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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

19
Ago16

Jardim Buddha Eden.

Nem a propósito, há pouco tempo, o Sapo falou sobre este mesmo jardim. Já estava há muito tempo na minha lista de lugares a visitar e, unicamente com a ideia de aproveitar as férias na cabeça, escolhi sábado passado para constatar as maravilhas que se dizem deste jardim. Achei, também, que antes da minha temporada no Algarve a minha miss ficaria bem de vistas com os meus registos deste jardim. Estou aqui, então, a confirmar o que se diz sobre este jardim: é, de facto, mesmo bonito. O seu ponto alto? As estátuas. Eu fiquei completamente deliciada. Foi a primeira vez que visitei um jardim cuja temática parte de uma religião e eu fiquei muito bem impressionada. Tirei fotos até mais não (desde que mudei o meu cartão de memória para um com maior capacidade tenho estado impossível), fascinada com cada menção budista que encontrava. Encalhei com boas vibrações que nem um homem bêbado foi capaz de estorvar. Vale a pena dizer que visitar um sítio tão bonito só me deu vontade de conhecer mais e mais?

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Estes dias têm sido uma correria positiva que me tem levado a aproveitar as férias da melhor forma possível. Mas nada como nos ausentarmos da nossa casa e sentirmos que estamos a desfrutar da palavra férias num sentido mais literal. O meu primo de Moçambique ainda está por estes lados mas sinto que a pequena semana que passei com ele foi boa o suficiente para ele sentir que as férias valeram a pena e isso é que importa.

Vou aproveitar uns dias no Algarve, como faço todos os anos, sem partir de consciência pesada e a achar que ele vai ficar fechado em casa e a desperdiçar o seu Verão. Vou para o Algarve mais que satisfeita por ir mudar de ares. Deveria ter feito uma lista de lugares a visitar no sul do país, agora que penso nisso... Voltarei no início de Setembro; durante esse tempo o instagram vai ser a minha praia. Os meus desejos? Um reset nos níveis de stress. Estou pronta para gelados Perna de PauPiña Coladas e ficar perdido em fotografias. Então até Setembro, até lá... Férias!

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18
Ago16

Sobre Tomar (finalmente).

Tem sem dúvida alguma graça estar a fazer este post agora - a aproveitar que apanhei um tempinho a sós, sem precisar de dar atenção a mais novos -:nada melhor do que deixar um cheirinho do início do meu mês em Tomar (finalmente!) mesmo antes da minha partida para terras algarvias, amanhã. Porque já se passou algum tempo, não fiz mais do que um apanhado dos sítios por onde passei. O meu ponto alto? Além das tardes passadas na piscina, focando-me nos passeios: o Castelo de Tomar (também conhecido por Convento de Cristo). Mas Tomar é uma pequena cidade realmente bonita que tem pontos maravilhosos a que vale a pena deitar mais do que uma vista de olhos. E o regresso: aqui passámos por Fátima. Estive lá no ano passado, mas ainda sem uma máquina boa. Sempre que tenho a máquina em mãos a vontade é de varrer o país de uma ponta à outra em registos fotográficos, argh! Aí está, por fim, o meu ponto de vista de Tomar, com uma máquina boa.

 

Tomar

 

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Fátima

 

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17
Ago16

"We are bad guys, it's what we do."

Arranjei FINALMENTE um pedaço de tempo em que não estou constantemente a tentar segurar a cabeça adormecida sobre os ombros para me partilhar na minha miss. Há quanto tempo é que não vinha aqui mesmo? Socorro, é que nem sequer era falta de vontade mas sim cansaço. Com saídas aqui e acolá, chego a casa tarde e agora com o meu primo de Moçambique cá tento fazer mil e uma coisas nos poucos dias que tenho com ele e para lhe dar atenção nem sequer chego a vir ao PC. Isto significa que durante estes dias eu bem quis vir dar à língua na miss, mas, estafada, acabei por não fazer (talvez ainda) um post com algumas recordações dos dias que passei em Tomar, assim como também (ainda) não fiz a minha partilha do jardim do Eden que achei além de fantástico. Mas como em mundos virtuais não existe um nunca eu vou sempre a tempo de tudo, resta apenas saber quando é que esse tempo deixará de ser uma possibilidade para se tornar realidade. Mas as minhas pseudo-queixas têm de ser silenciadas quando o principal motivo de tanta ausência são exactamente programas que me fazem aproveitar os meus dias e que me levam a fazer jus ao significado máximo de Agosto: férias. Segunda-feira, por exemplo, foi dia de cinema. Por fim, depois de muito esperar, fui finalmente ver o Suicide Squad.

suicide-squad-movie-2016-poster.jpegAs críticas em relação ao filme não andam lá muito positivas, mas eu não tomei partidos nenhuns. Estava ansiosa para ver o filme antes e continuei ansiosa depois de críticos terem aberto a goela para falar mal. Acho que a maior parte das críticas negativas que andam por aí se devem pelo filme não corresponder à imagem que faziam dele; o que quero dizer com isto: as pessoas faziam do filme algo de um nível sério, muito semelhante há fasquia dos filmes da Marvel. E, na verdade, não é bem isso com que levamos aqui.

