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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

05
Fev17

Ai, que dor...

A minha tia que vive em Moçambique chegou ontem a Lisboa para uma visita relâmpago. Acrescentou à sua vinda habitual de um mês e tal pouco mais de quinze dias para visitar a família e ver com os próprios olhos como está o meu avô que desde o início do ano tem estado com a saúde pouco famosa. Já conhecedora do quão apegada é a minha mãe a esta irmã mais velha em particular, antevi um almoço com a família na casa dos meus avós e se eu acertasse no jogo como acerto neste tipo de coisas já seria milionária e teria uma Disneyland há muito tempo só para mim. O que eu não contava era passar o dia inteiro confinada a uma cadeira dura, numa posição incómoda que faria mais do que jus ao Quasimodo. Passei a tarde toda torta, com frio, a ser importunada pelo paleio (às vezes sem sentido e intrometido) das minhas tias e pelas perguntas desconfortáveis de uma em particular que gosta de invocar a minha vida académica como se fosse um hobbie. O seu hobbie. Mas nem tudo foi mau e as coisas têm de ser vistas por esta via: a minha mãe esteve com a sua irmã preferida que, às vezes, só tem a oportunidade de ver pessoalmente duas vezes por ano; o meu avô está nitidamente melhor e eu sei, por já o ter constatado, que ter as pessoas que ele mais gosta à sua volta lhe faz bem e hoje foi assim: agora que penso bem: hoje teve à sua volta todas as suas filhas junto a si, como tão raramente acontece. Ah, e eu acabei um livro, o primeiro depois de uma ressaca literária. Mas as dores nas costas, meu Deus, as dores...

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