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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

25
Ago17

A 200 km/h.

As vezes que eu já iniciei posts e estes acabam por ficar nos rascunhos, inacabados, contam-se pelos dedos da mão. O tempo não pára e quando dou por isso já está na altura de ir ajudar pessoas. E quando chegam as folgas? Não fico de rabo enfiado em casa, o que faz com que eu continue sem me agarrar ao tempo disponibilizado para fazer até uma das coisas mais fantásticas de sempre: nada. Desde as minhas folgas da semana passada o que é que já aconteceu? Fui a dois concertos, passei tempo de qualidade com a família, ajudei pessoas, fiz algumas compras, atirei-me a bebidas deliciosas (com e sem álcool), passear por Sintra e deixar mais um pouco do meu coração naquela vila. Amanhã? Recomeça tudo de novo com a diferença de ter conseguido uma abertura, hoje, para marcar o ponto na miss. Tenho passado os meus dias a 200km/h, a dormir pouco e a fazer mil e uma coisas. Bem se diz que se queremos: conseguimos fazer tudo.

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11
Ago17

Uma semana depois...

Eu não desapareci do mapa! Quer dizer: voltei há quase uma semana e estive até então sem dizer nada: tecnicamente desapareci, mas não deixei de estar por perto - não tanto quanto é normal, verdade -.O que se passou? Bem, voltei de Braga sábado e até então o meu pc esteve subterrado por roupas. O acesso foi impossível. Num dia decidia retirar o pc dos escombros, noutro momento desistia para ver programas de culinária ou já tinha outras coisas para fazer. Mas eu estou aqui. Voltei de Braga cheia de recordações e com um gosto especial por Mojitos de Morango. Quero tanto voltar a viajar...

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31
Jul17

Oceanário de Lisboa

E Julho chegou ao fim. Sinto que este mês passou a correr. Mas...não passam todos? Escolhi o primeiro fim-de-semana do mês para dar a minha prenda de aniversário às minhas irmãs. Ainda que no dia um de Julho eu lhes tivesse oferecido um pequeno mimo, o meu verdadeiro presente foi dado dias depois. Decidi, ainda em 2016, que este ano iria fazer os possíveis para oferecer como prenda uma ida ao Oceanário. As minhas irmãs não iam lá há imenso tempo e eu estava morta por regressar, principalmente depois de me ter sido oferecida uma máquina xpto. A última vez que lá meti os pés tinha sido há uns dois anos e todas as fotos que eu tirei foram com um telemóvel fraquito. Queria mudar a situação dos meus registos e envolver-me na magia daquele ambiente aquático porque não consigo cansar-me disso. Sobre os meus registos? Fogo, a coisa melhorou. Foi difícil arrancar-me de perto das lontras, das alforrecas, dos peixes palhaço. Sinto que dá para fazer melhor, mas o que consegui já está num patamar bem superior aos registos da última vez. Em baixo deixo a ponta do icebergue das muitas fotos que tirei. Melhor do que isto só mesmo pensar que ofereci uma prenda boa às minhas irmãs. Elas mereciam.

 

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10
Jul17

O que foi isto que eu li?

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Há uns tempos acabei o segundo livro dos novos que adquiri na feira do livro. Estive com ele por mais de duas semanas e a demora foi sustentada pela minha falta de vontade em lidar com algo que foi mais do mesmo. Só de pensar que na feira acabei por adquirir o resto da trilogia... O que o primeiro me proporcionou faz-me questionar sobre a qualidade dos seguintes.

Depois de eu ter lido o Protector, atirei-me ao Amante da mesma autora convicta da qualidade. Desta vez, em vez de um guarda costas e a menina bonita do papá eu iria ser brindada com uma designer de interiores e um homem podre de rico, aristocrata (acho que era o que estava apontado na sinopse), e eu pensei: que fixe, nunca li nada com uma rapariga com uma profissão destas. Já adivinhava o tipo de homem com que iria lidar mas estava de bem com isso: se a escritora soubesse o que estava a fazer, de algo que já está mais do que batido poderia sair algo agradável de se ler. A questão foi que aquilo que encontrei revelou-se exactamente o oposto depois de eu ter sido eludida com os primeiros capítulos.

Eu acreditei mesmo que iria gostar da história. O tipo de homem que o Jesse, o protagonista, é ficou à vista no início e eu fiquei satisfeita por me deparar com uma mulher com atitude, uma mulher que se impunha e não se deixava levar só porque o rapaz era bonito e poderoso. Contudo, o início do livro não passou disso mesmo: uma ilusão. Uma aldrabice bem diferente do que está mais para a frente.

Quebrei completamente o nível de leituras que andava a ter, passei de quatros (para cima) para um dois e meio; esse meio graças ao início e final do livro. O miolo? Tudo a mesma pasmaceira. Sexo, sexo e sexo. Foi uma história sem essência que em quinhentas e poucas páginas deu mais do mesmo e roda tudo o muito improvável. Foi mais um relacionamento repentino e isso leva-me a questionar se a autora conhece outro tipo de relações.