Eu fiquei maravilhada quando vi o primeiro trailer do filme, o que foi partilhado na Comic Con, se não estou em erro. Uns bons tempos mais tarde surgiu um segundo trailer que tinha como banda sonora uma música dos Queen e ainda que tenha achado a música bem enquadrada com a imagem e que, sim, era bem apelativo, achei, também, que o toque dramático e pesado que estavam presentes no primeiro trailer tinha ido todo pelo cano abaixo. Estava, sem dúvida, presente uma componente cómica que anulava o que o filme poderia ter de dark. Portanto, fui digerindo a ideia com ansiedade e habituei-me. E se eu pudesse estar enganada em relação à impressão com que eu tinha ficado bastaram os primeiros minutos do filme para me mostrar que eu estava certa: assim que este começou, os personagens começaram a aparecer e eu vi o tipo de filmagem que tinha à frente deixaram-no bem claro. Quero com isto dizer que, com o que estava na cara, só se fosse parva é que o levaria com a mesma seriedade com que vi o Civil War, por exemplo. O Suicide Squad é o filme de acção com um índice cómico qb que não faz com que o filme perca; de facto, fê-lo fixe. Entreve-me e, como tal, cumpriu o seu requisito.

Os efeitos especiais estão fixes e não estava a contar nada com o darkside que é o verdadeiro vilão da história. A Harley Quinn é realmente um ponto alto do filme e foi inteligente colocá-la no mesmo, pois ainda que não fosse um personagem super principal eu acho que falo por muitos quando digo que era alguém cujo tempo de antena no ecrã eu mais ambicionava. O Will Smith foi exactamente o que eu esperava dele: amazing; os outros personagens surpreenderam-me pela positiva: a única personagem com que já tinha afinidade antes de ver o filme era a maluca da Dr. Harleen Quinzel, mas a longa metragem levou-me a criar laços com todos eles...nem que fosse por estarem a ser interpretadas por uma pessoa jeitosa.

E o Joker? Bem, foi o primeiro filme que eu vi com esse personagem (shame on me, não vi nada de Batmans e Jokers (yet)) e gostei do que vi. Há muito falatório em relação ao Joker feito pelo Jared Leto e os anteriores, principalmente o Heath Ledger, mas o caminho que eu escolhi tomar foi o da não-comparação, não só porque não vi o desempenho dos outros, mas também porque cada actor tem o seu modo de ver e interpretar. O Joker feito pelo Jared chegou-me como uma pessoa que não batia bem da bola: obsessiva e psicótica. Foi mais um trabalho do Jared que eu apreciei. E, por favor, a relação do maluco com a Harley? Socorro. Concordo com o que se diz por aí sobre a relação destes dois, como ele é uma personagem abusiva e que pouco se importa com o bem estar dela; cheguei a ver algumas cenas das animações e finquei-me numa mesma opinião, contudo, pareceu-me que aquilo que o Jared e  Margot Robbie apresentaram aumentou um pouco a fasquia. Ele continuava louco, no entanto, do que foi mostrado, pareceu-me haver um interesse mútuo: ela louca por ele e ele louco por ela, obsessivo mas realmente interessado nela. Eu gostei disso. Pudera, não fosse eu um coração mole para com a ideia do amor.

Mas não é tudo um mar de rosas. São duas as coisas que tenho a apontar que não consegui engolir: 1) as legendas: ou foi impressão minha ou as palavras/frases apareciam mal escritas por vezes e nem estou a apontar literalmente as questões de tradução (ainda que isso também me tenha irritado por vezes); em suma: gafes nas legendas. 2) o início do filme, o porquê: o filme começa com a apresentação dos vilões com base no uso que estes poderão ter para ajudar o mundo num problema que se vê totalmente esquecido quando o darkside do filme dá o ar da sua graça. Portanto, os vilões começam a ser mencionados em prole da resolução de um problema e acabam por agir num outro, inesperado. O que é mencionado no início, o que é usado como base para o uso dos bad guys é totalmente esquecido. Porquê, então, a sua menção? Tem um ou outro pormenor de coisas que não gostei de ver mas no geral não acho que seja o terror que os críticos andam a dizer. Achei um filme de acção divertido, com actores do caraças e efeitos especiais fixes qb. Tenho estado a ver partes do filme desde então e estou ansiosa para o ver de novo com boa qualidade com o intuito de dar mais atenção a determinados pormenores. E mal posso esperar para que saia o DVD. Pelo que ouvi, cortaram muitas cenas; estou curiosa para ver até que ponto essas cenas eram realmente desnecessárias.

