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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

29
Jul16

Ver além da capa.

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Na sexta-feira passada eu terminei o calhamaço, composto por cinco livros, que comprei na feira do livro da Linda Howard. A demora? Foi provocada por outras leituras se meterem pelo meio. Já andava a arrastar a série dos Mackenzie por tanto tempo que já me via um pouco saturada e a sentir estava a ler sempre o mesmo (ainda que as histórias fossem diferentes entre si). Pensei que ao terminar iria deitar foguetes e gritar Aleluias, mas não esperava gostar tanto do último volume do calhamaço. Tenho um fraco por personagens fortes, solitários, renegados, com uma atitude perigosa e com cicatrizes e...vendo bem: não foi à toa que, dos cinco livros, o primeiro (Lições Privadas), terceiro (Prazeres Ocultos) e quinto (A Sua Única Oportunidade) da série foram os que mais gostei. Foi arrumar a série em grande. Gostei tanto do A Sua Única Oportunidade que apesar de não ter considerado uma leitura que valesse cinco estrelas estava mole e a deprimir porque iria ficar sem Mackenzies e sem saber o que ler a seguir.

Tenho para ler há uma infinidade de tempo o Alice Through the Looking Glass mas continuava sem me sentir compelida a lê-lo já-já. Antes mesmo das férias começarem decidi que neste Verão eu tinha de fazer uma razia aos livros da Nora, contudo, depois de terminar a série dos Mackenzie também não me sentia para aí virada. Nora tem tudo aquilo que gosto nas histórias mas eu precisava de algo diferente, de um Ferrero diferente.

No fim-de-semana passado lembrei-me de um livro que tinha visto nos postos de venda e que tinha ficado de dar uma vista de olhos com o propósito de constatar a sua qualidade: O Pacto de Elle Kennedy. A editora deste pequerrucho não me é desconhecida. Travei conhecimento com a mesma quando comprei o Hotelle Quarto 1 (e o Hotelle 2 Quarto 2) e o facto de não ter ficado muito impressionada fez-me recear um bocado este Pacto. Seria mais um daqueles que não vale grande coisa e eu caio em erro pela sinopse? Deveria aventurar-me? Achei que ler por alto não iria fazer mal mesmo que fosse mau. Ou mesmo que fosse mais do mesmo, mesmo que não me fosse trazer nada de novo.

Quando peguei no livro pela primeira vez, manipulada pela imagem da capa, dei de caras com a sinopse que me sugeria que eu iria levar com um livro bem porco e na minha cabeça fiz a história toda: uma miúda inocente e o bad boy da faculdade que gosta de cenas obscenas em que ela se vê metida, com prazer, por ele. Badalhoquices, badalhoquices, badalhoquices e BAM: amam-se profundamente. No entanto, aqui estou a dizer que o Pacto foi o oposto do que eu estava à espera. Não foi mais do mesmo, foi tão-tão-tão bom!

Estão a ver aquele tipo de livro que nos dá uma ideia a partir da sinopse e que vamos a ver e é o oposto do que nos é sugerido? Este encaixa nessa categoria. Eu, que comecei a dar uma vista de olhos no livro a pensar que ia ser um daqueles em que só há cenas porcas em todos os capítulos, acabei por conhecer dois personagens completamente fantásticos e que deixaram impressionada da melhor forma possível por me oferecerem algo que gosto de encontrar em livros e que não é tão comum assim: dois personagens que estão ao mesmo nível, que não mostram posturas dominadoras e submissas para com o outro.

