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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

27
Fev17

Vamos lá falar sobre os Óscares.

Ai os Óscares, os Óscares! Hoje o mundo só vai falar em repeat dos Óscares. E bem que a própria cerimónia deu motivos para isso. Quero atirar-me a alguns pontos antes de evocar o que foi vestido para a cerimónia e para depois dela, onde costumam aparecer ainda mais celebridades para a festa. Este é o meu ponto de vista:

1) Se há uma palavra para eu definir esta edição dos Óscares é emoção. Foi uma cerimónia recheada de discursos sentidos e por mais do que uma vez eu dei por mim a sentir-me igualmente comovida e até a deitar uma ou outra lágrima. Eu destaco as palavras do Mahershala Ali e Viola Davis (melhores actores secundários) e de Benj Pasek.

2) Qualquer cerimónia que faça chover doces arromba qualquer fasquia de expectativas.

3) Qualquer cerimónia que faça menções a Disney ganha ainda mais pontos para mim. Não me escapou a música do Toy Story logo ao início e Jimmy Kimmel, please: quando foi ter com o Sunny Pawar e o ergueu para recriar a cena do Rei Leão? Foi muito top.

4) Eu não sou capaz de me esquecer da edição dos Óscares apresentada pela Ellen DeGeneres e, depois do estrondo que foi, passei a comparar com ela a qualidade dos apresentadores que lhe seguiram. Sem eu esperar, o Jimmy Kimmel conseguiu alcançar o patamar da qualidade que a Ellen ofereceu à cerimónia. Não achei as suas piadas secas, a sua picardia com o Matt Damon durou até ao fim e não foi, de todo, cansativo. Na falta de Ellen, o Jimmy esteve muito-muito bem! Tentou ter piada, com sucesso, sem deixar de ter classe, com sucesso.

5) Muitas dicas em relação ao presidente dos Estados Unidos já eram mais do que esperadas e além do que foi dito em discursos, apreciei a ovação em pé à Meryl Streep que, como todo o mundo sabe, se diz ser demasiado sobrevalorizada: not!

6) Zootopia levou o Óscar de melhor filme de animação (longa metragem), o Piper levou para casa o de melhor curta e o Jungle Book levou o de melhores efeitos visuais. O meu espírito que se alimenta de Disney e Pixar está feliz. Gostava que o filme da Moana tivesse ganho um prémio, pelo menos o de melhor canção original, mas não se pode ter tudo. Além do mais, o facto de não ter arrecadado nenhum prémio não lhe tira qualidade.

7) Uma vez que não vi os filmes nomeados eu só me pude gerir com palpites e a verdade é que acertei na maior parte, conforme fui vendo. Esperava que o Fantastic Beasts levasse o prémio que levou e que o Suicide Squad levasse o Óscar relativamente à caracterização. Contudo, depois de ter visto algumas fotos em relação à caracterização do Star Trek fiquei sem saber se o prémio foi mesmo-mesmo-mesmo merecido.

8) Aquele era mesmo o Sting?! Quando o vi no tapete vermelho eu nem sequer o reconheci. As pessoas envelhecem: certo. Eu é que me esqueci disso, aparentemente.

9) Já toda a gente tem conhecimento do fail dos Óscares e eu não sei o que me deixou com boca aberta: o facto de ter acontecido ou de a situação ser inesperada o suficiente para deixar os comentadores da Sic sem pio. E também não sei o que foi mais embaraçoso: ter havido uma troca de envelopes, os apresentadores do prémio terem aprofundado a gafe ou a crew do La La Land ter subido a palco e estar já a discursar, tudo numa alegria imensa, quando lhes retiraram o doce. Ai Meu Deus...

10) Para terminar numa nota positiva: a invasão de turistas que ficaram chocados por se ver numa sala com tantos famosos foi, para mim, um dos grandes momentos da noite e dos mais divertidos. Quem é que não gostaria de dar um aperto de mão à actriz mais sobrevalorizada do meio, ficar com os óculos de sol da Jennifer Aniston, tocar no Óscar do Mahershala Ali ou ser casado pelo Denzel Washington? Eu sei que eu haveria de me passar!

