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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

25
Mai17

Wingardium Leviosaaaaa!

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A minha determinação e vontade de me vir partilhar para a miss existe e persiste com bases bastante fortes. O meu problema é o cansaço. Ainda que esteja a chegar mais cedo a casa, vejo-me com pouco tempo para fazer o que seja, antes de dar por mim só com vontade de fechar os olhos, por muito que o tente contrariar. O bom de escrever sem regras é não me prender à necessidade de cumprir prazos: de postar em x dia e em x tempo - eu, de facto, não o conseguiria mesmo se quisesse: não de momento -.

Quando a Smartie fez anos a minha mãe ofereceu-lhe um presente maravilhoso. Foi algo tão fixe que melhorou não só pela oportunidade que a minha mãe estava a dar a ela como a mim e às minhas irmãs. Ela sabia da nossa vontade de assistir ao Cine Concerto do Harry Potter e tornou tudo possível com uma surpresa e um presente.

Sábado fui para o Meo Arena camuflar-me no meio dos fans do Harry Potter. Eu própria gosto de Harry Potter (óbvio: caso contrário, o que estava ali a fazer?), contudo, estava no meio de fasquias de paixão bastante elevadas. Estava um calor dos diabos e os meus olhos, protegidos por uns óculos de sol que já viram melhores dias, perscrutavam pessoas de camisolas, cachecóis, com casacos e até mantos. O que mais me foi difícil de lidar foram mesmo os cachecóis: como assim pessoas a usar cachecóis quando estavam quase 30C? Isso é que é amor!

Além das inevitáveis pessoas que chegam depois de o espectáculo começar, que passam à frente das outras como se a interrupção e o incómodo não acontecessem, que agem como se não estivessem a perturbar ninguém, a experiência de assistir a um filme com banda sonora ao vivo foi deliciosa e o gosto mais do que expectável. Esmiuçando a minha opinião, sou obrigada a dizer que a mesma teve três patamares diferentes. 1) a ideia de que aquilo que eu iria ver iria ser giro mas nada por aí além. A coisa consiste em ter o filme a rodar enquanto uma orquestra toca e está tão bem sincronizada e enquadrada que em 50% do filme foi fácil de me fiar na ideia de que eu não estava em mais do que dentro de uma arena a ver um filme. 2) a percepção de que estava uma orquestra lá e que a música estava a ser, de facto, tocada a o vivo. Esta noção era particularmente fácil de obter quando a música se sobrepunha ao filme. Nesses momentos eu era obrigada a olhar para a banda com admiração porque "wow, estão mesmo a tocar, porra!". Por fim, 3) o deslumbramento fruto da assimilação de que estava a ver algo estrondoso. Há toda uma complicação, descomplicada, harmoniosa e estrondosa em palco que é fácil ficar de olhos em bico, mais fácil do que tentar fazer bolhas de sabão com água com pouco detergente.

Foi com o desenrolar do filme que o trabalho da orquestra se mostrou mais intenso e com mais vigor, não deixando margem para dúvidas sobre a presença vigorante, o talento e o trabalho da mesma em palco. Fez-me perceber, pela experiência, que se ver filmes é bom e eu adoro, ver filmes com banda sonora ao vivo é ainda melhor e este espectáculo que vi mereceu as ovações em pé: chegou a fazer-me gostar mais da história do Harry e ter vontade de reler o primeiro livro da série.

A orquestra chegou a tocar as músicas dos créditos finais (coisa que eu pensei que não iria fazer): achei alguma falta de chá da parte de determinadas pessoas que deram à sola assim que o filme acabou, mesmo a orquestra continuando a tocar. A arte não atinge a todos, é a verdade. A mim atingiu: a intensidade da harmonia arrepiou-me algumas vezes. Foi uma experiência a repetir. Tanto quanto sei, no próprio dia do cine concerto, da Pedra Filosofal, foi anunciado o cine concerto da Câmara dos Segredos no próximo ano e eu sei de alguém que não quer perder. Quer dizer, é um dos que mais vi: acho que isso quer dizer alguma coisa. Estão tããããõooo entusiasmada! Mal posso esperar para ver/ouvir!

02
Mai17

Nada acontece por acaso.

