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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

06
Fev16

Os livros devem-se ler rápido ou devagar?

São aquelas coisas parvinhas em que me ponho a pensar.

Quando um livro é tão bom: deve-se lê-lo com rapidez ou lentamente para fazer durar? E nos casos em que um livro não é apenas bom, mas dolorosamente bom? Em que cada capítulo nos leva a uma mistura de riso com choro: deve-se ler devagar para aguentar melhor ou fazê-lo rápido, seguindo o exemplo, em termos de porquê, o arranque de pensos rápidos? Eu reflecti sobre mim e decidi que fazer durar algo que é bom e dói ao mesmo tempo já não faz o meu género. Os problemas é que vêm depois, onde tenho de me aguentar à bomboca. Mas vale a pena. Raios, vale mesmo.

No mesmo dia em que comecei a ler Os Sombras da J. R. Ward, o Sapo destacou o meu post. Um incentivo ao desafio que coloquei a mim própria, não foi, sapo? Se apreciei? Hell yes! Muito Obrigada!

DESTAQUE (30).pngSe cumpri? Yep. Em três dias, terminando ontem, comi 810 páginas de uma história apaixonante, profundamente comovente a que me entreguei de tal modo que passei a classificar este volume da saga como o maior portador e instigador de emoções fortes que já li até hoje. Foi um denegrir de estado de espírito que só visto. No primeiro dia ria, no segundo dividi-me em sorrisos e em primeiros choros e no terceiro chorei tanto que cheguei a fazer poças de lágrimas em cima da secretária.

Poças. De. Lágrimas.

Eu nem sequer estou a brincar.

Sim, este livro é perigoso: encontro-me de olhos inchados de tanto chorar, coração feridos e até tenho as mãos inchadas: (o livro é enorme, pesa mil toneladas e acredito que o manuseio do bicho enquanto o estava a ler foi o que me deixou com dores na mão direita e com esta ligeiramente inchada).

Já li alguns livros que me abananaram o coração, que me fizeram chorar, que me deixaram ligeiramente em baixo, em recuperação de uma história tão boa, mas assim: de coração em ferida, ao ponto de não ser capaz de pensar em determinados personagens sem começar a chorar? Nem pó. E eu sabia o que ia acontecer! Eu sabia os spoilers todos! O que ia acontecer, quando, com quem, e mesmo assim...raios. Ingénua, acreditei que os spoilers me deixavam munida. Pufff, yeah right. Fazer a leitura deste livro de forma arrastada estava fora de questão a partir do momento em que me começou a levar às lágrimas. Agora sinto-me pessimamente mas acredito que fiz o melhor quando não só satisfiz a curiosidade como evitei a minha imagem deprimida o mês inteiro e a chorar todos os dias. A única coisa que posso dizer a quem vai ler, quer ler ou está minimamente familiarizada com a história é tirado da lição que eu aprendi: o que quer que pensem sobre como vai ser, vai, na verdade, ser pior.

Desta vez atravesso mais do que uma ressaca literária, desta vez estou entorpecida pela dor. Esta coisa de sentir o conteúdo dos livros intensamente é lixada. Agora percebo ainda melhor porque é que a Ward disse que este é um daqueles livros que custou tanto que ela jamais voltará a pegar nele e a lê-lo. Dói. Dói muito. Mas, fogo!, é tão-tão bom. Ainda está ao meu lado. Foi extremamente doloroso, mas, ao mesmo tempo, não consigo guardá-lo. Snif.

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