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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

26
Nov16

"The ocean chose you for a reason."

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Depois de meses e meses à espera para ver a Moana, eu FINALMENTE a conheci. Há determinados filmes que faço questão de ver no cinema quando estreiam; a Moana foi um deles. Sei que com Disney dificilmente (pufff, eu nem sequer sei se é possível) sairei desiludida e, como tal, ir ver ao cinema nunca é dinheiro mal gasto. Mesmo sem conhecer a história (de propósito), sem ideia do que a Disney teria inventado para a história desta nova princesa, eu soube, quando vi a sua figura, que iria adorá-la. O seu ar sugeria-me influências do Havaí. Uma mistura do ambiente de Lilo e Stitch e de Pocahontas e...por favor, como não adorar só pela suposição?! Eu tentei fazer-me de forte até ao fim, mas a verdade é que dei uma vista de olhos por alguns clips que foram surgindo nestes últimos dias com o propósito de aliciar o público com as aventuras desta nova personagem da Disney. A ideia, já muito muito muito positiva que eu tinha do filme, melhorou ainda mais.

Duvido que alguém acreditasse que eu não iria gostar do filme. Acho que a verdadeira questão foi saber o quanto iria gostar e se esse gosto iria corresponder às expectativas suuuuppppeeerrrrr elevadas que eu tinha. Também acho que, no meio de tanto que já disse, (sem ter dito nada), é claro o muito que este novo filme da Disney me deliciou. Eu estava tão morta por conhecer a Moana que, também como fanática pela Disney, a minha ideia era ver o filme no seu dia de estreia, contudo, só consegui ir ontem à noite, acompanhada pelas minhas irmãs, pela Daniela e pela Smartie.

A verdade é que a minha mente estava tão concentrada na Moana que me esqueci da possibilidade de haver uma curta-metragem animada como é costume encontrar (pelo menos nestes últimos filmes, acredito). Receei pelo despertar das minhas vias lacrimais logo aqui, contudo, tudo o que a curta me ofereceu foi um coração amolecido pela ternura e encorajado pela mensagem, risos e um sorriso que, mal apareceu, não voltou a sair. Foi um sorriso que conservei quando o filme começou; quando o castelo usual da Disney apareceu, com alguma ansiedade, excitação à mistura. Riam-se e façam pouco de mim à vontade: eu comecei a conter-me para não chorar logo no início só por ser o que era: Disney. Este post sobre a Moana está aqui para marcar o que já era óbvio nas primeiras palavras, já na imagem, já quando estava a ver o filme, já antes de o ver, já antes de. Eu gostei tanto, mas tanto.

Se há coisa que a Disney não deixa de fazer por muito que o tempo passe é surpreender-me, mesmo quando eu penso que já mais não é possível, que aquilo que tem e que mostra já é TUDO, no entanto, BAM: ela surge com uma Moana para me mostrar que eu estou enganada e que tem mais para me oferecer com originalidade e magia. Socorro. É-me impossível não pensar neste filme e acabar por retroceder e invocar na minha mente tudo o que já foi feito para trás. A evolução da criação, dos desenhos, da aplicação das tecnologias que melhoram a animação. Estive a inteirar-me do processo de criação e vi que foi o primeiro filme da Disney a ser feito da ponta dos dedos do pé à ponta dos cabelos por computador. O resultado? Na minha opinião, meu Deus: a-w-e-s-o-m-e. Foi um filme que demorou anos a ser feito, com várias pesquisas pelo meio, estudos da cultura em questão. Estou feliz por algo que gosto tanto se preocupar em dar ao público algo com qualidade e com fundamentações. Ainda não superei o meu fascínio pela naturalidade dos personagens: é aqui que mais noto a aplicação da evolução. A fluidez dos cabelos, as expressões faciais...pequenos esgares que, aos meus olhos, são tudo. Por isso, sim, a minha nota para a animação está para o alto.

