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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

06
Abr17

24K Magic World Tour.

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Esta terça-feira eu fui ver o Bruno Mars: uhuhhh! Não foi à primeira mas sim à segunda o que faz com que, desta vez, aquela coisa de à terceira ser de vez ser falso. Estava muito ansiosa e curiosa quanto ao que iria assistir depois de ter falhado a sua primeira vez em Portugal: não por falta de vontade. E para felicidade do meu espírito, o concerto, para os balcões, tinha lugares marcados. Ora, o que é que isto significou? Ir para o Parque das Nações quase na hora do concerto porque não havia necessidade de lutar por lugar nenhum (yes!). Entrei na Meo Arena pouco depois das sete e meia e ocupei o tempo a ver o pavilhão a encher, pacientemente à espera do concerto que só aconteceu depois das dez. Mas antes do Bruno Mars o público ainda foi presenteado com uma primeira parte.

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Eu já tive experiência com primeiras partes bem ranhosas. Lembro-me do que vi no concerto dos Muse (foi para esquecer), por exemplo. Ou o segundo concerto da Lady Gaga cá em Portugal em que um Breedlove subiu ao palco para umas cinco/seis músicas e ao sair deu lugar à poluição sonora da Lady Starlight que tão bem me impressionou em 2010 e que com esta segunda vez levou a impressão aos zeros. Já levei com outros que não me disseram grande coisa e também já presenciei aberturas de concertos que me agradaram tanto que cheguei inclusive a arranjar as músicas, como foi o caso dos Kongos em 2014 que abriram o concerto dos One Republic. Quero com isto dizer que quando sou informada de que vai haver uma primeira parte eu já estou por tudo graças às várias experiências que tive. Desta vez cheguei a torcer o nariz quando o Anderson .Paak & The Free Nationals subiram ao palco ao pensar que iria levar com um rap deslavado, contudo, acabei por lavar com sabão a má língua. É um facto de que eu não percebi o caule de uma flor do que estava a ser cantado, contudo, os senhores proporcionaram uma energia mesmo boa. Apreciei o que estava a ser tocado, a relação do .Paak com o público que, para minha surpresa, estava mesmo a vibrar com o cantor e o homem ficou tão contente, estava tão feliz pela recepção que teve que até se mostrou emocionado. Eu diria que a sua estreia em Portugal obteve uma nota bem positiva *inserir risonhoso contente*.

