Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

14
Abr17

"Vou amar-te para sempre. Mesmo quando não conseguir"

4d272bcf-60b8-4ab5-9080-d02abf006bbb.jpg

 

No dia em que a Smartie fez anos eu regressei a casa com mais um livro. Estivemos durante um bom bocado no seu escritório a tirar fotos com as suas figuras de colecção, a preencher o tempo com conversa e várias foram as vezes que os meus olhos vaguearam por todos os livros que ela tem. A minha irmã levou alguns emprestados para devorar na pausa da Páscoa e eu...eu acabei por comentar algo sobre o Confesso da Colleen Hoover. Sobre o livro e sobre a série. Como acabou o tópico de conversa? Com um "quer dizer, sim, quero levá-lo" da minha parte.

Depois de ter estado mais de um mês sem conseguir pegar em livro que fosse, eu consegui ultrapassar a minha crise com o livro d' A Bela e o Monstro. A ideia era devorar o livro em inglês, primeiro, quando o tivesse, mas a adaptação do filme acabou por me ser oferecida antes. Comecei por dar uma vista de olhos e quando dei por isso já o estava quase a terminar. Foi preciso o livro de uma das minhas histórias preferidas me vir parar às mãos para eu começar a colocar para trás das costas o meu período de abstinência. Quando o Confesso me veio parar às mãos eu já tinha agarrado o livro da Daenerys e faltava-me pouco para chegar ao fim, contudo, estipulei de imediato que seria a próxima leitura e usei o próprio como incentivo para despachar o George R. R. Martin o quanto antes.

O Confesso não demorou mais que dois dias nas minhas mãos. Agarrei-me a ele com motivação e de expectativas bem elevadas porque já tinha ficado bem impressionada com o Amor Cruel. Mas, ainda que esperasse algo bem bom e do meu agrado, não estava preparada para aquilo que o Confesso me proporcionou. Devorei cada pedacinho da história, espicaçada pela lentidão com que os detalhes da história eram revelados: afinal quais eram os seus segredos?! Logo desde o início senti que estava a lidar com coisas complicadas, ainda que não adivinhasse nada de muito mau (estilo: ninguém andava fugido por terem morto alguém ou assim). O meu cérebro viu-se obrigado a lidar com misturas: ora líquido pela fofice portada pelo livro, ora torturado pelo mais que queria saber e que ainda não era revelado. Uma coisa era definitivamente certa: estava a lidar com personagens bem fortes de espírito pelo muito com que já tinham lidado apesar de jovens. E, ah, não resisto a uma pequena nota: achei extremamente interessante o livro portar figuras, as pinturas do protagonista. Deu mais realismo à história e satisfez-me imenso enquanto leitora. Isto para não falar da ideia das confissões que podiam inspirar pinturas. GE.NI.AL.

Bastou o primeiro parágrafo do capítulo contado pelo Owen para ficar caidinha por ele e metê-lo na salganhada ordenada que é a minha lista de personagens masculinos preferidos. Quem é que resiste a uma alma carinhosa que não se preocupa por fachada? Eu não resisti. Achei-o extremamente parecido ao Andrew Parish do Entre o Agora e o Nunca/Sempre na maneira como se dava à Auburn e se prontificava a qualquer necessidade que ela tivesse. Era exactamente o Andrew fazia pela Camryn e o que me fez gostar tanto dele. Apesar dos segredos dos Owen, foi a honestidade e a maneira de como via a Auburn que me fez ficar pelo beicinho por este artista e pelo livro (VOU TER DE O COMPRAR!).

Pensando bem, acho que a qualquer momento do livro eu já poderia adivinhar a trama que o compunha: o que ela escondia, os problemas que poderia ter, parte de como deveria agir para os resolver... Porém, a história é composta por magia, por uma arte que demonstra que as pessoas são iguais, compostas por qualidades e defeitos. De facto, acho que posso dizer que uma das bases e lições que está por detrás da história do Confesso é que todos portam os seus segredos e têm um lado sombrio.

O que faz com que os livros da Colleen Hoover sejam bons de se ler é a sua capacidade para contar a história. Fá-lo de uma forma tão simples, porém, realmente sentida. O meu coração adora esse tipo de coisas. Eu gostei muito do que ela me proporcionou com o Amor Cruel. Com este Confesso? Bem: passei a história toda a ambicionar justiça no meio de "awww" e "raios partam!" para chegar ao fim e...chorar. Aquele tipo de choro em que uma pessoa nem dá por isso. Fiquei totalmente rendida e, ainda que me tenha sentido frágil, estava a desejar por tudo não me afundar numa ressaca literária.