09
Ago16

Meo Sudoeste.

13696906_664705303696330_939878785_n.jpgAntes mesmo de Agosto chegar ele já se avizinhava um mês de reboliços, com um sabor doce e amargo ao mesmo tempo; quer dizer: é o último mês de férias. Mas se eu não pensar nisso, Agosto, este ano, estava e está preenchido com coisas boas: comecei o mês em Tomar, o meu primo de Moçambique já cá está, avizinham-se mil saídas e programas que vão de cinema a passeios que se vão traduzir em fotos e mais fotos. Agosto também me trouxe a oportunidade de ver a Sia ao vivo, então este sábado levei o rabo para o Sudoeste. Aqui estava algo por que estava mortinha por passar.

Quando soube que ela vinha a Portugal ocupei a cabeça com meios para a ver. Normalmente, o facto de um concerto ou festival não se dar assim tão perto de mim desmotiva-me a continuar a insistir na ideia de ir, contudo, a Sia é uma cantora dos diabos: eu queria muito ouvi-la ao vivo! E, fantástico-fantástico: com carta de condução é muito mais fácil ir a este tipo de coisas, longe, por mim mesma. Não pensei, percebi depois, que me estava a atirar para um concerto em Agosto, em pleno Verão, no Alentejo.

Derreti. Mesmo com quilos de protector solar em cima acho que isso pouco me valeu. Assei junto às grades durante horas, bebendo água como se a minha vida dependesse disso - e dependia -, preocupada porque o sol incomodava mas não queria ficar com a marca dos óculos na cara. Tornei-me líquido em algum momento das seis horas por que passei à espera de música ao vivo, morrendo com o disco riscado da Mega Hits, ressuscitando com a SIC que apareceu e acabou por entrevistar uma das minhas irmãs e a Smartie. O pôr-do-sol foi realmente uma bênção, mas tudo valeu a pena. E numa hipótese de repetir? Fazia de novo.

DSC05319.JPGMuito depois de ter o bilhete descobri que o Diogo Piçarra também iria marcar presença no Sudoeste e que o iria fazer exactamente para o dia seis. É potencialmente o único artista português que me vejo a ouvir e fiquei contente pela oportunidade de o ir ouvir ao vivo. Já o tinha visto pessoalmente, dado dois dedos de conversa e até tirado uma foto com ele, mas ouvi-lo ainda não. E estava desejosa de o fazer e constatar o seu valor fora das correcções de imperfeições que costumam ser usuais nas músicas de estúdio. E a coisa começou bem porque a primeira música com que ele brindou o público foi uma dessas que eu queria ouvir.

Foi o primeiro artista a inaugurar o palco principal no sábado, mas já durante a tarde ele chegou a fazer uma aparição e a dizer olá a quem já estava à espera; findar as horas de espera com as suas músicas foi óptimo e confirma-se: o rapaz tem, de facto, talento.

Antes da Sia ainda vi o James Morrison e percebi que conhecia mais músicas suas do que pensava. O tempo que ele esteve em palco não foi nada mau. A sua música mostrou-se agradável, como eu me lembrava: boa onda. Mantive a máquina fotográfica quieta, no entanto: tudo para poupar para a Sia, mas não resisti em filmar um bocado da Broken Strings: sempre gostei imenso dessa música (o vídeo pode ser visto aqui).

DSC05364.JPGNum qualquer momento depois de saber que a Sia vinha cá eu passei a imaginar o show que ela iria dar ao vivo. E, também, num qualquer momento, acreditei mesmo que a mulher iria dar um concerto de cara descoberta e interagir com o público. Foi isso que aconteceu? Nop: ela passou o concerto todo num ponto em cima do palco e sempre que o pretendido era mexer-se vinha alguém ajudá-la a ir para onde queria - o que só aconteceu uma vez - ou então ia às apalpade-las, que foi o que a vi a fazer quando quis beber um bocado de água.

