Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

09
Mai16

O QUE FOI ISTO QUE EU OUVI?!

DSC04084.JPGEsta semana foi uma semana impossível. A primeira de Maio e já cheia de sítios onde ir, comemorações e escola. Mal consegui meter aqui os pés entre trabalhos e tarefas domésticas quando estava em casa. O dia da mãe foi dia um, a minha mãe fez anos dia três - PARABÉNS! - e entre estas duas comemorações eu fui ao concerto dos Muse.

Porque ainda me posso dar a esse luxo, fui para o Meo Arena por volta da hora de almoço. Tinha muito a penar mas os meus planos estavam traçados. As horas que eu iria ficar à espera do concerto iriam ajudar-me a avançar para o final do livro d'A Guerra dos Tronos (e consegui: já não falta muito para eu terminar! Feira do livro? Reserva-me já o segundo volume!). As minhas expectativas? Bom, rondavam o eu-sei-que-vai-ser-fixe. Gosto de Muse, mas não é algo em que me perca por 24h. Estava curiosa por já ter ouvido que eles eram um estrondo ao vivo. No ano passado quando estiveram no Alive a Smartie ligou para mim e manteve-me em linha durante o concerto todo para o ouvir. Também existe o youtube, não é? Já tinha visto algumas actuações ao vivo, mas nada como estar lá pessoalmente para ver por nós mesmos o valor de um artista.

Houve uma primeira parte da qual ninguém vai obter uma boa opinião da minha parte. A única coisa que eu percebi da meia hora em que estiveram a tocar foi "Olá, Lisboa!" (e nem certezas eu posso dar sobre isto). O som era horrível e as músicas uma confusão em que não assimilei nem melodia e muito menos as letras. O nome da banda? Pois também foi engolido pela barafunda. O tempo de antena dos Muse veio limpar os ares do pavilhão e...O QUE FOI AQUILO QUE EU OUVI?! Eu estava a contar com uma coisa fixe, mas não com algo tão-tão-tão-TÃO fixe. Uma semana depois do concerto e ainda assimilo como foi uma experiência super espectacular. Só a introdução bastou para marcar a diferença de uma lua entre a banda de abertura e os Muse.

Eu vibrei com aquilo que eu vi. Houve momentos em que a música estava tão alta, os instrumentos vibravam com tanta intensidade que eu sentia como se o próprio som me pudesse tocar. Confirmei por experiência própria que os Muse são infinitamente melhores ao vivo do que aquilo que se ouve nos álbuns de estúdio. Soube-me a pouco (uma novidade em relação aos Muse para mim) e não me teria importado nada de ter ido ao segundo dia do concerto se eu pudesse e estivesse ao meu alcance.

Tinha umas músicas em requisito obrigatório: Madness, Plug in Baby e Dead Inside. Se eles tocassem essas eu já teria o dia ganho. E eles tocaram. E eu passei-me. Mais do que oferecer músicas com boas letras, as melodias são realmente brutais e tão bem tocadas que a cada música eu ficava com os olhos em bico. Quer dizer, é possível ficar de outra maneira quando estamos presente a verdadeiros artistas que fazem verdadeira música com qualidade? Acho que não. Foi uma balbúrdia de ruído tão-tão alto que, excepcional, soube a tudo.

Mais do que me conquistar com as músicas, conquistaram-me por completo com os efeitos visuais: passagens inteligentes e extremamente criativas: foi o que foi. Partilhei três vídeos do que vivi no Meo Arena há uma semana atrás e podem sempre dar uma vista de olhos aqui: [x] [x] [x]

Ir ver os Muse ao vivo não é ir ver um espectáculo ao vivo. Eu gosto de interacção com o público, se houver uma história que dá sentido à palavra espectáculo, como se o que vemos fosse uma representação, melhor ainda. Contudo, ir ver Muse é, literalmente, ouvir música ao vivo. Estão ali com um propósito: entreter o seu público com música e nada mais. Em todos os concertos que vi houve uma componente artística marcada por dança, representação, interacção com o público. Os Muse ofereceram-me apenas música e...isso foi maravilhoso. Percebi que quando se é músico e se é bom no que se faz, o talento dá conta de tudo. Não comprei nenhuma t-shirt - o que gostava de ter feito -, contudo, guardo de dia dois momentos inesquecíveis. Sinto-me completamente convencida e entendida no porquê de ser impossível não gostar de Muse.

Mais sobre mim

Mensagens

E-mail