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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

20
Set16

Upgrade na contagem.

Quando eu comecei o ano lectivo anterior, 2015/2016, senti que o desafio que tinha pela frente era mais intenso e preocupante que todos os outros por que já tinha passado. Seria como enfrentar um touro pelos cornos, lidar com um leão numa savana, ser encurralada por um molho de agrafadores assassinos, prontos a disparar e a crucificar-me. Eu não me enganei. Quando recebi a nota do trabalho a respeito do final do meu curso fiz um post aqui na minha miss. Mencionei como foi - literalmente - uma luta extenuante, que me doeu até às tripas, que chegou a levar-me às lágrimas tamanho era o meu sufoco e frustração. Foi uma luta que acabou em bem... E ainda que um novo ano lectivo tenha começado, ainda me vejo a lidar com folhas soltas (linhas tortas) do ano que passou e é por isso que os meus dedos têm estado quietinhos. Só na quinta-feira passada voltei a respirar (novamente) fundo. E espero. Simplesmente espero: agora faço isto. Faço-o com medo porque quero ler que o exame que fiz correu bem ao ponto de eu ter, por fim, terminado o curso, como tenho medo de ler e encarar exactamente o oposto. Contudo, agarro-me facilmente à ideia de que não me saí nada mal no ano lectivo passado, tendo em conta que só tive possibilidade de ir às aulas a um mês e meio do primeiro semestre terminar. Apesar disso, consegui pôr-me a par das cadeiras e lidar, com a espada em riste, com o meu monstro: o seminário (também conhecido por: trabalho de fim do curso).

Enquanto estava em aulas, por estar na recta final, - que é como quem está a querer dizer: como quando jogamos um jogo e temos de enfrentar um super mau para encerrar aquela parte da aventura: tal e qual -, eu decidi desde cedo que se eu conseguisse fazer o trabalho final, se mo aceitassem, avaliassem e eu tivesse um bom feedback do mesmo ao ponto de marcar a cadeira como feita, eu iria fazer algo para o celebrar. O que eu queria era marcar-me com a prova de que apesar de ter caído de tantas pedras no meu caminho, apesar dos arranhões no meu coração, dos tiros na minha auto-estima, eu tinha conseguido, tinha conseguido chegar longe e superado um Bowser, surpreendendo-me a mim mesma. Queria uma marca de que tinha vencido, algo que me lembrasse que as quedas tinham doído mas eram superadas. Então, depois de deixar passar a chama do Charmander - que é como quem diz Verão -, depois de ter conseguido encontrar o tatuador na sua loja, fui lá, sexta passada, e fiz a minha quarta tatuagem, a minha primeira citação, uma referência pessoal a uma tough mission accomplished. Nem a propósito: no próximo domingo vai dar na televisão Meet the Robinsons, o filme cujo motto eu acabei por tatuar. Bendita hora em que essas palavras se cravaram no meu cérebro - Disney ♥ -. Foram o meu pensamento positivo na minha aventura com o anel para Mordor, de verdade.

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