez-me perceber como eu andava esgotada. Pensei que poderia empregar uma palavra pior que esgotada, mas o meu caso não era assim tão crítico. Esgotada: simplesmente isso. Noites mal dormidas, dias compostos por paradoxos: demasiado grandes e curtos para o meu gosto, fins-de-semana que aproveitei para me divertir e acabei por me esfalfar tanto quanto durante a semana. Sair foi bom. Aproveitar para fazer coisas diferentes e usar o meu tempo para mais coisas que não trabalho foi maravilhoso, mas descansar, recuperar energias para recobrar das andanças da semana foi mentira. Hoje foi o primeiro dia que o fiz. Ignorei os despertadores, dormi o tempo que - mais do quis - precisei, e deixei-me envolver numa necessária ronha em que a minha pessoa continua de cabelo desgrenhado e de pijama. Precisava disto. Precisava de um dia com uma aplicação ainda mais ociosa de Hakuna Matata.

O objectivo de hoje é fazer um pouco de tudo e um pouco de nada. É fazer reset à mente, ao corpo e à alma. Não é para isso que servem as folgas?

Nunca encarei o fim-de-semana desta forma tão brilhante com que vejo as folgas e acho isso extremamente curioso. Não encaro o fim-de-semana como dias de descanso; vejo-os como dias em que, por norma, não se vai trabalhar e ninguém pode refutar, afirmando que não há diferença entre as duas coisas. Quer dizer, estive até então a falar sobre como os meus últimos fins-de-semana foram esgotantes e hoje, na minha primeira folga, estou finalmente descontraída e preocupada com mais nada além do que vou lanchar.

Percebo agora a importância e o brilho que as folgas têm e é uma pena que nem todas as pessoas as tenham. A semana finda e a maior parte das pessoas ilude-se com o fim-de-semana só por não ir trabalhar, sem perceber que o verdadeiro encanto está nas folgas. Não estou a dizer que o meu é melhor que o teu, nada disso. Independentemente de se ter folgas ou a possibilidade de usufruir de um sábado e de um domingo, continuo a acreditar que o que mais importa é um bom uso do nosso tempo. E se esse nos faz feliz, o que importa ser folga ou estar de fim-de-semana? Preto no branco: são só nomes.

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