Domingo decidi que segunda-feira de manhã iria dar um salto ao Colombo. Assim: sem mais nem menos. Fui ao Colombo ontem de manhã porque existe algo chamado destino (também possível de apelidar de Fatalismo ou Determinismo). A minha avó, sexta-feira passada, presenteou-me com um mimo monetário e eu decidi que não fazia mal aproveitá-lo. Os meus pais foram passar o fim-de-semana prolongado ao norte do país e eu, sozinha com as minhas irmãs por praticamente quatro dias, achei que uma vez que eles se tinham ido divertir, também eu me podia presentear com algo a meu gosto. Cheguei a pensar que tinha ido ao Colombo para nada e lembro-me de, numa qualquer altura, num qualquer espaço entre cabides na Primark, me ter perguntado o que raio estava ali a fazer. Sim, o que raio estava eu a fazer no Colombo se estava claro que eu não ia comprar nada por não haver nada de jeito? Uma perda de tempo. Há, porém, um único sítio que torna uma visita que acaba de mãos a abanar em algo bom por isso foi para onde me dirigi.

As coisas mostraram-se perfeitas assim que entrei na loja da Disney. O espaço tem uma aura tão mágica que o meu cérebro se transforma todo ele num arco-íris quando lá estou. Dei dois passos e BAM: está a passar Pocahontas nos ecrãs espalhados pelo espaço. Fiquei emocionada. E decidi nesse momento que seria aquela loja que me iria proporcionar um mimo. Ia comprar a caneca da maçã envenenada da Branca de Neve porque é a coisa mais fantástica de sempre e eu já a desejava há demasiado tempo. Mas eis que o destino me surpreende. Olho para as mãos de uma das minhas irmãs e vejo-a com uma caneca da Bela e o Monstro que eu queria há ainda mais tempo. O meu espanto foi tanto que eu arregalei os olhos e risquei o CD, afirmando sem parar que ela não podia pousar a caneca, não podia-não podia-não podia. E se alguém apanhasse e eu perdesse a oportunidade?! Nem pensar! Fiquei tão cega por ter sido apanhada de surpresa que nem me apercebi que havia uma data de canecas iguais e que eu não ia ficar sem nada.

O achado fez-me perceber que tudo acontece por um motivo e que a ideia de acaso e espontaneidade não passa disso mesmo: uma ideia. Sem nenhum motivo, só porque sim, achei que tinha de ir ao Colombo segunda-feira de manhã e fui presenteada com o país das Maravilhas: eu sempre, sempre quis ter um Chip. Tanto quanto ser um brinquedo do Andy (isto ainda é um ponto que tento fazer acontecer).

Na caixa, a funcionária brindou-me com um sorriso e eu sorri-lhe de volta porque eu estava prestes a comprar um Chip - UM CHIP - e não tinha como não estar a mostrar os dentes todos num sorriso. Ela, bem disposta, presenteou-me com tudo o que gosto quando sou atendida numa loja por alguém: simpatia (o trabalho não lhe sugou a vida (e como havia isso de acontecer quando ela trabalhava na melhor loja do mundo?!)). Fui informada que tinha tido muita sorte, que a caneca tinha estado esgotada durante séculos e que o stock tinha sido reposto (finalmente) naquele mesmo dia. Eu só fui capaz de acenar, totalmente ciente da minha sorte (chamemos-lhe assim porque é bonito (não há disto no que está destinado a acontecer)). Ela, enquanto envolvia a minha caneca em papel, cantava a música do Tarzan que estava a passar na loja. Uma das minhas irmãs fazia o mesmo ao meu lado (achei piada à sintonia porque ela e a senhora da caixa tinham o mesmo nome e tudo) e eu trauteava porque como não?! A senhora fez-me sair da loja com um sorriso ainda maior no rosto. De saco na mão, com uma das maiores preciosidades do mundo, a sentir-me de coração cheio; e, por uma incógnita de tempo, o mundo pareceu-me perfeito. Pois é, pois é: nada acontece por acaso e a situação levou-me a salientar na minha mente que a felicidade está mesmo nas pequenas coisas. Com esta a minha mãe não vai, de todo, embirrar.

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20
Abr17

Dos quatro dias em Amesterdão.

Não dá para acreditar que por esta altura, há um mês atrás, a minha pessoa estava em Amesterdão a aproveitar uns dos melhores dias de sempre. Porque eu sou eu, não cheguei a fazer um post sobre a viagem, mesmo que tivesse intenções disso logo assim que cheguei. Mas eis que ele chega. Tenho estado a pensar mais do que o normal sobre os dias maravilhosos que lá passei. A sensação que tenho é que enquanto eu lá estava, o meu cérebro passou grande parte explodido pelo super êxtase do concerto a que fui assistir. Agora, pensando na cidade em si, vejo-me cheia de saudades: até da confusão com as bicicletas porque davam fotos maravilhosas.

 

 

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