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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

10
Fev17

As sombras que ficaram mais escuras e de que posso falar porque já vi.

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Depois de ter penado tanto tempo à espera que este filme saísse o meu espírito não ia aguentar ignorar o dia de estreia desta longa-metragem como se nada estivesse a acontecer. Estilo: Ai sim? Estreou? Que maravilha, quando me apetecer eu irei ao cinema, fora da confusão. Se isto acontecesse, num lugar secreto do meu cérebro eu desconfiaria que tinha sido abduzida. Mas não fui levada por ETs. Eu continuo eu e o meu eu morreu ontem à tarde na sala de cinema, tão animado que estava para ver o filme. Não me continha com tantas pulgas que não me deixavam sossegada. Isto é o que acontece quando uma pessoa sabe que estão a fazer filme de algo que já leu, gostou e fica ansiosa para ver o produto numa obra visual. Ontem pus fiz à minha tortura: vi um dos filmes por que mais esperava de 2017...eeeeeee iniciei outra porque agora que já o vi, desejo muito ver novamente e, desta vez, não consigo me dar ao luxo de ver mais do que só uma vez no cinema para meu desgosto.

Existem várias questões que eu quero abordar em relação àquilo que li. Vai ser inevitável dar alguns spoilers, mas nada ao ponto de me espalhar ao comprido e revelar tudo o que acontece página por página. Para o olho que já treme pela ideia de que terá de ler muito eu achei que não faria mal antecipar-me e deixar assente que todo o paleio que vai correr daqui para baixo, no fim, vai resumir-se a um: gostei, sim, e que aquele que estiver disposto a comprar bilhete para ir ver o filme não vai desperdiçar dinheiro porque o motivo que levará o curioso a comprar bilhete está lá (no quarto de infância dele, no quarto dela, no banho, no quarto vermelho...). Para o olho que se mantém atento e quer mais pormenores é saltar por cima do aviso de spoilers e avançar para o bloco de texto seguinte.

 

[Repetindo-me, a minha opinião irá conter (inevitavelmente) spoilers.]

 

 

Os avisos em relação a spoilers eram realmente necessários. E porquê? Porque as coisas estão bem frescas na minha memória. Em Dezembro de 2016 decidi pegar no segundo volume da trilogia e avivar a minha mente. Li duas vezes o livro desde a altura em que o comprei - ou seja: desde que a tradução portuguesa saiu em Portugal -, mas isso já tinha sido há demasiado tempo. O filme ia sair em Fevereiro, o trailer já andava a fazer estragos suficientes na minha sanidade e tudo piorava quanto mais via. Saiu um, saiu outro e eu percebi que pouco me lembrava do recheio do bolo além das situações chave: ela a regressar para ele, eles a adaptarem-se à nova oportunidade de uma relação, o chefe dela, a queda do helicóptero. Mas eu achei pouco. O livro contém muito mais do que situações chave e, por mal me lembrar disso, aproveitei que tinha a obra na língua original por ler. Em inglês demoro-me um pouco mais, arrasto-me ainda mais quando estou a ler outro livro em simultâneo (o que foi o caso), mas consegui devorá-lo antes de Janeiro terminar, antes da chegada do filme: que era o meu objectivo. Por isto, a minha opinião sobre o filme vai acabar por ser um tête à tête do livro com o filme. Como eu disse, tenho tudo fresco na minha cabeça e, aproveitando-me da minha aposta em relação a este ano, escrevi em papel a minha opinião com páginas e páginas de notas e citações. Mas não há nada a temer: isto não se trata de uma cópia para o post e eu irei surfar só nas ondas que achar essenciais.

Antes de me atirar à ficção queria deixar uma nota em relação ao elenco. Lembro-me de que em relação ao primeiro filme eu andava a nadar às cegas sem saber o que esperar das pessoas escolhidas para desempenhar personagens que eu conhecia e já tinha uma ideia pré-concebida. Desta vez isso já não se verificou por motivos óbvios. Posso só fazer um reparo em relação ao quanto aprecio quando, na realização de uma trilogia/saga, os actores se mantêm? Acho um bocado atrofiante fincar no meu cérebro que x personagem é igual a x actor e, depois, no filme seguinte, ser alguém que não tem nada a ver. Gostei de ver a Dakota a trabalhar com o Jamie no primeiro filme, da química que passaram para o público, e fiquei mais que satisfeita por os actores principais se manterem neste segundo e terceiro filme. Actores principais e secundários também (mas aquele Elliot tem mesmo de estar sempre a comer pastilha elástica e de mascar de boca aberta?!). Acho que tinha um treco se o Faz-Tudo do Mr. Grey, Taylor, Max Martini, tivesse mudado, por exemplo. O homem emana ali uma aura sensual que se faz favor! Ufff! E a Rita Ora? Graças a uma entidade superior super poderosa apresentou a sua Mia Grey com uma aparência e atitude que, para mim, faz mais jus aos livros e eu estou mesmo feliz por isso: jovial, um ar descontraído e próprio de quem é novo, está ao rubro na vida e gosta de se divertir. And besides: desta vez apresentou-se loira. Tudo aquilo que eu imaginava na Mia desde o primeiro livro. Foi uma boa evolução de personagem, comparando com aquela que nos foi dada no primeiro filme. O Fifty Shades Darker também apresentou ao público novos personagens e entre vários os dois que eu destaco são o Jack Hyde e a Mrs. Robinson interpretada pela Kim Basinger. O meu destaque vai para o Jack, já agora. Meu Deus: a luta de querer detestar um canalha e mesmo assim suspirar porque ele é extremamente sexy. Certo, certo: chega de baba.

