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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

06
Jun17

O livro do guarda-costas e a menina bonita do papá.

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Primeira aquisição da feira do livro deste ano? Completamente devorada. Não lia um livro tão rápido desde os livros da Elle Kennedy que devorei algures em Maio. Estava tão animada com a temática deste livro que pegar nele e embrenhar-me na história foi uma das coisas mais fáceis de sempre. Comprei-o na sexta, comecei a lê-lo no mesmo dia e acabei-o hoje de madrugada. Tecnicamente demorei à volta de três dias, no entanto, não deixo de pensar quão rápido o li, em comparação com os últimos tempos, tendo em conta que, até o acabar, sábado, domingo e segunda não li mais do que duas horas e meia por dia - sim, eu contei -.

Ora bem, guarda-costas. Eu adoro histórias de guarda-costas. Não, o filme com a Whitney Houston não é dos meus preferidos, mas em livro há qualquer coisa de intenso nesse tipo de história. O Protector de Jodi Malpas oferece-nos a história de amor entre um guarda-costas e a rapariga que ele é contratado para proteger. Ao contrário do que eu pensava, o que mais me interessou neste livro foi a trama por trás do que a punha em perigo. Há vários segredos por desvendar ao longo da história, principalmente relacionados com o personagem principal, e, ainda que eu tenha andado às voltas com as minhas teorias, os fantasmas do homem não me moveram como o porquê de a rapariga estar em risco. Claro que ele tinha problemas, claro que ele escondia algo, claro que o que quer que tivesse acontecido ainda o deixava um farrapo e eu queria saber o que era, no entanto, não era por causa dele que ela estava em apuros. Toda eu fui movida por esse caminho, pela curiosidade de descobrir o porquê de lhe quererem fazer mal. E face à descoberta...não posso dizer que tenha ficado desiludida. As bases até foram boas e também acho que a escritora soube construir a trama. A mesma opinião não tive sobre a relação amorosa do livro.

Não sei dizer a última vez que li um livro em que acabasse com uma opinião tão morna sobre a junção de duas personagens. Eu gostei que eles tivessem ficado juntos: uma das coisas que mais gostei foi o impacto que eles tiveram um no outro, acho que a Jodi Malpas soube dar os toques certos em pormenores neste ponto: a química entre a Camille e o Jake é muito evidente e eu nem sequer embirrei com o facto de esta estar à vista no primeiro momento em que eles se vêem. Quer dizer, eu acredito que essas coisas acontecem. O que não aconteceu foi essa química chegar a mim. Eu adoro deparar-me com histórias em que a atracção entre os personagens é tão viva, que eu, ao ler, chego a ficar com borboletas na barriga. A relação da Camille e do Jake não me trouxe nada e perante isso todo o tipo de desenvolvimentos na relação deles com o avançar da história me pareceu repentino.

As noções de tempo também me pareceram confusas. Num dia o segurança é contratado, noutro tem a indicação de um prazo de três dias. Findam os três dias com eles super apaixonados e a indicação de que ela o conhece há semanas. Como assim, semanas? Ela não o conhece quando ele começa a ser o seu guarda-costas? Há três/quatro dias? A ideia com que eu fiquei foi que a acção se desenrola em menos de uma semana: a escritora, pelos vistos, não tem a mesma ideia.

Não posso dizer que tenha sido um livro mau porque não foi. Eu gostei do que li. Em cinco, dei-lhe um quatro porque tem mais qualquer coisa do que envolvimentos numa cama/casa de banho/ao ar livre. Eu gostei do contraste do primeiro impacto: a atracção misturada com aversão. Gostei da maneira como ela, mais tarde, mostrou confiar nele sem pensar duas vezes, gostei dos momentos em que ela estava em segurança, não se estavam a comer, e ambos não faziam mais do que desfrutar da companhia um do outro, gostei da coragem dela na maneira como lidou com o pouco que sabia do passado dele e o respeitou, sem forçar a barra, em relação ao mesmo, da trama, repito, apreciei as ideias em que a história foi construída e, já agora, da capa: bem que cumpre o seu propósito e faz o produto vender. Estou neste momento a ler o segundo livro que comprei da mesma escritora na feira do livro. Diz que foi um best-seller: a ver o que vou encontrar aqui.