 

 

 

After party dos Óscares

 

 

 

19
Fev17

Roommates...ou gelado de chocolate.

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Estava tão deliciada quando terminei este livro que me quis atirar de cabeça a uma partilha de opinião na hora. O que importava que já fossem três da manhã de sábado? O que importava sentir que os meus olhos se queriam fechar? O que importava que só devesse terminar lá para as cinco da manhã? Eu estava com tudo ao rubro dentro de mim. O que fez mudar de opinião? Lavar os dentes. Fui à casa de banho à velocidade de um rocket e quando coloquei a escova na boca encarei-me no espelho, assustei-me e, por fim, tive dó de mim própria. Parecia que tinha levado dois murros nos olhos tais eram as marcas escuras por baixo dos mesmos. Um horror. Achei que presentear-me com dormida era merecido e prémio suficiente quando li este livro em menos de nada, para minha GRANDE surpresa.

Comecei-o como quem vai a um stand de automóveis olhar para carrões e não está interessada em mais do que um triciclo, logo depois de terminar o livro da Nora Roberts que andava a ler. Dei uma vista de olhos por diferentes livros e abri este, disposta a ver como tudo começava. Quando dei por mim já tinha lido os primeiros cinco capítulos e com isso fiz a sentença. Fui para a cama a pensar no livro, desejosa de continuar, coisa que fiz assim que acordei. Ignorei as lidas domésticas durante duas horas e concentrei-me no livro, devorando mais dez capítulos. Sexta-feira foi o suficiente para eu ler este livro todo. Agora que penso bem, devo-me ter concentrado nele por 24 horas, com pausas pelo meio. Comecei na madrugada de sexta e terminei na madrugada de sábado por volta da mesma hora. Eu não fazia disto um grande feito quando não é a primeira vez que eu leio livros em menos de nada. No entanto, este eu li em inglês e eu arrasto-me quando não leio as traduções portuguesas. Quer dizer, eu, para ler o Fifty Shades Darker, em inglês, demorei à volta de um mês. Este Roommates? Um dia. Foi, sem dúvida, uma novidade e talvez a vontade de dar voz à minha opinião tenha vindo por aí. Porque se eu li tão rápido...

Travei conhecimentos com este livro a partir do Goodreads, quando uma das pessoas que sigo o assinalou como lido. Curiosa, fui ver do que se tratava e fiquei tão interessada que acabei por arranjar os quatro livros que fazem a série - Obrigada! -.

Ora, do que é que se trata este Roommates. O livro apresenta-nos Jennifer que aspira a ser actriz e que quer tentar a sua chance em NY. Uma vez que é demasiado cedo para apostar numa residência já permanente na cidade, ela ocupa temporariamente o apartamento de Ethan, o seu meio-irmão, que ela não vê há anos pois depois de ter sido expulso da escola em que andavam, foi recambiado para um colégio militar e, mais tarde, mudou-se para a Grande Maçã, nunca mais voltando a pôr os pés em casa. Sou sincera quando afirmo que aquilo que me levou a pegar no livro foi o facto de se tratar de um romance entre meios-irmãos e também sou sincera quando afirmo que aquilo que eu li me surpreendeu por estar organizado de uma maneira que eu não contava. Acreditei que, uma vez que não tinham grandes afinidades, a coisa iria dar-se pela rota do costume (como na maioria dos livros eróticos): dois protagonistas lindos de morrer, muita tensão sexual e muito envolvimento físico que iria despoletar a (típica) semente do amor. Mas...estava enganada. Porque aquilo que o livro trata é a história de um rapaz e de uma rapariga que se conheceram quando andavam no ensino médio, que se gostavam em segredo e foram confrontados com o infortúnio de não poderem explorar os seus sentimentos por os seus pais decidirem casar. Pois é, pois é.