Tenho estado a ler livros bons. Li quatro livros depois de devorar a história d' A Bela e o Monstro e a minha fasquia tem estado elevada por o meu espírito ter passado a ser saciado com coisas boas... Daqui só tiro uma coisa: com livros destes, ainda não estou pronta para histórias previsíveis e de qualidade mediana.

09
Mar17

Dream Machine.

Tãooooo bom! Adeus tortura provocada pela espera, olá tortura provocada por o que se ouve ser demasiado bom. Isto é um post completo com viagens ao passado incluídas. Porque atirar-me a Dream Machine deu nisso. Estava tão entusiasmada que necessitei de experienciar a coisa dia-a-dia até sair da minha bolha. Por isso, antes do presente, antes de apreciações gerais, há passado (e depois, duas linhas que separam o passado do presente):

 

"Dia 3 de Março de 2017

 

- Saiu! Finalmente saiu! E está toda a gente a falar sobre isso. Decidi, mais uma vez, apenas ouvir tudo quando tiver o álbum em mãos, mas nada me impede de ser curiosa e cuscar reacções. A minha primeira impressão sobre a saída é que a banda bem tinha motivos para se orgulhar deste trabalho e o destacar em relação aos outros. As pessoas estão a passar-se: é cada reacção melhor que outra. Há tanta gente a dizer tanto com tão pouco: muita emoção pelo novo trabalho dos rapazes, é o que é. Eu estou tããããooooo curiosa que quase me arrependo da minha decisão! Mas coragem!

- Uma das gémeas não foi capaz de aguentar. Esteve a ouvir o álbum enquanto eu fazia bolo de aveia e crepes coloridos. Eu bem a vi a morrer à medida que as músicas avançavam. No fim, quando lhe perguntei o que tinha achado, a resposta dela quanto a sua opinião resumiu-se a gestos: um coração arrancado e lágrimas. Eu-estou-tão-feita.

 

Dia 4 de Março de 2017 (um dia depois da saída do álbum)

 

- Para que é que servem almoços de família? Para distrair uma pessoa e tornar possível não pensar no que se quer para não se cair em tentação. Bendito almoço! Bendita reunião de família com crianças por todos os lados e tios que não via há mil anos. Com três putos a portarem-se mal, a ignorarem os adultos como se fossem os reis do mundo, quem é que consegue um minuto para morrer ao pensar nas músicas que está a perder?

 

Dia 5 de Março de 2017 (dois dias depois da saída do álbum)

 

- Domingo devia significar limpezas, mas hoje foi uma saída para fotografias. E eu não podia estar mais despreocupada com o céu nublado. Que chovesse! Eu estava a desafiar! Ambas a gémeas ouviram música durante o caminho para Lisboa. Eu bem sabia o que uma delas estava a ouvir. Felizmente, a felicidade de tirar fotos ocupou a minha mente. Nada melhor do que isso para eu não pensar no álbum. Distrair-me do novo CD que ainda não ouvi é tão mais fácil quando o consigo fazer com coisas que gosto: é um facto.

 

Dia 6 de Março de 2017 (três dias depois da saída do álbum)

 

- Oh, merda! Merda, merda! Quase, quaseeeeeee arruinei tudo! Raios partam o vício do instagram! Estava tudo a correr tão bem...a espera estava a ser relativamente fácil de aguentar e BAM! Quase tudo por água abaixo por causa da porra de um vídeo. Nota mental: independentemente do que quer que seja o vídeo que me proponho a ver, o som tem de estar desactivado. É IMPERATIVO que esteja desactivado. Só por mais uns dias. Para quem esperou tanto tempo, sexta-feira está só a dois quarteirões de distância.

 

Dia 7 de Março de 2017 (quatro dias depois da saída do álbum)

 

- Está-tudo-espetado-em-todo-o-lado. Como é que eu posso sobreviver assim?! A gémea que já ouviu não faz mais do que ouvir o álbum e afirmar que quer cantar e que se não o faz é por minha causa. E as redes sociais? Oh meu Deus: as redes sociais! Elas são a minha desgraça. Se eu me arranjo com os vídeos ao tirar-lhes o som eu não o consigo fazer com fotos. Ceguei-me temporariamente. Teve de ser. As letras estão em todo o lado, fotos que vêm com a versão deluxe: um coração carenciado não aguenta. Tenho-me perguntado sobre que músicas vou gostar mais. Não me oriento com mais do que expectativa e imaginação. Mas sexta-feira está cada vez mais perto! Ahhh!