03
Jun17

87ª edição da Feira do Livro.

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Primeiro dia e balanço da feira do livro? Melhor que os outros anos. Acho impressionante como a feira nunca me parece igual. Algumas bancas, este ano, encontram-se em lugares diferentes e tudo. Fui num bom dia. Não estava a abarrotar de gente, estava calor mas um vento agradável e havia livros por todo o lado: maravilhoso. Com a excepção de dois livros, preenchi a minha lista com os preços de feira o que é bom sinal: 90% dos livros da minha lista encontram-se na feira. Do que tinha em lista comprei apenas dois, o Protector da Jodi Ellen Malpas (que já comecei a ler e estou a devorar) e o Prazer Absoluto da Cheryl Holt que estava morta por ter e não dava para aguentar mais um ano para o comprar na Hora H. De qualquer forma, tanto um como o outro comprei com descontos decentes (a minha lista tinha os preços bases para isso mesmo: fazer comparações).

O primeiro impacto da feira para mim este ano deu-se em cinco livros. Os outros três que se encontram na foto foram livros que eu encontrei, estavam baratos e acabei por levar. Fiz as contas para ver até que ponto já tinha começado a poupar e ainda que não tenha sido muito eu encontro dois lados positivos que me fazem lidar com os gastos sem cara feia: 1) na primeira ida à feira do livro não cheguei a mexer no meu orçamento: o que gastei tinha-me sido oferecido pela minha avó no dia anterior e isso faz com que, tecnicamente, possa levar mais livros do que o esperado (se eu assim desejar); 2) a diferença dos gastos com as promoções fez-me ver que deixei em bolso 12.83€ e, pouco ou não, nunca é de mais relembrar que a palavra chave da feira é poupar. Mal posso esperar por lá voltar. Ontem cheguei a dar de caras com alguns livros de ficção científica espectaculares: cheira-me que vou acabar por comprar pelo menos um livro do Alien.

31
Mai17

Vem aí a Feira do Livro.

É o último dia do mês e com isso já se avizinha aquela altura do ano que vira o Parque Eduardo VII o centro das atenções. Dá mesmo para acreditar que a Feira do Livro começa amanhã? O meu espírito está ao rubro pela ideia antecipada do que vai acontecer: o passear entre os livros, olhar como quem não quer a coisa para alguns escritores e marcar na lista mental que já vimos x e y ao vivo, a ronha no parque com uma bebida fresca e um saco na mão já fruto de compras, música ao ar livre e a certeza e que há poucas coisas melhores que aquilo. Este ano já me organizei antecipadamente. A uma semana e qualquer coisa já tinha feito uma lista com os meus interesses, devidamente marcados por editora, preços e se já entram na promoção louca da Hora H. Não me espalhei ao comprido e compus uma lista de quilómetros, a minha, com um bom espaçamento duplo, não tem mais de uma página e meia. Dou sempre margem para aqueles livros que depois em feira encontro e acabo por levar porque sim. Este ano também há a novidade de eu levar mais dinheiro do que é costume devido há formação que me ocupou durante este mês. Eu sei o que toda a gente está a pensar: é desta que ela se espalha ao comprido. Eu também poderia pensar que sim, contudo, o meu lado racional ainda me mantém com os pés assentes em terra. Estou, no entanto, curiosa: o que terá a Feira do Livro de Lisboa reservado para mim este ano?

14
Abr17

"Vou amar-te para sempre. Mesmo quando não conseguir"

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No dia em que a Smartie fez anos eu regressei a casa com mais um livro. Estivemos durante um bom bocado no seu escritório a tirar fotos com as suas figuras de colecção, a preencher o tempo com conversa e várias foram as vezes que os meus olhos vaguearam por todos os livros que ela tem. A minha irmã levou alguns emprestados para devorar na pausa da Páscoa e eu...eu acabei por comentar algo sobre o Confesso da Colleen Hoover. Sobre o livro e sobre a série. Como acabou o tópico de conversa? Com um "quer dizer, sim, quero levá-lo" da minha parte.

