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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

03
Jun17

87ª edição da Feira do Livro.

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Primeiro dia e balanço da feira do livro? Melhor que os outros anos. Acho impressionante como a feira nunca me parece igual. Algumas bancas, este ano, encontram-se em lugares diferentes e tudo. Fui num bom dia. Não estava a abarrotar de gente, estava calor mas um vento agradável e havia livros por todo o lado: maravilhoso. Com a excepção de dois livros, preenchi a minha lista com os preços de feira o que é bom sinal: 90% dos livros da minha lista encontram-se na feira. Do que tinha em lista comprei apenas dois, o Protector da Jodi Ellen Malpas (que já comecei a ler e estou a devorar) e o Prazer Absoluto da Cheryl Holt que estava morta por ter e não dava para aguentar mais um ano para o comprar na Hora H. De qualquer forma, tanto um como o outro comprei com descontos decentes (a minha lista tinha os preços bases para isso mesmo: fazer comparações).

O primeiro impacto da feira para mim este ano deu-se em cinco livros. Os outros três que se encontram na foto foram livros que eu encontrei, estavam baratos e acabei por levar. Fiz as contas para ver até que ponto já tinha começado a poupar e ainda que não tenha sido muito eu encontro dois lados positivos que me fazem lidar com os gastos sem cara feia: 1) na primeira ida à feira do livro não cheguei a mexer no meu orçamento: o que gastei tinha-me sido oferecido pela minha avó no dia anterior e isso faz com que, tecnicamente, possa levar mais livros do que o esperado (se eu assim desejar); 2) a diferença dos gastos com as promoções fez-me ver que deixei em bolso 12.83€ e, pouco ou não, nunca é de mais relembrar que a palavra chave da feira é poupar. Mal posso esperar por lá voltar. Ontem cheguei a dar de caras com alguns livros de ficção científica espectaculares: cheira-me que vou acabar por comprar pelo menos um livro do Alien.

31
Mai17

Vem aí a Feira do Livro.

É o último dia do mês e com isso já se avizinha aquela altura do ano que vira o Parque Eduardo VII o centro das atenções. Dá mesmo para acreditar que a Feira do Livro começa amanhã? O meu espírito está ao rubro pela ideia antecipada do que vai acontecer: o passear entre os livros, olhar como quem não quer a coisa para alguns escritores e marcar na lista mental que já vimos x e y ao vivo, a ronha no parque com uma bebida fresca e um saco na mão já fruto de compras, música ao ar livre e a certeza e que há poucas coisas melhores que aquilo. Este ano já me organizei antecipadamente. A uma semana e qualquer coisa já tinha feito uma lista com os meus interesses, devidamente marcados por editora, preços e se já entram na promoção louca da Hora H. Não me espalhei ao comprido e compus uma lista de quilómetros, a minha, com um bom espaçamento duplo, não tem mais de uma página e meia. Dou sempre margem para aqueles livros que depois em feira encontro e acabo por levar porque sim. Este ano também há a novidade de eu levar mais dinheiro do que é costume devido há formação que me ocupou durante este mês. Eu sei o que toda a gente está a pensar: é desta que ela se espalha ao comprido. Eu também poderia pensar que sim, contudo, o meu lado racional ainda me mantém com os pés assentes em terra. Estou, no entanto, curiosa: o que terá a Feira do Livro de Lisboa reservado para mim este ano?

14
Abr17

"Vou amar-te para sempre. Mesmo quando não conseguir"

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No dia em que a Smartie fez anos eu regressei a casa com mais um livro. Estivemos durante um bom bocado no seu escritório a tirar fotos com as suas figuras de colecção, a preencher o tempo com conversa e várias foram as vezes que os meus olhos vaguearam por todos os livros que ela tem. A minha irmã levou alguns emprestados para devorar na pausa da Páscoa e eu...eu acabei por comentar algo sobre o Confesso da Colleen Hoover. Sobre o livro e sobre a série. Como acabou o tópico de conversa? Com um "quer dizer, sim, quero levá-lo" da minha parte.