A história em si não é nada por aí além em termos de trama. De facto, a única coisa em vigor que desenvolveu todo o livro foram os sentimentos. É literalmente uma história de amor: uma história em que duas pessoas lidam com a novidade de proximidade não como se fossem parentes mas simplesmente um rapaz e uma rapariga que se gostam. Fiquei intrigada quando até mesmo na capa estava destacado que se tratavam de meios-irmãos mas a verdade é que nem os considerei realmente isso uma vez que não partilhavam mãe ou pai. A afinidade (o que é caso), para mim, não leva a que se afirme que duas pessoas possuam de um grau de parentesco. Por isso, o caso meio-irmãos? Não é literal. Pelo menos eu não o considerei.

A história dividiu-se tanto pelo ponto de vista de Ethan como de Jennifer, proporcionando a visão da relação de ambos os lados. Foi a perspectiva de cada um em relação ao outro que me fez perceber que o livro era muito mais do que sexo. O amor era palpável através de muito mais do que cama: a preocupação dele para com o bem-estar dela, o desejo de a fazer sorrir porque vê-la feliz era a melhor coisa do mundo, dar-lhe mais uma manta ou colocar-lhe umas meias enquanto estava a dormir para que ela não ficasse com frio. O que eles sentiam foi suficientemente verdadeiro para chegar até mim. Passei o livro praticamente todo a ansiar pelas cenas entre os personagens principais porque a química, o querer ignorar e suprimir os sentimentos que existiam há anos era extremamente doce e excitante com as palavras perfeitas. Foi todo o conjunto que me fez gostar tanto do que li.

Ao contrário de muitas opiniões que vi, para mim tratou-se de uma leitura quase perfeita. O livro apresentou aquele toque descontraído que eu adoro não só em narração como nas conversas entre personagens. A ausência de formalidade só faz com que me sinta próxima da história. Foi usado o essencial para personalizar situações e desenhar os personagens para que fossem melhor compreendidos (e, ding ding: coloquei mais um nome na minha lista de personagens masculinos favoritos), nada de floreados em narrativa extensa (ainda que esses saibam bem de vez em quando). Ainda que tudo tenha, em grande parte, correspondido e até superado as expectativas que eu tinha, senti falta de algo para que existisse perfeição.

A história é condimentada com as conversas perfeitas, temperada com à-vontade, temas actuais, menções a celebridades que eu acho sempre piada de ler e uma descontracção que vai fomentado a relação deles os dois na medida certa, no tempo certo, numa maneira bem querida e sentida. A química chegou a fazer faísca no meus olhos e a vertente sensual esteve maravilhosa qb. Contudo, na aplicação do sal e da pimenta faltou mais alguma coisa: o pouco para ser uma leitura sem nada a acrescentar. Todavia, falo deste livro de boca cheia! Foi exactamente aquilo que eu precisava, o prolongamento de algo bom, o gelado de chocolate depois de comer um dos meus pratos favoritos. Que bom que eu encalhei com isto. Estou super ansiosa para ler o próximo volume. E, meu Deus, já disse como eu fiquei feliz por ter lido algo em Inglês tão depressa? Porque fiquei mesmo. Uhuhh!

13
Fev17

Ontem foi noite de Grammys.

Antes de me atirar a qualquer comentário quero fazer alguns reparos: 1) Grammys, para mim, por norma, significa - em grande parte - pessoas vestidas com as coisas mais pirosas de sempre. Se Óscares é sinónimo de classe, o sinónimo de Grammys é exactamente o oposto. Isto significa que a maior parte das roupas que vi corresponderam exactamente àquilo que eu esperava: às minhas zonas neutras e de desgosto (estou realmente surpreendida por a minha zona de gostos não estar vazia). 2) A Gaga actuou com os Metallica e eu tinha grandes expectativas sobre a mesma. Não correspondeu de todo àquilo que eu pensava que ia ser (ainda que só tenha visto críticas positivas em relação à mesma, de páginas sobre o mundo da fama (mesmo com o desastre do micro que não funcionava)). 3) O que raio foi aquilo com o CeeLo Green?! Até memes a relacionarem-no com o Freezer Dourado eu vi. Socorro!

 

 

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