O que também me deliciou foram as músicas. OhmeuDeus. Uma ou outra vez que acabei por chorar foi mesmo impulsionada pela banda sonora que é perfeita. Eu adoro, adoro, adoro a importância e atenção que a Disney dá aos pormenores (como, por exemplo, a atenção para com o título: uma vez que em determinados lugares o nome do filme e da personagem mudou para Vaiana eu acreditei que, na versão legendada (a que eu fui ver) os personagens haveriam de dizer o nome original e em legenda aparecer a sua alternativa. Mas não: naqueles países que a rapariga se chama Vaiana em vez de Moana, o seu nome, mesmo na versão original, apresenta-se como Vaiana. Como eu disse: a atenção que a Disney dá aos pormenores). A atenção de as músicas, além da fala local, portar as melodias próprias do povo (os instrumentos, portanto): o cuidado torna tudo tão melhor. Hoje, não oiço mais nada além da banda sonora do filme, de coração cheio, encantado e feliz porque, sei lá...é como se a sonoridade não fosse desconhecida ao meu espírito. Eu acredito na ressurreição da alma: acredito cada vez mais que, numa vida passada, fui uma nativa. (wingapo!) *inserir piscadela*

Por último: a história. Como eu referi em cima, não fazia ideia das bases que iria encontrar. Fiz por não saber porque às vezes a surpresa torna tudo melhor. Vi trailers, pequenos clips, mas nada demasiado revelador. Apaixonei-me pelo espírito e determinação da Moana. É uma aventura mágica, divertida, emocionante com lições importantes. A identidade é uma questão que se mantém de início ao fim e acho interessante o facto dos últimos filmes de animação estarem a apostar muito neste tema para as longas-metragens: eu não me queixo. Do meu ponto de vista, há mensagens não tão explícitas quanto outras com que as crianças lidarão como lidam com sopa até perceberem que lidam, na verdade, com doces. Algumas palavras-chaves neste filme são confiança, determinação e amizade. Não posso deixar de referir como acho interessante que as últimas apostas da Disney não estejam voltadas para um romance ou na apresentação de personagens femininos que dependem de outros, normalmente de um príncipe, para um final feliz. O que se vê mais são personagens femininas, fortes de espírito, determinadas a vingar por si mesmas e aventureiras. Isso é bom. Mas o amor é um tema constante, claro. Um amor profundo: amor pela família, pelos amigos, pelo próprio.

Saí da sala de cinema emocionada e com o coração reluzente, incentivada e deliciada pelo espírito da Moana que, acredito mesmo, passou a ser uma das minhas personagens favoritas. Estou contente por a Disney a ter feito existir. Acredito que esta nova princesa será uma boa influência nos miúdos de hoje em dia. O filme? Digo-o como se já não estivesse claro: mesmo recomendado.

23
Nov16

Lisboa Games Week.

Sábado passado, dei um salto até ao Parque das Nações. Uma das minhas irmãs é grande apreciadora de animes e de cosplay e decidiu que seria este ano que se aventuraria numa demonstração em palco de uma personagem. Escolheu o Lisboa Games Week para o fazer e quis estrear-se com a boneca de um anime que tem gosto em representar. Quis, também, que não só a gémea como eu estivéssemos presente na sua estreia em palco e por isso, para lhe oferecer apoio, eu fui de bom agrado.

Nunca tinha ido ao Lisboa Games Week. Já marquei presença no Midori, no Iberanime de Lisboa, até na Comic Con, no LGW foi a primeira vez. Eu acho que só quando meti os pés dentro da FIL é que interiorizei que o evento é quase exclusivamente dedicado aos jogos. Fui de máquina fotográfica atrás com a intenção de fotografar personagens que conhecesse e gostasse de como estivessem feitos pelos cosplayers, no entanto, desde que lá entrei, aquilo em que mais encalhei foi pessoas vestidas normalmente e em filas. Filas intermináveis de pessoas que queriam experimentar jogos por cinco minutos. Eu só vi disto. E as bancas que lá haviam - poucas - o que vendiam era quase tudo relacionado com jogos. Funkos Pops? Sim, havia: uma só banca. Eu nem quis acreditar que só estava lá uma marca a vender destas figuras de colecção. Percebi que tudo o resto a que já fui - Midori, Iberanime e Comic Con - acabam por ter mais ondas onde eu possa surfar do que o Lisboa Games Week. O que eu gosto, além de olhar de banca em banca e de babar por figuras de colecção que não posso comprar, é da afluência de pessoal vestido como as personagens e de ver que o evento está muito para aí virado. Foi quase estranho ir a um evento e ver uma média de vinte pessoas a fazer cosplay: as pessoas que participaram no concurso e uma pequena percentagem que assistiu. Esse mesmo concurso foi a única coisa a que tirei fotos. Em baixo coloquei umas poucas para assinalar o talento das pessoas. Podiam estar melhores, é um facto: algo a mudar numa próxima.

 

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