 

Dia 8 de Março de 2017 (cinco dias depois da saída do álbum)

 

- OH MEU DEUS, OH MEU DEUS, OH MEU DEUS! Chegou mais cedo! CHEGOU MAIS CEDO!

- Hoje, que a caixa me veio para as mãos, já mal aguento a ansiedade e a curiosidade. Estou tão entusiasmada, tão morta por ouvir o material novo! Infelizmente, ouvir-ouvir só depois do jantar. A outra gémea, por sua vez, já ceifou a sua espera e ouviu o CD. Disse-me de sua justiça e além do "É TÃO BOM" que eu mais tenho ouvido e por que esperava, disse-me tratar-se de uma mistura entre coisas antigas e o que já se ouviu no Kings of Suburbia.

- Ai meu Deus. Agora. A espera acabou agora. Depois de tanto tempo à espera saí da bolha que me isolava do resto do mundo e voltei a integrar-me no núcleo, sem ser estranha ao que é falado. Agora, que ouvi, percebo o que a minha irmã me disse mais cedo."

//

Ora, apreciações mais esmiuçadas? (É tão óbvio porque estou a ser tão precisa. Não se trata da minha banda preferida nem nada):

 

1) Eu tinha uma ideia pré-concebida de determinadas músicas e nada correspondeu ao que eu esperava: é o que dá quando se está totalmente a zeros quanto ao que aí vem. Não saí desiludida com ne-nhu-ma. Uma vez que comprei a versão deluxe deste Dream Machine tenho em minha posse o álbum em instrumental e, depois de ter ouvido tudo, ter isso em minha posse só me deixa mais contente. Adoro ter uma melhor percepção do que está a ser tocado e adoro MUITO mais o facto de eu conseguir perceber mais do que sons digitais. Quer dizer: eles diziam que sim, mas porra: bateria, baixo e guitarra continuam mesmo a ser tocados! Quem diria que muitos sons que eu pensava ser de sintetizadores são na verdade guitarra. E, verdade seja dita: para mim, o jeito de quem a toca parece ainda melhor.

2) Ao contrário da opinião da banda, eu não acho que um CD com mais de dez músicas se torne cansativo quando estamos a falar de algo que gostamos mesmo-mesmo-mesmo-meeeeesssssssmmmmooooooooooooo muito. Por isso, se há algo a apontar em relação a este Dream Machine é que é pequeno! Dez músicas não são o suficiente. Dez músicas sabe a pouco e eu fiquei a morrer por mais. Não admira que depois de ontem eu já tenha ouvido o álbum por mais de dez vezes. Num próximo trabalho, espero que haja mais músicas: é que nunca são de mais.

3) Em comparação com trabalhos anteriores eu não consigo sobressair o Dream Machine e colocar os outros em planos inferiores. Vejo este trabalho como uma ramificação da evolução deles enquanto músicos e, raios, cada vez que olho para a contracapa do meu CD instrumental e vejo a ficha técnica sobre cada uma das músicas fico mesmo contente ao ver a quantidade de vezes que os nomes aparecem repetidos, tornando mesmo literal o tudo-feito-por-eles. É mesmo caso para um músico se sentir orgulhoso ao pensar no progresso que fez desde o começo até agora. Por isso: o que o Dream Machine tem de melhor em relação aos outros? O amor e orgulho da banda em relação a este trabalho em particular. São coisas que se notam e que passam para quem ouve. Pelo menos a mim passou.

4) Houve determinadas músicas em que não me escapei a associações com o que já conhecia. A Boy Don't Cry, por exemplo: o início da música faz-me lembrar a Fancy da Iggy Azalea; achei a Better com arranjos semelhantes à Stormy Weather, do álbum anterior, no refrão; e Stop Babe: a maneira como a música é cantada no início fez-me pensar na música Blue da Beyoncé.

