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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

29
Out16

Out...

Vou estar completamente fora por uns dias. A Smartie quis ir passear e estou a ser levada a reboque para ir laurear a pevide num sítio diferente dos arredores da minha casa. Hoje partiremos para Coimbra, segunda-feira vamos cumprimentar Santarém e eu estou muito entusiasmada. A única vez que me lembro de ir a Coimbra foi há anooossss e, como adolescente nada rebelde que era, tirar fotografias a tudo o que mexe e não mexe ainda não era bem o meu vício, ainda que sempre tenha gostado. E Santarém então, socorro: cheguei alguma vez a ir lá? Estou em pulgas pela viagem, pela descoberta e pelos dias de lufada de ar fresco que já adivinho fantásticos. Venha de lá a rambóia e até depois de terça-feira!

26
Out16

"You don't have to make us feel safe, because you've made us feel brave."

missperegrinesmall.jpgAntes mesmo de eu fazer anos comecei a pensar no que queria fazer no meu dia. Uma vez que as minhas irmãs já me tinham avisado que não iam às aulas, e a Smartie de que não ia trabalhar, achei que teria mesmo de me pôr a inventar. Pensei, pensei e acabei por vir com: uma vez que é o meu dia de anos, porque não ocupá-lo com coisas que adoro? Foi isso mesmo que eu fiz, não na totalidade porque choveu horrores durante a tarde e uma  vez que o jardim que queria visitar já tinha fechado tive de inventar outra coisa. Mas manteve-se tudo aquilo que eu já tinha pensado, por acaso. Para de manhã e à noite que decidi ocupar com cinema. Porque, vá lá: eu adoro cinema. Estava super ansiosa por ver o filme da Miss Peregrine e uma vez que este estreou e eu não fui logo ao cinema decidi que no meu dia de anos esta longa metragem do Tim Burton não me iria escapar. Não saí da sala do grande ecrã desiludida, bem pelo contrário: o filme correspondeu completamente às minhas expectativas. E a Eva Green? Ahh! Fico sempre entusiasmada quando percebo que há um filme em que ela entra na berra e foi, de facto, por ela que quis ver este Miss Peregrine's home for peculiar children. Se não estou em erro, acho que vi qualquer coisa a respeito de isto ser o início de uma trilogia (será que estou a fazer confusão com outro filme?); este filme tem capacidade para subsistir sozinho mas acho que uma sequela não fará mal nenhum: o filme também tem fundamentos para isso. Tem como base uma temática interessante que gostei que tivesse sido explorada em filme. Tresanda a Tim Burton de longe: não estou a ver o filme a ser feito por mais ninguém. Foi um bom filme ainda que não o tenha achado um daqueles espectaculares que pode parar o mundo inteiro. No entanto, é divertido, possui um grande carácter de aventura, mágico, com uma desempenho fantástico da parte da Eva Green como Miss Peregrine. Foi uma boa escolha para o meu aniversário e estou mesmo interessada em vê-lo novamente.

24
Out16

25 anos.

Há 25 anos atrás os meus pais tinham 25.

A história deles não começou aí, mas surgiu um novo capítulo com tanta garra que de uma história surgiu outra. Em 24 de Outubro de 91, há 25 anos atrás, abriram um livro e começaram a contar uma história da sua própria história. Isto fez-me pensar no dia 24 de Outubro de há 25 anos atrás e indagar. Há 25 anos atrás...o que andariam as pessoas a fazer há 25 anos atrás? Para dar mais credibilidade há história que me estava a contar, peguei em personagens incorpóreos, criados no momento, e dei-lhes as identidades que quis, com as características que bem entendi: uns têm bigode, outros cabelo branco; há quem use óculos ao estilo de Harry Potter, quem desafie o tempo em moda, homens e mulheres: e todos usam chapéu. Todos existiam há 25 anos atrás. Então, o que cada um fazia? Ela pousava uma tarte de maçã, acabada de fazer, no parapeito de uma janela. Ele dava baforadas com o seu chimbaco, ouvindo música erudita enquanto a mão fazia deslizar uma caneta que, por sua vez, tricotava história. Há 25 anos atrás, também, a Branca de Neve já tinha dado uma trinca na maçã envenenada. Há 25 anos, a Cinderella já usufruíra do seu Bibbidi-bobbidi-boo, a Alice já tinha caído em aventuras sem perder a cabeça - pintando, pelo caminho, rosas cor de carmim -, o Peter Pan já existia sem nunca crescer e o Hook, por sua vez, já vivia sem mão (coitado). A Duquesa já tinha conhecido o seu O'Malley, a Ariel já tinha as suas pernas, a Bella começou a existir para não só para desafogar o coração do monstro como de quem estava para vir. Há 25 anos atrás, o mundo já girava. Histórias eram iniciadas todos os dias porque a vida tem um dom na ponta da caneta. O mundo era mundo há 25 anos atrás e continua a ser mundo 25 anos depois. Muita coisa permaneceu igual, mas tantas outras mudaram. Eu, por exemplo, há 25 anos atrás não era eu. Eu não era bem eu. Eu não podia ser bem eu. Mas passei a ser. Há 25 anos...nasci. Há 25 anos eu calcei, pela primeira vez, o sapatinho. Há 25 anos, o sapato de cristal, a 24 de Outubro, serviu-me; e porque o meu pé não voltou a crescer: nunca deixou de servir.

