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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

14
Abr16

So random.

Ontem na biblioteca: pousei as minhas coisas sobre uma mesa livre. São duplas e a da frente estava ocupada por um rapaz que não parou de olhar para mim enquanto tratava de ocupar o lugar. Ajeitei os meus pertences, tirei o casaco e após confirmar que tinha o telefone no silêncio eu abri os livros. Foi nessa altura que ele se esticou para a frente e me abordou:

- Desculpa... És brasileira? - A sua pergunta fez o meu espírito atirar-se para o chão e rir às gargalhadas, mas porque não o queria envergonhar, exteriormente: limitei-me a sorrir.

- Não.

- Desculpa perguntar. - Eu a relembrar todas as vezes que me punha a falar brasileiro, as vezes que leio e oiço ao ponto de ao falar me sair quase natural, o meu espírito a sofucar com o riso.

- Não faz mal.

- É que eu vi-te e estava aqui a pensar com os meus botões e... - Ele calou-se, a sorrir meio embaraçado. Talvez o tenha intimidado com o meu ar; a contenção do riso estava a começar a ser difícil porque na minha cabeça começaram a passar imagens da última vez que tinha visto Aristogatos. A minha versão é a brasileira. Nos últimos dias andei a cantar e a dizer as falas de quarentena e...meu Deus, aquele rapaz só podia ter um sexto sentido ou assim. O meu espírito mal se aguentava de tanto rir - Desculpa.

- Tudo bem, a sério. - Ele voltou ao seu estudo como se nada fosse e eu enfiei a cabeça nos livros. É daquele tipo de situações por que passamos e ficamos do estilo: What the..?! Mas que não dá para ultrapassar sem deixar de rir.

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