5) Mesmo sem conhecer as músicas eu já tenho como dado adquirido o gosto pelo material novo porque, sei lá: trata-se da minha banda de topo dos topos desde há anos. Portanto, o que é o Dream Machine? Mais um álbum que ganhou um pedaço do meu coração. Ia dizer o nome de cada uma das músicas para afirmar como tudo tinha sido especial e me dito alguma coisa, contudo, atrás eu já tinha feito a declaração de como este trabalho me satisfez as medidas e encheu o meu coração. Mas, porque não aguento não fazer um destaque... Stop, Babe? Uma das músicas mais bonitas que já ouvi. Uma coisa pequena, tão simples, tão deliciosa e dolorosamente sentida (como a Elysa. Ai meu Deus: o que é aquilo?! Tão awesome!). Aquele tipo de música que é tão-tão bom que até custa respirar? Yap, that type. Arrancou e conservou o meu coração. E sem dúvida uma das minhas músicas favoritas de sempre. Arghh! Como é que ainda estou viva?! ❤

 

Tokio-Hotel-Dream-Machine-2017-2480x2480.jpg

 

27
Fev17

Vamos lá falar sobre os Óscares.

Ai os Óscares, os Óscares! Hoje o mundo só vai falar em repeat dos Óscares. E bem que a própria cerimónia deu motivos para isso. Quero atirar-me a alguns pontos antes de evocar o que foi vestido para a cerimónia e para depois dela, onde costumam aparecer ainda mais celebridades para a festa. Este é o meu ponto de vista:

1) Se há uma palavra para eu definir esta edição dos Óscares é emoção. Foi uma cerimónia recheada de discursos sentidos e por mais do que uma vez eu dei por mim a sentir-me igualmente comovida e até a deitar uma ou outra lágrima. Eu destaco as palavras do Mahershala Ali e Viola Davis (melhores actores secundários) e de Benj Pasek.

2) Qualquer cerimónia que faça chover doces arromba qualquer fasquia de expectativas.

3) Qualquer cerimónia que faça menções a Disney ganha ainda mais pontos para mim. Não me escapou a música do Toy Story logo ao início e Jimmy Kimmel, please: quando foi ter com o Sunny Pawar e o ergueu para recriar a cena do Rei Leão? Foi muito top.

4) Eu não sou capaz de me esquecer da edição dos Óscares apresentada pela Ellen DeGeneres e, depois do estrondo que foi, passei a comparar com ela a qualidade dos apresentadores que lhe seguiram. Sem eu esperar, o Jimmy Kimmel conseguiu alcançar o patamar da qualidade que a Ellen ofereceu à cerimónia. Não achei as suas piadas secas, a sua picardia com o Matt Damon durou até ao fim e não foi, de todo, cansativo. Na falta de Ellen, o Jimmy esteve muito-muito bem! Tentou ter piada, com sucesso, sem deixar de ter classe, com sucesso.

5) Muitas dicas em relação ao presidente dos Estados Unidos já eram mais do que esperadas e além do que foi dito em discursos, apreciei a ovação em pé à Meryl Streep que, como todo o mundo sabe, se diz ser demasiado sobrevalorizada: not!

6) Zootopia levou o Óscar de melhor filme de animação (longa metragem), o Piper levou para casa o de melhor curta e o Jungle Book levou o de melhores efeitos visuais. O meu espírito que se alimenta de Disney e Pixar está feliz. Gostava que o filme da Moana tivesse ganho um prémio, pelo menos o de melhor canção original, mas não se pode ter tudo. Além do mais, o facto de não ter arrecadado nenhum prémio não lhe tira qualidade.

7) Uma vez que não vi os filmes nomeados eu só me pude gerir com palpites e a verdade é que acertei na maior parte, conforme fui vendo. Esperava que o Fantastic Beasts levasse o prémio que levou e que o Suicide Squad levasse o Óscar relativamente à caracterização. Contudo, depois de ter visto algumas fotos em relação à caracterização do Star Trek fiquei sem saber se o prémio foi mesmo-mesmo-mesmo merecido.

8) Aquele era mesmo o Sting?! Quando o vi no tapete vermelho eu nem sequer o reconheci. As pessoas envelhecem: certo. Eu é que me esqueci disso, aparentemente.

9) Já toda a gente tem conhecimento do fail dos Óscares e eu não sei o que me deixou com boca aberta: o facto de ter acontecido ou de a situação ser inesperada o suficiente para deixar os comentadores da Sic sem pio. E também não sei o que foi mais embaraçoso: ter havido uma troca de envelopes, os apresentadores do prémio terem aprofundado a gafe ou a crew do La La Land ter subido a palco e estar já a discursar, tudo numa alegria imensa, quando lhes retiraram o doce. Ai Meu Deus...

