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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

17
Ago16

"We are bad guys, it's what we do."

Arranjei FINALMENTE um pedaço de tempo em que não estou constantemente a tentar segurar a cabeça adormecida sobre os ombros para me partilhar na minha miss. Há quanto tempo é que não vinha aqui mesmo? Socorro, é que nem sequer era falta de vontade mas sim cansaço. Com saídas aqui e acolá, chego a casa tarde e agora com o meu primo de Moçambique cá tento fazer mil e uma coisas nos poucos dias que tenho com ele e para lhe dar atenção nem sequer chego a vir ao PC. Isto significa que durante estes dias eu bem quis vir dar à língua na miss, mas, estafada, acabei por não fazer (talvez ainda) um post com algumas recordações dos dias que passei em Tomar, assim como também (ainda) não fiz a minha partilha do jardim do Eden que achei além de fantástico. Mas como em mundos virtuais não existe um nunca eu vou sempre a tempo de tudo, resta apenas saber quando é que esse tempo deixará de ser uma possibilidade para se tornar realidade. Mas as minhas pseudo-queixas têm de ser silenciadas quando o principal motivo de tanta ausência são exactamente programas que me fazem aproveitar os meus dias e que me levam a fazer jus ao significado máximo de Agosto: férias. Segunda-feira, por exemplo, foi dia de cinema. Por fim, depois de muito esperar, fui finalmente ver o Suicide Squad.

suicide-squad-movie-2016-poster.jpegAs críticas em relação ao filme não andam lá muito positivas, mas eu não tomei partidos nenhuns. Estava ansiosa para ver o filme antes e continuei ansiosa depois de críticos terem aberto a goela para falar mal. Acho que a maior parte das críticas negativas que andam por aí se devem pelo filme não corresponder à imagem que faziam dele; o que quero dizer com isto: as pessoas faziam do filme algo de um nível sério, muito semelhante há fasquia dos filmes da Marvel. E, na verdade, não é bem isso com que levamos aqui.

Eu fiquei maravilhada quando vi o primeiro trailer do filme, o que foi partilhado na Comic Con, se não estou em erro. Uns bons tempos mais tarde surgiu um segundo trailer que tinha como banda sonora uma música dos Queen e ainda que tenha achado a música bem enquadrada com a imagem e que, sim, era bem apelativo, achei, também, que o toque dramático e pesado que estavam presentes no primeiro trailer tinha ido todo pelo cano abaixo. Estava, sem dúvida, presente uma componente cómica que anulava o que o filme poderia ter de dark. Portanto, fui digerindo a ideia com ansiedade e habituei-me. E se eu pudesse estar enganada em relação à impressão com que eu tinha ficado bastaram os primeiros minutos do filme para me mostrar que eu estava certa: assim que este começou, os personagens começaram a aparecer e eu vi o tipo de filmagem que tinha à frente deixaram-no bem claro. Quero com isto dizer que, com o que estava na cara, só se fosse parva é que o levaria com a mesma seriedade com que vi o Civil War, por exemplo. O Suicide Squad é o filme de acção com um índice cómico qb que não faz com que o filme perca; de facto, fê-lo fixe. Entreve-me e, como tal, cumpriu o seu requisito.

Os efeitos especiais estão fixes e não estava a contar nada com o darkside que é o verdadeiro vilão da história. A Harley Quinn é realmente um ponto alto do filme e foi inteligente colocá-la no mesmo, pois ainda que não fosse um personagem super principal eu acho que falo por muitos quando digo que era alguém cujo tempo de antena no ecrã eu mais ambicionava. O Will Smith foi exactamente o que eu esperava dele: amazing; os outros personagens surpreenderam-me pela positiva: a única personagem com que já tinha afinidade antes de ver o filme era a maluca da Dr. Harleen Quinzel, mas a longa metragem levou-me a criar laços com todos eles...nem que fosse por estarem a ser interpretadas por uma pessoa jeitosa.

E o Joker? Bem, foi o primeiro filme que eu vi com esse personagem (shame on me, não vi nada de Batmans e Jokers (yet)) e gostei do que vi. Há muito falatório em relação ao Joker feito pelo Jared Leto e os anteriores, principalmente o Heath Ledger, mas o caminho que eu escolhi tomar foi o da não-comparação, não só porque não vi o desempenho dos outros, mas também porque cada actor tem o seu modo de ver e interpretar. O Joker feito pelo Jared chegou-me como uma pessoa que não batia bem da bola: obsessiva e psicótica. Foi mais um trabalho do Jared que eu apreciei. E, por favor, a relação do maluco com a Harley? Socorro. Concordo com o que se diz por aí sobre a relação destes dois, como ele é uma personagem abusiva e que pouco se importa com o bem estar dela; cheguei a ver algumas cenas das animações e finquei-me numa mesma opinião, contudo, pareceu-me que aquilo que o Jared e  Margot Robbie apresentaram aumentou um pouco a fasquia. Ele continuava louco, no entanto, do que foi mostrado, pareceu-me haver um interesse mútuo: ela louca por ele e ele louco por ela, obsessivo mas realmente interessado nela. Eu gostei disso. Pudera, não fosse eu um coração mole para com a ideia do amor.

Mas não é tudo um mar de rosas. São duas as coisas que tenho a apontar que não consegui engolir: 1) as legendas: ou foi impressão minha ou as palavras/frases apareciam mal escritas por vezes e nem estou a apontar literalmente as questões de tradução (ainda que isso também me tenha irritado por vezes); em suma: gafes nas legendas. 2) o início do filme, o porquê: o filme começa com a apresentação dos vilões com base no uso que estes poderão ter para ajudar o mundo num problema que se vê totalmente esquecido quando o darkside do filme dá o ar da sua graça. Portanto, os vilões começam a ser mencionados em prole da resolução de um problema e acabam por agir num outro, inesperado. O que é mencionado no início, o que é usado como base para o uso dos bad guys é totalmente esquecido. Porquê, então, a sua menção? Tem um ou outro pormenor de coisas que não gostei de ver mas no geral não acho que seja o terror que os críticos andam a dizer. Achei um filme de acção divertido, com actores do caraças e efeitos especiais fixes qb. Tenho estado a ver partes do filme desde então e estou ansiosa para o ver de novo com boa qualidade com o intuito de dar mais atenção a determinados pormenores. E mal posso esperar para que saia o DVD. Pelo que ouvi, cortaram muitas cenas; estou curiosa para ver até que ponto essas cenas eram realmente desnecessárias.

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