Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

07
Set17

Qual é a palavra do dia?

É a primeira quinta-feira de que estou a usufruir, desde há muito-muito tempo, sem planos nenhuns. E eu pensei: não iria saber mesmo bem manter as coisas assim? Há quanto tempo não faço ronha? Sinto que a última vez que isso aconteceu foi há meses. Nos últimos tempos, todos os dias em que não vou ajudar pessoas acabo por ter outros planos que me fazem andar de um lado para o outro. Claro que estive no Algarve há uma semana. Claro que usufruí de todos os planos que tenho arranjado paras as minhas folgas. Mas...andar de um lado para o outro em dias escaldantes cansa. E dormir é coisa que faço pouco há mais de uma semana. Há quanto tempo não dormia completamente ferrada sem ter atenção a quando acordar? Há quanto tempo não me sentava em frente à televisão a ver um filme sem estar preocupada com as horas? Há quanto tempo eu não arranjava momentos para fazer pickles? A palavra do dia de hoje? Nada. Já sentia falta de fazer isso.

05
Set17

A minha ausência tem nome.

Sinto que cada vez que apareço na miss acabo a arrancar das paredes os cartazes que dizem "PROCURA-SE". Eu tenho o que dizer sobre isto. Primeiro: porque não se estende o tempo? São muitas coisas a fazer em pouco tempo: é o que me parece. Tento ter mãos para tudo mas não ainda não o consigo, é um facto. Segundo: Algarve. As minhas folgas têm sido tão bem aproveitadas que nesta última semana usufrui delas em terras Algarvias. Foram três dias mesmo bons. O Sol esteve sempre abrasador, mas a água um sonho. É tão engraçado... quanto menos tempo temos para usufruir das coisas, mais valor damos ao que experienciamos. A palavra do dia em todo o tempo que estive no Algarve? Magia.

IMG_20170904_195335_591.jpg

25
Ago17

A 200 km/h.

As vezes que eu já iniciei posts e estes acabam por ficar nos rascunhos, inacabados, contam-se pelos dedos da mão. O tempo não pára e quando dou por isso já está na altura de ir ajudar pessoas. E quando chegam as folgas? Não fico de rabo enfiado em casa, o que faz com que eu continue sem me agarrar ao tempo disponibilizado para fazer até uma das coisas mais fantásticas de sempre: nada. Desde as minhas folgas da semana passada o que é que já aconteceu? Fui a dois concertos, passei tempo de qualidade com a família, ajudei pessoas, fiz algumas compras, atirei-me a bebidas deliciosas (com e sem álcool), passear por Sintra e deixar mais um pouco do meu coração naquela vila. Amanhã? Recomeça tudo de novo com a diferença de ter conseguido uma abertura, hoje, para marcar o ponto na miss. Tenho passado os meus dias a 200km/h, a dormir pouco e a fazer mil e uma coisas. Bem se diz que se queremos: conseguimos fazer tudo.

IMG_4549.JPG

19
Ago17

Às vezes.

Às vezes, mas só mesmo às vezes, acho que seria perfeito ter a capacidade de voltar atrás no tempo. Nessas alturas desejo que a concepção de máquina do tempo seja real. Contudo, como nem tudo é possível, fico feliz e extremamente grata pela existência de algo infinitamente mais bonito, simples e complexo: a memória.

14
Ago17

Pessoas.

Quantos mais dias passam em que eu ajudo pessoas mais me apercebo de como estas são estranhas. Trabalhar para uma empresa que oferece o entretenimento em parte das casas no país deixou claro, desde logo, como as pessoas são tão dependentes do serviço: ainda não me consegui habituar ao desespero de alguns em não ter televisão e internet para entreter os filhos. Horrível-horrível é perceber o Cérbero em que as pessoas se conseguem tornar. Como é que algo tão pequeno pode tornar as pessoas tão descontroladas? Como é que a privação de tv e internet as torna tão mal educadas e dispostas a passar por cima de tudo e todos para terem novamente o serviço? Às vezes fico a bater mesmo mal, fico verdadeiramente incomodada como as pessoas podem ser más e, em resposta ao meu estado, dizem-me que com o tempo vou tornar-me indiferente ao jogo que muitos fazem para ter os serviços: eu duvido porque me importo demasiado. Eu gosto de ajudar pessoas: às vezes deparo-me com gente que reconhece o esforço e isso sabe bem. Mas, em outros casos: como é que se pode ficar indiferente a alguém que nos está a insultar directamente, pensando-se superior, só porque não está a ver o programa da tarde num canal nacional? Argh. Pessoas. Até a própria palavra é estranha. Precisamos de começar a furar as palas que não nos deixam ver que há muito mais à nossa volta, é o que é.

Mais sobre mim

Mensagens

E-mail