Depois de ter estado mais de um mês sem conseguir pegar em livro que fosse, eu consegui ultrapassar a minha crise com o livro d' A Bela e o Monstro. A ideia era devorar o livro em inglês, primeiro, quando o tivesse, mas a adaptação do filme acabou por me ser oferecida antes. Comecei por dar uma vista de olhos e quando dei por isso já o estava quase a terminar. Foi preciso o livro de uma das minhas histórias preferidas me vir parar às mãos para eu começar a colocar para trás das costas o meu período de abstinência. Quando o Confesso me veio parar às mãos eu já tinha agarrado o livro da Daenerys e faltava-me pouco para chegar ao fim, contudo, estipulei de imediato que seria a próxima leitura e usei o próprio como incentivo para despachar o George R. R. Martin o quanto antes.

O Confesso não demorou mais que dois dias nas minhas mãos. Agarrei-me a ele com motivação e de expectativas bem elevadas porque já tinha ficado bem impressionada com o Amor Cruel. Mas, ainda que esperasse algo bem bom e do meu agrado, não estava preparada para aquilo que o Confesso me proporcionou. Devorei cada pedacinho da história, espicaçada pela lentidão com que os detalhes da história eram revelados: afinal quais eram os seus segredos?! Logo desde o início senti que estava a lidar com coisas complicadas, ainda que não adivinhasse nada de muito mau (estilo: ninguém andava fugido por terem morto alguém ou assim). O meu cérebro viu-se obrigado a lidar com misturas: ora líquido pela fofice portada pelo livro, ora torturado pelo mais que queria saber e que ainda não era revelado. Uma coisa era definitivamente certa: estava a lidar com personagens bem fortes de espírito pelo muito com que já tinham lidado apesar de jovens. E, ah, não resisto a uma pequena nota: achei extremamente interessante o livro portar figuras, as pinturas do protagonista. Deu mais realismo à história e satisfez-me imenso enquanto leitora. Isto para não falar da ideia das confissões que podiam inspirar pinturas. GE.NI.AL.

Bastou o primeiro parágrafo do capítulo contado pelo Owen para ficar caidinha por ele e metê-lo na salganhada ordenada que é a minha lista de personagens masculinos preferidos. Quem é que resiste a uma alma carinhosa que não se preocupa por fachada? Eu não resisti. Achei-o extremamente parecido ao Andrew Parish do Entre o Agora e o Nunca/Sempre na maneira como se dava à Auburn e se prontificava a qualquer necessidade que ela tivesse. Era exactamente o Andrew fazia pela Camryn e o que me fez gostar tanto dele. Apesar dos segredos dos Owen, foi a honestidade e a maneira de como via a Auburn que me fez ficar pelo beicinho por este artista e pelo livro (VOU TER DE O COMPRAR!).

Pensando bem, acho que a qualquer momento do livro eu já poderia adivinhar a trama que o compunha: o que ela escondia, os problemas que poderia ter, parte de como deveria agir para os resolver... Porém, a história é composta por magia, por uma arte que demonstra que as pessoas são iguais, compostas por qualidades e defeitos. De facto, acho que posso dizer que uma das bases e lições que está por detrás da história do Confesso é que todos portam os seus segredos e têm um lado sombrio.

O que faz com que os livros da Colleen Hoover sejam bons de se ler é a sua capacidade para contar a história. Fá-lo de uma forma tão simples, porém, realmente sentida. O meu coração adora esse tipo de coisas. Eu gostei muito do que ela me proporcionou com o Amor Cruel. Com este Confesso? Bem: passei a história toda a ambicionar justiça no meio de "awww" e "raios partam!" para chegar ao fim e...chorar. Aquele tipo de choro em que uma pessoa nem dá por isso. Fiquei totalmente rendida e, ainda que me tenha sentido frágil, estava a desejar por tudo não me afundar numa ressaca literária.

Tenho estado a ler livros bons. Li quatro livros depois de devorar a história d' A Bela e o Monstro e a minha fasquia tem estado elevada por o meu espírito ter passado a ser saciado com coisas boas... Daqui só tiro uma coisa: com livros destes, ainda não estou pronta para histórias previsíveis e de qualidade mediana.

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