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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

07
Mai17

Como assim estive quase uma semana sem postar nada?

Oh-Meu-Deus. Tenho a sensação de que não ponho os pés aqui há milhares de anos e...fogo, porque é mesmo verdade. Cuscar? Isso estou sempre a fazer. Conseguir estar mais do que cinco minutos atenta ao mundo virtual? Só mesmo instagram. Tudo o resto tem sido um bocado difícil quando passei a preencher o meu tempo com uma formação e passei a chegar a casa perto da meia-noite. As energias que gastei durante esta semana não foram bem repostas, mas arranjei finalmente um tempinho para me vir actualizar no mundo virtual. Eis que estou finalmente em frente ao pc decentemente e dou liberdade aos meus dedos para me exprimir. Por isso: olá Miss! Novidades? O que tem acontecido? Bem: cinema.

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Nos últimos dias de Abril, na mesma altura em que os meus pais foram aproveitar o fim-de-semana prolongado, eu fui ao cinema ver o Guardians of the Galaxy 2. Não sou muito de ver filmes da Marvel no cinema, mas sobre este não pensei duas vezes quando soube da sua vinda. O incentivo? Groot. Levei com imensas fotos e trailers com o pequenito adorável e resisti-lo num grande ecrã pareceu-me impossível. Não fiquei nada-nada-nada arrependida da minha decisão quando fui tão bem servida com aquilo que eu vi.

Um dia antes de eu me atirar ao cinema eu vi uma entrevista aos actores em que afirmavam que este filme era melhor que o anterior - confirma-se -; houve quem dissesse que a banda sonora deste era melhor - não sei se é superior mas está muito ao nível da presente no primeiro filme: ambas são fantásticas -; e também foi dito que o principal desde filme eram os próprios personagens e a jornada que os unida mais como família: foi isso mesmo que eu vi. Foi, aliás, isso que me fez gostar realmente desta sequela do Guardians of the Galaxy. Senti que neste segundo estava presente tudo o que faltou ao primeiro e que em termos de história me preencheu muito mais. Está sem dúvida mais engraçado. E mais adorável porque é impossível resistir ao Groot bebé - o início do filme? Está demais -. Inteirar-me sobre os personagens soube-me a tudo e fez-me compreender e aceitar ainda mais a história. Fui para a sala de cinema sedenta pelo tempo de antena do pequeno Groot e acabei a desejar que cada elemento dos guardiões tivesse o seu merecido destaque. Levei com um filme bem feito, cheio de acção, com uma aventura do caraças, surpreendente e que merece um grande nível de recomendação. Com filmes assim é muito fácil perceber o sucesso do universo Marvel.

 

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Sexta-feira fui desafiada pela Daniela para uma ida ao cinema a que eu não disse que não. Falámos e averiguámos o que ver quando os planos estavam a ser feitos todos em cima do joelho, do nada, porque sim e perante o horário tardio acabámos por nos atirar ao The Shack. Quando dos vários em mesa decidi apostar no The Shack eu acreditei que iria ver um filme de mistério. Queria desanuviar a cabeça e achei que o filme se tratava de um thriller dramático que me iria proporcionar uma boa dose de entretenimento, como só um bom mistério cheio de suspense consegue. Bem, eu estava enganada. O filme foi bom: entreteve-me, cumprindo assim o objectivo de um filme, no entanto, o drama nada teve de mistério e eu, em vez de desanuviar, sobrecarreguei a mente com perspectivas sobre o mundo. A carga filosófica que este filme porta fez-me ir para a cama a pensar em como as pessoas encaram a vida, o que esta porta e acordar da mesma maneira.

Estava convicta de que ia ver um filme sobre um homem que fica sem a filha e ao dar com as suas roupas numa cabana ele iria começar a descobrir coisas relacionadas com desaparecimentos de pessoas e, quem sabe, desmantelar o esquema de um assassino ou assim. Aquilo que o filme me brindou foi a história de um homem que vive atormentado pela culpa de ter perdido a filha de vista e levado a que ela fosse levada e morta e ao voltar ao lugar onde as roupas da menina foram encontradas embarca numa viagem de compaixão e perdão pela necessidade de seguir em frente. Não deixou de ser um filme bonito e que contém uma grande carga emocional: [SPOILER] cheguei mesmo a pensar me iria desmanchar quando ele deu com o corpo da filha e tratou de o limpar e deixar apresentável para um merecido enterro. Se há algo que tenho a destacar é o sofrimento que personagem principal conseguiu transparecer. Cada vez que ele enfrentava alguma situação que levava o espectador a pensar, pelo embrulho filosófico que era atirado, eu tentava colocar-me na sua pele e doía. Há coisas que acontecem na vida que não são facéis e é preciso coragem para conseguir lidar com elas.