Este livro despertou uma data de sentimentos negativos em mim que eu às tantas fiquei confusa quanto àquilo que mais me desagradou: o livro ser mais do mesmo, a personagem feminina se ter revelado a coisa mais desenxabida ou o personagem masculino. Eu até então costumava apreciar a minha lista de personagens masculinos que adoro. Pela primeira vez criei uma categoria contrária. Achei este Jesse tão abominável que me é verdadeiramente complicado de entender como é que na sinopse está escrito que as mulheres se vão render a este homem. Ele é possessivo, obsessivo e, claramente, tem alguma perturbação mental para agir como agia para com ela. Vestir-lhe uma camisola à força porque não quer que o seu amigo a veja de top e calções, obrigá-la a fazer o que não quer, destruir-lhe um vestido em farrapos porque acha ser demasiado curto e não quer que os homens olhem para ela é a ponta do iceberg do terror que é este Jesse. E a miúda? Tão bipolar. Tão depressa está zangada como muda de atitude a um suspirar do homem - num sentido literal! - e já está a achar aceitável o facto de ele lhe estragar as roupas e de lhe comprometer o trabalho. Se houve coisa que este livro me ajudou a estabelecer foi o tipo de personagens que eu não gosto de todo.

Terminar este livro foi um alívio e deixou-me sedenta por um livro com cabeça, tronco e membros: uma coisa decente. O seguinte das leituras por que estava ansiosa foi o Dúvida Razoável. Um obrigada GIGANTE à Whitney G. por me ter ajudado a limpar a mente do desastre que foi o Amante. O Christian Grey ao lado deste tipo? É um santo. 

05
Jul17

Aero-Vederci Baby!

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Fui ver os Aerosmith na semana passada e...fogo, dá para acreditar que, entretanto, já se passou mais de uma semana? Uma vez que as minhas folgas se dão às quintas e às sextas, a minha única alternativa para ir ao concerto era trocar de folga e foi isso que eu fiz. A troca levou-me a ir para o parque das nações cedo e garantir desde logo o meu lugar na fila para entrar. O tempo de espera não foi longo, o que foi uma surpresa. Estava já em fila por volta das duas horas e quando me apercebi já eram quase cinco. Pouco depois a Smartie apareceu ao pé de mim e mais uns compassos de tempo estávamos prontas a entrar na arena. Ao contrário do que eu pensava, não choveu. Estava um calor dos diabos e o meu único arrependimento foi não ter levado com protector solar.

Os Aerosmith só brindaram o público com a sua presença pro volta das dez da noite, mas antes ainda tivemos a oportunidade de assistir a uma primeira parte: RavenEye: nunca tinha ouvido falar. Os primeiros acordes de abertura levaram-me a duvidar da qualidade do que iria ouvir, no entanto, não foi mau de todo. Foi uma curta primeira parte bastante rockeira, agradável e louca qb. Dei por mim a apreciar sem fazer cara feia e até a abanar a cabeça. Não fiquei deslumbrada ao ponto de ir sair a correr para ir comprar tudo da banda, mas se agora me falarem de RavenEye já sei do que se está a falar e que não é de se deitar fora.

Estava muito entusiasmada quando os Aerosmith pisaram o palco. A energia da banda é inquestionável. Conhecia mal a maior parte das músicas tocadas mas foi fácil acompanhar a explosão que são quando actuam. O Steven tem pilhas duracel acabadas de estrear. O homem é completamente louco e mostrou que ainda dá muito para as curvas. Tem uma energia invejável e a sua voz...caraças: eu pensei que não fosse a mesma, mas confirmo que tem o poder de antigamente. Foi sem dúvida o melhor da noite aliado à oportunidade da banda em si também ter tido a sua oportunidade de brilhar: isso foi para lá de maravilhoso e deu mais essência ao espectáculo. Os Aerosmith são daquele tipo de banda que sobe ao palco para tocar música e apenas isso. A relação com o público foi quase zero mas houve bastante química entre os dois elementos pelo incentivo do Steven em ter o acompanhamento dos fans no que era cantado.

O concerto foi um espectáculo essencialmente musical, com pouco destaque a efeitos visuais (o próprio palco bastante simples). Não foi dos mais estrondosos que eu já assisti, mas nem por isso ficou claro que a banda tem menos qualidade do se julga: pelo contrário. E as músicas? Conhecer poucas faz com que eu não possa opinar sobre o que foi escolhido, e se isso foi inteligente ou não, mas posso mencionar como ficou claro quais as preferidas do público quando de aplausos e gritos a arena foi preenchida por uma voz colectiva que estava a sentir uma I Don't Wanna Miss A Thing e uma Cryin'.Cheguei a chorar um pouco na música do Armageddon e tudo: foi cantada com tanta paixão que os meus olhos, ao varrerem o público, fizeram-me ver não ser a única a sentir o peso daquele tema pelos muitos abraços que presenciei. Foi um dos momentos mais bonitos da noite.

Houve muito sentimento no MeoArena e a satisfação por se ter assistido a um grande concerto foi global. De facto, não apanhei crítica negativa nenhuma. Mas eish que aqui estou eu a tirar o pan e a afirmar que houve sim uma coisa menos boa. O pecados dos pecados: deixaram  a Crazy de fora do alinhamento. COMO ASSIM DEIXARAM A CRAZY DE FORA?! Era a que eu estava mais ansiosa por ouvir, a que não podia ficar em falta para mim, e foi a que não viu a luz do dia. Tenho estado a ouvir Aerosmith no carro desde o dia do concerto: as vezes que já ouvi a Crazy ainda não chegaram para compensar a falta da música no concerto, essa é que é essa, humpf.

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