Conheci a Hannah e o Garrett, estudantes, que se conhecem por acaso e que se começam a dar por muita insistência dele que precisava de se dar bem numa cadeira em particular. Eu devorei a história deles os dois de forma sôfrega, entusiasmada por ser uma relação que partiu a cima de tudo de uma amizade. E eu ri-me tanto. As picardias entre os dois divertiu-me como eu não estava à espera, a preocupação para com um e outro deixou-me deliciada por se mostrar verdadeira. Os sentimentos que a escritora pretendeu mostrar foram, de facto, bem transmitidos. Não senti o romance nada forçado e acho, realmente, que a forma de como se deu foi mesmo bonita. A Hannah apresenta-se com uma história complicada mas da qual mostra ter saído por cima (eu gostei disso) e quando confrontada com provocações nunca se deixava ficar. Este Garrett é mais um personagem que entrou para a minha lista de crushes literárias. Além do evidente afecto que tinha por pela Hannah (como amiga e algo alguém disso) ele deitou-me por terra por ser humano, por apresentar defeitos e principalmente com a sua honestidade.  Os momentos em que os dois se provocavam eram pontos altos do livro que me deleitavam. E momentos badalhocos? Aqueles que eu pensava serem o único foco do livro, apenas as encontrei após metade do livro estar lida e não detém, de todo, o papel principal nesta história. Fiquei tão envolvida na relação da Hannah e do Garrett que à medida que fui lendo, percebendo o quão difícil me estava a ser largar o livro, entendi que o Pacto era exactamente o que eu estava a precisar depois de ter terminado os Mackenzie, era O livro a ler depois da série da Linda Howard.

A escrita mostrou-se exactamente como eu gosto: descomplicada, fluida, simples: aquele tipo que tem a magia de integrar o leitor ainda mais da história. Eu fiquei verdadeiramente encantada e ansiosa por ler os próximos volumes. Mas dizem que não há amor como o primeiro. Ainda que eu não tenha dúvidas de como os próximos volumes vão ser fantásticos, a história da Hannah e do Garrett marcou o meu coração, ocupou um lugar ao lado do Espero do por ti da Jennifer Armentrout e pertence, totalmente, à lista de livros que eu li, que acho que devem ser lidos, mas do qual me é inevitável sentir possessiva e, como tal, o que desejo é que fique só para mim. É bom encontrar livros assim... Então, sim, fiz as pazes com a SUMA - a editora, relembro - por esta se ter redimido aos meus olhos com o Pacto que é definitivamente obrigatório constar nos livros que tenho em cópia física. Obrigada Elle Kennedy, o seu livro, vale mesmo-mesmo a pena e eu estou MESMO morta por mais.

24
Jul16

Mundo real - 1 / Pokémons - 0

O calor infernal deste fim-de-semana quase me obrigou a estar em casa como uma lagarta está para o seu casulo: com tudo fechado de forma a conservar um mínimo de fresco. Contudo, não estou imune ao barulho exterior. Estão uns miúdos na rua. Oiço as suas gargalhadas de êxtase a que pouca importância estava a dar até ouvi um deles a gritar eufórico "ENCONTREI". Encontrou? O que raio encontrou o miúdo? Lembrei-me, então, da febre de agora: Pokémons. Oh-meu-Deus. Eles estão a capturar pokémons na praceta?! Estava tão curiosa que tive de ir ver. É um facto que o jogo obriga as pessoas a meterem os rabos na rua, mas não vai dar quase ao mesmo pelo facto de estarem, à mesma, só de olhos postos num smartphone? Mas eu não digo que não seja fixe. E eu tinha de ver, de qualquer forma, os putos a apanharem pokémons porque há, de facto, qualquer coisa nisso que é fixe.

Fui para a varanda e fiquei a olhar: pontos de interrogação a nascerem e a colarem na minha testa: eu estava a ouvir os miúdos, mas vê-los está quieto. Onde raio estavam eles? Olhei em direcção a umas árvores e foi aí que os encontrei. Vi três rapazes na relva, por entre a folhagem de duas árvores. O meu primeiro pensamento foi que eu tinha razão: estavam mesmo a apanhar pokémons. As pessoas já os andam a apanhá-los em centros comerciais, dentro de elevadores, porque raio não haveria de fazer sentido ali? Depois, arregalei os olhos ao perceber que não estavam com telemóveis e a busca deles era outra. Aquelas são árvores frutíferas e o que eles estavam a fazer era a apanhar e a comer os frutos. Oh-meu-Deus. Ainda existem miúdos assim nas cidades? Que deixam as tecnologias de parte e vão para a rua comer frutas das árvores, indiferentes ao calor infernal? Isto é tão fantástico. Raro. Fantástico. Raro. Mais fantástico ainda. Porque é bom ver que nem todas as pessoas são viciadas nas tecnologias. Mas...quanto mais reflito no assunto, mais penso que, vai na volta, aquilo não passa de um castigo: "porque fizeram x, vocês vão para a rua e não há pokémon go para ninguém". Então, se não há Pikachus, que haja fruta.

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