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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

05
Jul17

Aero-Vederci Baby!

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Fui ver os Aerosmith na semana passada e...fogo, dá para acreditar que, entretanto, já se passou mais de uma semana? Uma vez que as minhas folgas se dão às quintas e às sextas, a minha única alternativa para ir ao concerto era trocar de folga e foi isso que eu fiz. A troca levou-me a ir para o parque das nações cedo e garantir desde logo o meu lugar na fila para entrar. O tempo de espera não foi longo, o que foi uma surpresa. Estava já em fila por volta das duas horas e quando me apercebi já eram quase cinco. Pouco depois a Smartie apareceu ao pé de mim e mais uns compassos de tempo estávamos prontas a entrar na arena. Ao contrário do que eu pensava, não choveu. Estava um calor dos diabos e o meu único arrependimento foi não ter levado com protector solar.

Os Aerosmith só brindaram o público com a sua presença pro volta das dez da noite, mas antes ainda tivemos a oportunidade de assistir a uma primeira parte: RavenEye: nunca tinha ouvido falar. Os primeiros acordes de abertura levaram-me a duvidar da qualidade do que iria ouvir, no entanto, não foi mau de todo. Foi uma curta primeira parte bastante rockeira, agradável e louca qb. Dei por mim a apreciar sem fazer cara feia e até a abanar a cabeça. Não fiquei deslumbrada ao ponto de ir sair a correr para ir comprar tudo da banda, mas se agora me falarem de RavenEye já sei do que se está a falar e que não é de se deitar fora.

Estava muito entusiasmada quando os Aerosmith pisaram o palco. A energia da banda é inquestionável. Conhecia mal a maior parte das músicas tocadas mas foi fácil acompanhar a explosão que são quando actuam. O Steven tem pilhas duracel acabadas de estrear. O homem é completamente louco e mostrou que ainda dá muito para as curvas. Tem uma energia invejável e a sua voz...caraças: eu pensei que não fosse a mesma, mas confirmo que tem o poder de antigamente. Foi sem dúvida o melhor da noite aliado à oportunidade da banda em si também ter tido a sua oportunidade de brilhar: isso foi para lá de maravilhoso e deu mais essência ao espectáculo. Os Aerosmith são daquele tipo de banda que sobe ao palco para tocar música e apenas isso. A relação com o público foi quase zero mas houve bastante química entre os dois elementos pelo incentivo do Steven em ter o acompanhamento dos fans no que era cantado.

O concerto foi um espectáculo essencialmente musical, com pouco destaque a efeitos visuais (o próprio palco bastante simples). Não foi dos mais estrondosos que eu já assisti, mas nem por isso ficou claro que a banda tem menos qualidade do se julga: pelo contrário. E as músicas? Conhecer poucas faz com que eu não possa opinar sobre o que foi escolhido, e se isso foi inteligente ou não, mas posso mencionar como ficou claro quais as preferidas do público quando de aplausos e gritos a arena foi preenchida por uma voz colectiva que estava a sentir uma I Don't Wanna Miss A Thing e uma Cryin'.Cheguei a chorar um pouco na música do Armageddon e tudo: foi cantada com tanta paixão que os meus olhos, ao varrerem o público, fizeram-me ver não ser a única a sentir o peso daquele tema pelos muitos abraços que presenciei. Foi um dos momentos mais bonitos da noite.

Houve muito sentimento no MeoArena e a satisfação por se ter assistido a um grande concerto foi global. De facto, não apanhei crítica negativa nenhuma. Mas eish que aqui estou eu a tirar o pan e a afirmar que houve sim uma coisa menos boa. O pecados dos pecados: deixaram  a Crazy de fora do alinhamento. COMO ASSIM DEIXARAM A CRAZY DE FORA?! Era a que eu estava mais ansiosa por ouvir, a que não podia ficar em falta para mim, e foi a que não viu a luz do dia. Tenho estado a ouvir Aerosmith no carro desde o dia do concerto: as vezes que já ouvi a Crazy ainda não chegaram para compensar a falta da música no concerto, essa é que é essa, humpf.

26
Jun17

Filosofias às 4am.

Ontem, já algumas horas depois de ter começado a ajudar pessoas, o rapaz com quem fiquei à conversa na madrugada de quinta-feira passada viu-me, riu-se e lançou-me um desafio: tentar ir até às cinco da manhã. Ia ser dose. Passámos a sair uma hora mais cedo e chegar até às cinco da manhã significaria estar cinco horas à conversa. Alguém consegue aguentar estar assim tanto tempo a falar sem parar? Eu não acreditei que fosse possível. Quando o nosso turno terminou, saímos na companhia de mais um colega a falar de Rock in Rio, foi comentado que ele ia ver os Red Hot ao Super Bock e eu ruí de inveja, depois, quando me apercebi, estávamos à conversa com o segurança do local sobre música da pesada e, sem que me apercebesse, a conversa propagou para os mais diversos temas, todos imensamente profundos e interessantes. Percebi que nos locais mais improváveis se encontram pessoas verdadeiramente interessantes e tão, mas tão cultas que a determinada altura fiquei a pensar que são aquele tipo de pessoas, pessoas que pensam pela própria cabeça e levar o conhecimento a um novo nível, que alimentam a chama da cultura para que esta não extinga. A minha participação na conversa foi mais em termos de presença: não sou faladora, ponto final. Contudo, não resisti a opinar sobre um pormenor ou outro e a ajudar a que a conversa fluísse. Quando me apercebi eram quatro da manhã...e cheguei a casa meia hora mais tarde. Estava fresco, fui mordida por um bicho e as ruas tão desertas que fui uma dos únicos três carros que se encontravam, na estrada, àquela hora, a caminho de casa. Eu não me queixo: as horas mortas são a minha praia.

22
Jun17

4am.

Hoje cheguei a casa às quatro da manhã. Quatro-da-manhã. Depois de horas a ajudar pessoas, depois de ter saído mais tarde por uma situação ter demorado mais tempo do que é esperado, eu deixei-me estar na rua à conversa, a rir-me às gargalhadas de situações que não lembram a ninguém mas que são tão verídicas como eu gostar de Disney. Porra, como assim eu só cheguei às quatro a casa quando saí há uma e meia? Confusão é uma coisa que não assiste às ruas àquela hora - e ainda bem! -. Quando me meti no carro não fazia ideia de quão tarde já era, mas bem me parecia que se demorasse mais um bocado ainda via o sol a nascer. E isso soou-me tão bem... Vim para casa com os vidros e o tecto aberto, no carro a tocar Tokio Hotel e Cotton Candy Sky no volume quinze nunca me pareceu tão apropriado e maravilhoso. Sair de madrugada em teoria é uma chatice, mas estou a dizer a verdade quando afirmo que não é tão mau quanto parece: tenho ruas desertas que estabelecem o meu caminho para casa, todos os dias, até então, oiço a minha banda preferida no carro, em bom som, e o meu espírito amolece: é a minha parte preferida da noite.

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