27
Abr17

Andei a ver...

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Senti que andava (muito) em falta com os filmes de animação e durante os últimos cinco dias decidi corrigir-me. O Ballerina foi a primeira vítima depois do Pete's Dragon porque já não aguentava mais os posters de publicidade e ignorar que o filme vinha aí. Vê-lo foi a melhor coisa que eu podia ter feito; estreia hoje em Portugal e eu espero mesmo que tenha sucesso. Foi um filme que não decorreu exactamente como eu esperava e isso fez com que eu gostasse mais dele. Os seus conceitos chave? Determinação, amizade e o nunca desistir dos nossos sonhos. Sim, é mais um filme sobre isso. Este está muito bem feito. Também tenho a salientar, como muito positivo, o My life as a Zucchini. Foi só mais um filme que me fez morder a língua por pensar de forma errada sobre ele. Foi um dos nomeados para os Óscares deste ano e eu fui impelida a vê-lo por isso mesmo, porque, na minha cabeça, parecia descabido. Eis que eu me rendi completamente e percebi o porquê da nomeação. Por ver alguns cartoons no Cartoon Network eu já devia ter apreendido que o aspecto de um boneco não define a sua qualidade; foi isso mesmo que aconteceu aqui. Esta pequena maratona também levou a que se acabasse o falatório sobre o Trolls desconhecendo eu o filme. Infelizmente, coisas de que consigo falar bem, sem ser as escolhas musicais, só mesmo os pequenos trolls porque o filme em si achei toda uma contradição que tirou um bocado de piada à coisa. Ahh! Não quero deixar de referir o Storks. Ainda que o filme tenha sido engraçado, teve alturas em que custou captar a minha atenção. De qualquer forma, teve um final emocionante do qual não me escapei de deitar uma e outra lágrima. Com isto, estou quase livre das novidades do mundo da animação: uhuhh!

23
Abr17

"What have we done?"

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Sexta-feira fui ver o Life (Vida Inteligente em português (estas traduções maravilhosas...)). Estava muito curiosa porque adoro filmes de ficção científica que metem vida alienígena ao barulho. Este tinha tudo para me agradar. Não estava muito bem integrada na história, mas sabia que a acção decorria no espaço e que havia um extraterrestre: para mim bastava.

O que mais apreciei foram os efeitos especiais sobre como as coisas devem ser no espaço (apanhei pormenores realmente interessantes neste ponto), a vida alienígena e as mortes. Certo, isto soa mesmo mal...contudo, foi uma boa amostra de como as coisas estão evoluídas e a censura está a ficar para trás: os detalhes dos resultados dos ataques do extraterrestre são curiosos e estão bem feitos.

Senti IMENSAS vibrações de Alien, principalmente do primeiro filme, o que torna muito fácil de pensar que este Life é uma resposta às criaturas de duas bocas, constituídas por ácido e que se multiplicam conforme eu pisco os olhos; uma resposta aquém, mas interessante: eu gostei de ver uma aposta de vida alienígena diferente do que é costume ver-se. Este Life também apresenta algumas cenas demasiado descabidas a que revirar os olhos foi obrigatório. O final: totalmente, completamente, previsível, porém emocionante pelo emprego perspicaz da música que ficou mesmo, mesmo bem.

Eu sabia que o filme contava com a participação do Príncipe da Pérsia, mas, pelos vistos, andava a dormir para não saber que o Ryan Reynolds também dava o ar da sua graça. Fiquei tão bem impressionada com o Deadpool que cada vez que o actor abria a boca era-me impossível não pensar no Wade Wilson: sempre que estava em cena ficava à espera de dicas e que aparecesse de fato vermelho. É o tipo de filme que ao começar já se pode fazer apostas sobre quem irá sobreviver e [SPOILER] ainda que o Deadpool não fique até ao fim, o tempo de antena que lhe foi concedido foi o suficiente para ele se sobrepor aos outros. O Ryan Reynolds tem demasiada presença: é um facto. E eu não me queixo. Melhor do que isto foi entrar nos cinemas e aperceber-me de que estavam a passar Love who loves you back da minha banda favorita. Tipo, what?! Ahhh!

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