Depois de ter estado mais de um mês sem conseguir pegar em livro que fosse, eu consegui ultrapassar a minha crise com o livro d' A Bela e o Monstro. A ideia era devorar o livro em inglês, primeiro, quando o tivesse, mas a adaptação do filme acabou por me ser oferecida antes. Comecei por dar uma vista de olhos e quando dei por isso já o estava quase a terminar. Foi preciso o livro de uma das minhas histórias preferidas me vir parar às mãos para eu começar a colocar para trás das costas o meu período de abstinência. Quando o Confesso me veio parar às mãos eu já tinha agarrado o livro da Daenerys e faltava-me pouco para chegar ao fim, contudo, estipulei de imediato que seria a próxima leitura e usei o próprio como incentivo para despachar o George R. R. Martin o quanto antes.

O Confesso não demorou mais que dois dias nas minhas mãos. Agarrei-me a ele com motivação e de expectativas bem elevadas porque já tinha ficado bem impressionada com o Amor Cruel. Mas, ainda que esperasse algo bem bom e do meu agrado, não estava preparada para aquilo que o Confesso me proporcionou. Devorei cada pedacinho da história, espicaçada pela lentidão com que os detalhes da história eram revelados: afinal quais eram os seus segredos?! Logo desde o início senti que estava a lidar com coisas complicadas, ainda que não adivinhasse nada de muito mau (estilo: ninguém andava fugido por terem morto alguém ou assim). O meu cérebro viu-se obrigado a lidar com misturas: ora líquido pela fofice portada pelo livro, ora torturado pelo mais que queria saber e que ainda não era revelado. Uma coisa era definitivamente certa: estava a lidar com personagens bem fortes de espírito pelo muito com que já tinham lidado apesar de jovens. E, ah, não resisto a uma pequena nota: achei extremamente interessante o livro portar figuras, as pinturas do protagonista. Deu mais realismo à história e satisfez-me imenso enquanto leitora. Isto para não falar da ideia das confissões que podiam inspirar pinturas. GE.NI.AL.

Bastou o primeiro parágrafo do capítulo contado pelo Owen para ficar caidinha por ele e metê-lo na salganhada ordenada que é a minha lista de personagens masculinos preferidos. Quem é que resiste a uma alma carinhosa que não se preocupa por fachada? Eu não resisti. Achei-o extremamente parecido ao Andrew Parish do Entre o Agora e o Nunca/Sempre na maneira como se dava à Auburn e se prontificava a qualquer necessidade que ela tivesse. Era exactamente o Andrew fazia pela Camryn e o que me fez gostar tanto dele. Apesar dos segredos dos Owen, foi a honestidade e a maneira de como via a Auburn que me fez ficar pelo beicinho por este artista e pelo livro (VOU TER DE O COMPRAR!).

Pensando bem, acho que a qualquer momento do livro eu já poderia adivinhar a trama que o compunha: o que ela escondia, os problemas que poderia ter, parte de como deveria agir para os resolver... Porém, a história é composta por magia, por uma arte que demonstra que as pessoas são iguais, compostas por qualidades e defeitos. De facto, acho que posso dizer que uma das bases e lições que está por detrás da história do Confesso é que todos portam os seus segredos e têm um lado sombrio.

O que faz com que os livros da Colleen Hoover sejam bons de se ler é a sua capacidade para contar a história. Fá-lo de uma forma tão simples, porém, realmente sentida. O meu coração adora esse tipo de coisas. Eu gostei muito do que ela me proporcionou com o Amor Cruel. Com este Confesso? Bem: passei a história toda a ambicionar justiça no meio de "awww" e "raios partam!" para chegar ao fim e...chorar. Aquele tipo de choro em que uma pessoa nem dá por isso. Fiquei totalmente rendida e, ainda que me tenha sentido frágil, estava a desejar por tudo não me afundar numa ressaca literária.