As únicas vezes que ela abriu a boca para falar com o público foi para dizer Olá, que sim: tinha-se enganado a cantar numa parte de uma música e Adeus. O seu concerto foi indiscutivelmente para a lista de concertos que já assisti e verifiquei uma falta de comunicação para com o público, a juntar-se aos Muse e à Beyoncé. Se o show foi, então, mau? Nada disso. Foi muito bom, muito na onda do que é ir ver Muse ao vivo: Sia ao vivo não é ver mas sim ouvir. É diferente do que costumo ver e só marcou pontos positivos por isso. Foi ver um show de dança contemporânea ao som da Sia que estava mesmo presente e a cantar ao vivo. Ela canta realmente como o caraças e eu vibrei com os seus temas, principalmente com Elastic Heart, Chandelier, Alive - eu bem tive de gritar naqueles "I'm still breathing, I'm alive" - e até o Bird set Free onde acabei por cantar de goela bem aberta "I don't wanna die, I don't wanna die" porque é daquelas afirmações bem fortes. Em suma: foi uma espectáculo diferente do que costumo ver, que gostei mesmo muito e o mistério que ela manteve em palco com a peruca não tornou o show pior aos meus olhos: só mais Sia.

Fui ao Sudoeste com o objectivo de ver a Sia. Não tinha qualquer interesse em ver o Steve Aoki, no entanto, por boquinhas de miúdas que estavam atrás de mim, das minhas irmãs e da Smartie, que queriam que nós saíssemos da frente para ocuparem o nosso lugar e verem melhor, só para chatear, mantive-me no meu lugar junto às grades, como se estivesse muito interessada no artista que era cabeça de cartaz. Tinha guardado aquele lugar durante horas e nunca tinha ficado tão perto do palco num festival: iria desfrutar dele até ao fim.

Com a saída da Sia do palco houve muita gente que se foi embora e deu lugar a loucos que com certeza já tinham fumado e bebido algumas. Foi no Steve Aoki que eu tive a experiência do que é estar num festival no meio de gente louca e junto às grandes. Fui esfregada por várias miúdas, levei com bóias e bandeiras na fronha, com cinza de cigarros em cima, com cones luminosos além de fumaça de coisas divertidas que as pessoas andavam a fumar ao pé de mim e dos famosos empurrões; também servi de base a desconhecidos que queriam colocar-se nos ombros de outras pessoas. A única coisa que garanti que não me era tirado era o meu espaço pessoal: esse mantive até ao fim.

Tudo terminou por volta das quatro da manhã o que, claro, significa que só voltei a casa no dia seguinte. Dormimos no carro por umas poucas horas e depois de amanhecer dormimos mais um pouco na praia da Zambujeira. Ainda demos uma volta por Odemira porque why not? e porque o cansaço era muito, o calor insuportável e já chegava de andanças, o regresso a casa foi feito depois do almoço.

A experiência do Sudoeste serviu para eu ver o que não é bem a minha onda. Fui, de facto, pelo Sia e a experiência valeu por isso, pois o festival em si foi o com menos nível a que eu já fui. O ambiente era chungoso, sujo e aquilo que para muitos era festivo para mim já roçava o azedo pela falta de tino e de respeito da maior parte das pessoas. Se isto não se verifica nos outros festivais? Acredito que sim. Sei que sim. Mas são coisas a que não estou habituada de uma forma tão desmedida.

A música foi boa: começou bem com o Piçarra (partilhei vídeos que podem ser vistos aqui: [x] [x] [x]), manteve o nível com o James Morrison, subiu a fasquia com a Sia que apresentou um espectáculo fantástico mas que eu compreendo que não atinja toda a gente (partilhei três vídeos que fiz e podem ser vistos aqui: [x] [x] [x]. Depois, para sobremesa, o festival atirou um Aoki que o pessoal gostou mas que não me aqueceu nem arrefeceu porque o homem só põe música a tocar, enlouquece, atira bolos e champanhe, mas que até ganhou pontos, para mim, pela interacção com o público. Não digo que não voltarei a meter os pés no Sudoeste, mas digo que para o fazer o artista que lá for tem de valer MESMO a pena.

Em conclusão, pelo que eu experienciei: música boa, o ambiente que podia ser muito-muito melhor, calor até dizer chega e eu a regressar a casa só no domingo à tarde. Tenho um braço mais bronzeado que o outro, estou mole do calor e pelas andanças do fim-de-semana, dorida mas satisfeita. No fim, a música supera sempre tudo e a que ouvi no Sudoeste, a que foi realmente tocada e cantada ao vivo, valeu a pena.

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