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A minha temporada dos concertos deste ano foi inaugurada de uma forma tão perfeita que duvidava e continuo a duvidar que algo vá ultrapassar a impressão que o dia 19 de Março deixou em mim (só mesmo outra igual), no entanto, as minhas expectativas para a noite estavam realmente elevadas. A minha apreciação começou no pano branco que cobria o palco (era muito chique) e dançou pela noite dentro conforme o concerto se desenrolava e me deslumbrava pela qualidade do espectáculo. Atrás de mim estava um pai e uma mãe com dois filhos pequenos. Pe-que-nos. Duas criancinhas, uma menina e um menino que estavam mais ocupados a comer pipocas. Apercebi-me que o papá passou o concerto concentrado no miúdo, atento ao que ele fazia, desfrutando zero do concerto...até, claro, se levantar e sair com a mulher e os filhos antes do show terminar porque a produção estrondosa do concerto do Bruno Mars contém foguetes e o estoiro dos mesmos estava a assustar a criança de morte ao ponto de esta chorar desalmadamente como se o mundo fosse acabar. Mas quem é que se lembra de levar os filhos pequenos para coisas destas? E, por favor, não me digam que os pais não deviam ter onde deixar as crianças. Eu podia estender-me em quilómetros de pergaminho a expor-me como acho errado e como sou apologista do se não dá para ir não se inventa. Porque, no fim, tudo se vai resumir a: estar demasiado ocupado com os filhos = não ligar pevas ao concerto o que equivale a desperdício de dinheiro. A juntar-se a esta preciosidade está o casal que se encontrava à minha frente. Estavam num amasso discreto antes do concerto começar e eu cheguei a pensar como eram queridos por tanta demonstração de afecto. Contudo, a coisa tornou-se impossível de se lidar. Assim que o Bruno Mars colocou os pés no palco o casal passou o tempo TODO numa salganhada de PDA enquanto ela tinha o telemóvel na mão e ia filmando o concerto. Era a rapariga a esfregar-se nele, o rapaz a apalpá-la em tudo o que era sítio e os beijos. Os beijos, meu Deus. A quantidade de vezes que se comiam à minha frente, que me obrigavam a assistir cada um a chupar a língua do outro. Eu não faço ideia como, mas nenhuma das vezes em que se afogavam em saliva apareceu nos vídeos que eu fiz ao longo do concerto (AINDA BEM). Fora isto, o espectáculo foi um show do caraças. O Bruno Mars é um artista com muita qualidade e agora que já assisti ao vivo tenho como amparar as minhas crenças. Contava que o Bruno Mars me proporcionasse uma noite estrondosa e não me enganei. Sim, ele canta mesmo bem, no entanto, a minha parte preferida de todo o espectáculo que assisti foi a maneira como ele se inseria no meio dos músicos. O que vi em palco foi um núcleo onde ninguém se sobressaia sobre ninguém. Os músicos fazem o Bruno Mars brilhar e vice-versa. O que eles me deram foi tão puro, um show que não é mais do que um conjunto de amigos em palco a proporcionar um bom tempo a um público enquanto se divertem com música. Tudo tão simples quanto isso e se o concerto me soube maravilhosamente bem foi por isto. Fiquei extasiada com o palco e os seus jogos de luzes. Fui completamente atraída com os efeitos especiais: os foguetes (socorro, nem acredito que eram mesmo foguetes), fogo e os habituais papelinhos; mas a música...a música tocada daquela maneira, num núcleo de boas energias e uma sintonia tão grande, foi o melhor!

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Saber que ia marcar presença no concerto do Bruno Mars incentivou-me a arranjar o novo trabalho do rapaz. Como sou um desastre, nem por isso cheguei a ouvir as novas músicas. Isto quer dizer o que está a ser pensado, sim: fui para o concerto sem conhecer peva das músicas recentes e uma vez que ele as tocou todas (ou praticamente todas) isso também quer dizer que eu não pude acompanhar o que foi cantado por não saber. O meu primeiro contacto com o seu álbum 24K Magic foi no próprio concerto e até me agradou bastante. Deixei uma nota num recanto do meu cérebro em como tenho de ouvir o CD. Ao longo do concerto tirei algumas fotos. Não foram muitas e não ficaram assim tão más. Apostei mais nos vídeos, como de costume, porque com a máquina que tenho é mesmo a melhor via. Desta vez não tinha como me virar para algo melhor por estar sem o telemóvel e, já agora, porque a minha sorte é uma coisa louca, no dia a seguir ao concerto o bicho voltou-me para as mãos. Enfim. De qualquer forma, partilhei alguns das músicas mais conhecidas no Instagram e no FB e o mais curioso pode sempre cuscar aqui [x] [x] e aqui [x] [x] [x] [x] [x].

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O concerto do Bruno Mars ajudou-me a reavivar o gosto que eu tinha por algumas das suas músicas. A Runaway Baby? Sempre a adorei e foi tocada no concerto. Queria muito ouvir a Uptown Funk porque tem uma energia contagiante e faz-me lembrar o meu primo de Moçambique que da última vez que cá esteve cantava isso de quarentena. Também gosto bastante da Marry You e fiquei contente por ele a ter cantado. E a When I Was Your Man? Foi mesmo bonito. E o rapaz começou a chorar e tudo...foi impossível não sentir o coração apertado. E por falar em corações cerceados: quatro palavras: Locked Out Of Heaven. É das minhas preferidas e a única que eu havia mesmo de me importar caso não fosse tocada. Quando a ouvi...até custou respirar. E as lágrimas no canto dos olhos foram inevitáveis quando a música tem uma força que diz tanto. Foi, sem dúvida, a melhor parte do concerto, o topping de chocolate que é inevitável lamber dos dedos.

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