Tenho estado a ler livros bons. Li quatro livros depois de devorar a história d' A Bela e o Monstro e a minha fasquia tem estado elevada por o meu espírito ter passado a ser saciado com coisas boas... Daqui só tiro uma coisa: com livros destes, ainda não estou pronta para histórias previsíveis e de qualidade mediana.

04
Mar17

Como recuperar o ritmo?

Eu e os livros temos estado de laços cortados. Assim: do Nada. Fiquei tão satisfeita com o último livro que li e depois...depois...fim de cena e caiu o pano. Há muito tempo que eu não me deparava com algo assim. Mesmo que não me sentisse impelida a ler um tipo de livro, facilmente encontrava uma alternativa que fosse do meu agrado e o que o meu espírito realmente pretendia para se sentir satisfeito. Desde dia dezoito que não pego a sério em mais nenhum livro. Li um capítulo de um da Nora, mas não me senti cativada o suficiente para prosseguir. Cheguei a dar uma vista de olhos em ebooks e o resultado foi o mesmo.

Há uns dias falei com a ∞ quinn e fiquei a saber das probabilidades de um livro da Sylvia Day virar filme. Fiquei tão entusiasmada que decidi reler a peça para reavivar a história na minha cabeça. Quinta-feira li o primeiro capítulo, agradou-me, quis continuar...e não fui capaz. Não fui capaz na altura, nem no dia seguinte e eu já me pergunto se o livro não irá regressar ao pouso sem reúso apropriado. Isto é triste. E eu quase me sinto desesperada. Onde pára a minha fome por livros? Porque raio não consigo dar com nenhum que me prenda a atenção e faça com que eu chegue ao seu final? O meu Janeiro começou bem, o meu Fevereiro estava a ir pelo mesmo caminho e entretanto quebrei totalmente o ritmo. Como posso fazer para o recuperar? Porque eu tenho saudades. Tenho saudades de sentir aquela ânsia de me pegar à história que está tão cativante que comer e dormir parece um desperdício de tempo. Também tenho saudades dos lanches em que eu ignorava a televisão e pegava num livro, devorando capítulos enquanto bebia o meu café com leite e às vezes atacava uns biscoitos. Sinto falta de andar com um livro atrás porque é impossível deixá-lo para trás.

Há já demasiados dias que saio sem entretenimento de recurso na minha mala. Ainda na Quinta-feira eu fui à casa dos meus avós. Estavam acompanhados por três dos seus filhos. Sem conversas que me abrangessem, eu senti-me um bocado deslocada e sem saber o que fazer. Levei o telemóvel comigo porque estava à espera de uma mensagem e eu recusei a ideia de vaguear no instagram para fazer tempo porque só olhar para o telemóvel desde que chega até ir embora é o que a minha prima (mais velha que eu) faz e eu não queria ser igual. Entreter-me com o nada que a internet num telefone nos oferece? Claro que o faço. Mas na casa dos meus avós? Com eles mesmo à minha frente? Ter a cara enfiada num aparelho electrónico? Não me parece bem. Também não consigo perceber porque é que a substituição de um telemóvel por um livro faz com a situação não seja muito desrespeitosa aos meus olhos. Será pela afirmação de uma não dependência? Talvez. O que eu sei é que um livro na altura teria ocupado o meu tempo sem que eu precisasse de olhar para as paredes como se nelas estivessem escondidos quadros do Van Gogh.

Estamos no primeiro sábado do mês. Quando terminei de ler o meu último livro, esta quebra de leituras não era o que eu tinha em mente. Por esta altura, eu já deveria ter lido uns quatro livros, já deveria ter arrumado a pequena pilha de livros que me comprometi a ler antes de Fevereiro terminar. Agora, quatro dias depois de Março ter começado, os livros continuam ali, a apanhar pó, a olhar para mim e a perguntar quanto é que chegará a sua vez. Pois...: eu também gostava de o saber.

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