 

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22
Out16

Joanne.

14533664_187654088346155_6510754298534559744_n.jpgUma coisa que ainda não consegui alterar foi as horas a que acabo por adormecer. Por mais que vá para a cama cedo, só adormeço depois das três da manhã. Ontem, de madrugada, quando fui para a cama foi para aproveitar essa demora em ir para o mundo dos sonhos. Saí do computador com o novo álbum da Lady Gaga no telemóvel e, assim que me deitei, entrei no mundo de Joanne. Aproveitei que me custa a adormecer antes das três para ouvir as músicas com atenção e ver em que patamar a minha opinião se situaria. Iria gostar ou achar que ela já tinha feito melhor? Porque me demorei numa ou outra música, que fiz questão de ouvir mais do que uma vez, acabei por adormecer antes do CD terminar. Hoje de manhã corrigi-me e terminei a jornada a achar este Joanne completamente fantástico e até a concordar com uma crítica que vi hoje cedo de que este era, potencialmente, um dos seus melhores trabalhos, onde a consegui ver com vestígios antigos em algumas músicas.

14596685_1829342553965272_733996763991506944_n.jpgO que é que se pode encontrar neste Joanne? Um bocado de tudo. Foi a verdadeira surpresa, pois em dado momento acreditei que o álbum iria ser meio virado para as baladas que fazem doer o coração e para a ternura das músicas country. Estava tão enganada. Ela reabriu as portas do meu fascínio com a primeira música do CD. Eu estava na cama e comecei a bater o pé porque o refrão da Diamond Heart é qualquer coisa de espectacular. Fiquei toda contente e confiante de que se o álbum começava com algo tão espectacular, então o que se seguiria também iria ser. Era um bom presságio. A Gaga trabalhou e ofereceu ao público algo que eu não estava à espera: um trabalho diferente, em relação ao que já tinha lançado, e diversificadamente diversificado. O que é que eu quero dizer com esta confusão: que neste Joanne, a Gaga oferece quatorze músicas (versão deluxe) diferentes umas das outras e isto em parâmetros profundos. Num único álbum, a rapariga conseguiu oferecer country, uma espécie rock, uma vertente pseudolatina e muito mais. Adorei que um álbum me fizesse ter em mente tantas coisas ao mesmo tempo: tanto me via a pensar no sossego do campo, como em western, como em energias mexicanas; houve o que me soasse ousado, estilo: soupoderosanãosemetamcomigo; também, o que me fizesse pensar em sonoridades dos anos 70 (talvez); uma ou outra, também, que com uma sonoridade tão alegre só me faziam pensar em arco-íris e em doces. E eu não posso ser a única a achar que a Just Another Day soa IMENSAMENTE IMENSO aos seus primeiros trabalhos como Stefani e não como Gaga: até algo que me remetesse a isso eu encontrei neste álbum. É, então, por toda a mixórdia saborosa de musicalidade que eu adorei super este Joanne.

14730566_1123974111022996_8247494298279346176_n.jpSer fan da Gaga, todavia, não faz com que eu diga que este trabalho é perfeito porque houve músicas que não me agradaram tanto quanto outras. Mas o balanço positivo é tão grande que é fácil passar por cima do que não me tocou de forma tão especial quanto a maior parte. Gosto muito da abordagem nada espalhafatosa que está a ser feita para a promoção deste novo projecto, já agora. A Gaga está a mostrar uma nova faceta sem descurar da loucura a que habituou o mundo. Apesar de tudo, não sei se este produto terá tanto sucesso como os seus anteriores. Não porque não presta, mas porque não é definitivamente um álbum feito para as massas, acho. Na minha visão, não é um álbum feito com o intuito de vender e recolher o máximo de lucro possível. São músicas com substância, músicas feitas com o intuito de se partilhar, como já tinha referido. A si e ao amor. Espero, apesar de tudo, que ela recolha os frutos que merece com este Joanne. A homenagem que fez à tia é mesmo bonita e de grande valor. Alguém para me oferecer este CD nos anos? Porque, a sério: preciso.

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21
Out16

A ouvir...

Csao6PdWEAUKb1v.jpgJoanne: FINALMENTE. Depois de três anos sem lançar originais, a Gaga está, por fim, de volta com material por que eu já penava para ouvir. Estou mesmo muuuuiiiittttoooo curiosa em relação àquilo que vou encontrar ainda que saiba de antemão que não tem nada a ver com a veia que conheço dela. Estive a ler num site uma crítica um bocado...amena em relação a este trabalho: diz que é um produto um bocado sem sal ainda que tenha músicas boas como a Million Reasons. Quero tirar as minhas próprias conclusões, é certo. Seja como for, estou contente por ela e pela orgulho evidente que tem deste CD. Foi uma forma de homenagear a sua tia e tendo [o CD] tanto sucesso quanto aquele que ela teve com os anteriores, ou não, acho que o mais importante é ter sido feito com o coração. E não o digo por ser Gaga e eu gostar imenso dela. Digo-o porque o que mais há aí é música sem essência. Alma, neste disco, quer goste quer não, vou encontrar de certeza.

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