10) Para terminar numa nota positiva: a invasão de turistas que ficaram chocados por se ver numa sala com tantos famosos foi, para mim, um dos grandes momentos da noite e dos mais divertidos. Quem é que não gostaria de dar um aperto de mão à actriz mais sobrevalorizada do meio, ficar com os óculos de sol da Jennifer Aniston, tocar no Óscar do Mahershala Ali ou ser casado pelo Denzel Washington? Eu sei que eu haveria de me passar!

 

 

 

After party dos Óscares

 

 

 

19
Fev17

Roommates...ou gelado de chocolate.

30333351.jpg

 

Estava tão deliciada quando terminei este livro que me quis atirar de cabeça a uma partilha de opinião na hora. O que importava que já fossem três da manhã de sábado? O que importava sentir que os meus olhos se queriam fechar? O que importava que só devesse terminar lá para as cinco da manhã? Eu estava com tudo ao rubro dentro de mim. O que fez mudar de opinião? Lavar os dentes. Fui à casa de banho à velocidade de um rocket e quando coloquei a escova na boca encarei-me no espelho, assustei-me e, por fim, tive dó de mim própria. Parecia que tinha levado dois murros nos olhos tais eram as marcas escuras por baixo dos mesmos. Um horror. Achei que presentear-me com dormida era merecido e prémio suficiente quando li este livro em menos de nada, para minha GRANDE surpresa.

Comecei-o como quem vai a um stand de automóveis olhar para carrões e não está interessada em mais do que um triciclo, logo depois de terminar o livro da Nora Roberts que andava a ler. Dei uma vista de olhos por diferentes livros e abri este, disposta a ver como tudo começava. Quando dei por mim já tinha lido os primeiros cinco capítulos e com isso fiz a sentença. Fui para a cama a pensar no livro, desejosa de continuar, coisa que fiz assim que acordei. Ignorei as lidas domésticas durante duas horas e concentrei-me no livro, devorando mais dez capítulos. Sexta-feira foi o suficiente para eu ler este livro todo. Agora que penso bem, devo-me ter concentrado nele por 24 horas, com pausas pelo meio. Comecei na madrugada de sexta e terminei na madrugada de sábado por volta da mesma hora. Eu não fazia disto um grande feito quando não é a primeira vez que eu leio livros em menos de nada. No entanto, este eu li em inglês e eu arrasto-me quando não leio as traduções portuguesas. Quer dizer, eu, para ler o Fifty Shades Darker, em inglês, demorei à volta de um mês. Este Roommates? Um dia. Foi, sem dúvida, uma novidade e talvez a vontade de dar voz à minha opinião tenha vindo por aí. Porque se eu li tão rápido...

Travei conhecimentos com este livro a partir do Goodreads, quando uma das pessoas que sigo o assinalou como lido. Curiosa, fui ver do que se tratava e fiquei tão interessada que acabei por arranjar os quatro livros que fazem a série - Obrigada! -.

Ora, do que é que se trata este Roommates. O livro apresenta-nos Jennifer que aspira a ser actriz e que quer tentar a sua chance em NY. Uma vez que é demasiado cedo para apostar numa residência já permanente na cidade, ela ocupa temporariamente o apartamento de Ethan, o seu meio-irmão, que ela não vê há anos pois depois de ter sido expulso da escola em que andavam, foi recambiado para um colégio militar e, mais tarde, mudou-se para a Grande Maçã, nunca mais voltando a pôr os pés em casa. Sou sincera quando afirmo que aquilo que me levou a pegar no livro foi o facto de se tratar de um romance entre meios-irmãos e também sou sincera quando afirmo que aquilo que eu li me surpreendeu por estar organizado de uma maneira que eu não contava. Acreditei que, uma vez que não tinham grandes afinidades, a coisa iria dar-se pela rota do costume (como na maioria dos livros eróticos): dois protagonistas lindos de morrer, muita tensão sexual e muito envolvimento físico que iria despoletar a (típica) semente do amor. Mas...estava enganada. Porque aquilo que o livro trata é a história de um rapaz e de uma rapariga que se conheceram quando andavam no ensino médio, que se gostavam em segredo e foram confrontados com o infortúnio de não poderem explorar os seus sentimentos por os seus pais decidirem casar. Pois é, pois é.

A história em si não é nada por aí além em termos de trama. De facto, a única coisa em vigor que desenvolveu todo o livro foram os sentimentos. É literalmente uma história de amor: uma história em que duas pessoas lidam com a novidade de proximidade não como se fossem parentes mas simplesmente um rapaz e uma rapariga que se gostam. Fiquei intrigada quando até mesmo na capa estava destacado que se tratavam de meios-irmãos mas a verdade é que nem os considerei realmente isso uma vez que não partilhavam mãe ou pai. A afinidade (o que é caso), para mim, não leva a que se afirme que duas pessoas possuam de um grau de parentesco. Por isso, o caso meio-irmãos? Não é literal. Pelo menos eu não o considerei.

A história dividiu-se tanto pelo ponto de vista de Ethan como de Jennifer, proporcionando a visão da relação de ambos os lados. Foi a perspectiva de cada um em relação ao outro que me fez perceber que o livro era muito mais do que sexo. O amor era palpável através de muito mais do que cama: a preocupação dele para com o bem-estar dela, o desejo de a fazer sorrir porque vê-la feliz era a melhor coisa do mundo, dar-lhe mais uma manta ou colocar-lhe umas meias enquanto estava a dormir para que ela não ficasse com frio. O que eles sentiam foi suficientemente verdadeiro para chegar até mim. Passei o livro praticamente todo a ansiar pelas cenas entre os personagens principais porque a química, o querer ignorar e suprimir os sentimentos que existiam há anos era extremamente doce e excitante com as palavras perfeitas. Foi todo o conjunto que me fez gostar tanto do que li.

Ao contrário de muitas opiniões que vi, para mim tratou-se de uma leitura quase perfeita. O livro apresentou aquele toque descontraído que eu adoro não só em narração como nas conversas entre personagens. A ausência de formalidade só faz com que me sinta próxima da história. Foi usado o essencial para personalizar situações e desenhar os personagens para que fossem melhor compreendidos (e, ding ding: coloquei mais um nome na minha lista de personagens masculinos favoritos), nada de floreados em narrativa extensa (ainda que esses saibam bem de vez em quando). Ainda que tudo tenha, em grande parte, correspondido e até superado as expectativas que eu tinha, senti falta de algo para que existisse perfeição.

A história é condimentada com as conversas perfeitas, temperada com à-vontade, temas actuais, menções a celebridades que eu acho sempre piada de ler e uma descontracção que vai fomentado a relação deles os dois na medida certa, no tempo certo, numa maneira bem querida e sentida. A química chegou a fazer faísca no meus olhos e a vertente sensual esteve maravilhosa qb. Contudo, na aplicação do sal e da pimenta faltou mais alguma coisa: o pouco para ser uma leitura sem nada a acrescentar. Todavia, falo deste livro de boca cheia! Foi exactamente aquilo que eu precisava, o prolongamento de algo bom, o gelado de chocolate depois de comer um dos meus pratos favoritos. Que bom que eu encalhei com isto. Estou super ansiosa para ler o próximo volume. E, meu Deus, já disse como eu fiquei feliz por ter lido algo em Inglês tão depressa? Porque fiquei mesmo. Uhuhh!

13
Fev17

Ontem foi noite de Grammys.

Antes de me atirar a qualquer comentário quero fazer alguns reparos: 1) Grammys, para mim, por norma, significa - em grande parte - pessoas vestidas com as coisas mais pirosas de sempre. Se Óscares é sinónimo de classe, o sinónimo de Grammys é exactamente o oposto. Isto significa que a maior parte das roupas que vi corresponderam exactamente àquilo que eu esperava: às minhas zonas neutras e de desgosto (estou realmente surpreendida por a minha zona de gostos não estar vazia). 2) A Gaga actuou com os Metallica e eu tinha grandes expectativas sobre a mesma. Não correspondeu de todo àquilo que eu pensava que ia ser (ainda que só tenha visto críticas positivas em relação à mesma, de páginas sobre o mundo da fama (mesmo com o desastre do micro que não funcionava)). 3) O que raio foi aquilo com o CeeLo Green?! Até memes a relacionarem-no com o Freezer Dourado eu vi. Socorro!

 

 

Mais sobre mim

Mensagens

E-mail