Um dia antes do filme estrear eu tropecei numa crítica de quem já tinha visto o filme e acabei por a ler na diagonal. Uma crítica negativa, já agora, colocando este Fifty Shades Darker num patamar inferior ao primeiro, com afirmações do tipo: tudo se passa demasiado depressa, as falas não têm essência, a banda sonora é boa mas que não é um filme que valha a pena apesar de afirmar que segue o livro numa boa adaptação. Eu decidi não tomar posições nenhumas, como prefiro fazer. Quis fazer os meus próprios julgamentos e ver por mim mesma para descobrir o que achar, principalmente quando já tinha andado a ver algumas cenas que me levavam a duvidar de algo que estava a ser dito: o filme seguir o livro. É que andei a ver tanta coisa de que não me lembrava (por algum motivo fui ver o livro de novo). Quando surge um filme fundamentado num livro eu faço por ter em mente o significado de baseado. Acho que é importante lembrar que se trata de uma adaptação e não de uma cópia integral do que foi escrito porque, lá está: toda a gente sabe que há coisas que funcionam melhor quando são escritas do que quando feitas para filme. Muitas das cenas que vi antes de o filme estrear fez-me perceber que havia várias coisas diferentes. O que eu não pensei foi que houvesse taaanntaaaa coisa que estivesse diferente, tendo sido momentaneamente iludida com o início da longa-metragem por esta corresponder mesmo ao início do livro. Depois disso tudo me pareceu diferente. A percentagem a que o filme corresponde ao livro é em relação à sequência de cenas pois essa, de facto, segue a ordem do livro. As situações? Apenas as suas bases: se no livro está uma exposição de fotografia e depois um jantar, isso também se vê no filme porém com o conteúdo das cenas modificado. Sendo ainda mais explícita: no livro o casal vai junto para a exposição de fotografia e depois de um beijo explosivo num beco vão jantar a um restaurante; no filme ela vai sozinha para a exposição, ele encontra-a por saber que ela ia lá estar e convida-a para jantar (sem beijo explosivo no beco (ainda que a cena tenha sido gravada: eu quero esta cena!)). Cenas destas foram o mais constante durante as quase duas horas de filme. O filme está diferente do livro. No entanto, não de uma má forma. A essência do que tem de acontecer de relevante está lá. Uma vez que está para surgir o segundo livro do ponto de vista do Grey, a respeito das Sombras mais Negras, a sensação com que eu fiquei foi que o filme acabou por ser uma terceira abordagem diferente ao que já existia, com coisas que me agradaram e outras que nem tanto.

A minha curiosidade em relação a este filme era extrema. Dos três livros (vou deixar de lado o facto de já ter saído o primeiro livro do ponto de vista do Grey, de estar para sair o segundo também do seu ponto de vista e o rumor de que a EL James vai dar continuidade à história com mais dois livros) que saíram este foi sem dúvida o que eu mais gostei por haver desenvolvimentos e mais essência na história iniciada no Fifty Shades of Grey. A maior parte das pessoas que despreza a trilogia desenvolveu essa opinião com o primeiro volume e o impacto negativo levou-as a estancar sem curiosidade em ler o que se seguiria. Estou a rir-me enquanto escrevo estas palavras porque as pessoas são realmente engraçadas: Ai isto não presta para nada! É só sexo e ele é tão mau, mas depois o filme vai para o cinema e Hey, eu tenho de ver! E será que meteram aquela cena em que ele lhe dá tautau e a come na casa dos barcos? É que isso é sexy. Enfim. O que quero dizer é que se no primeiro o que se dizia é que se tratava apenas de badalhoquices isso já não se passa no segundo. No segundo, a vertente sexual do livro divide atenções com os dramas de um chefe atrevido (obsessivo), de uma ex-submissa que apresenta problemas psicológicos e os fantasmas do passado porque ele não teve um bom início de vida e, claro: Mrs. Robinson: aquela que iniciou o Grey nas práticas sadomaso. É, muitas mais coisas se passam neste segundo livro. E eu compreendo que tentar inserir quinhentas e trinta e duas páginas em cento e dezassete minutos não seja fácil.

Houve muita coisa posta de parte em muitas cenas, no entanto, o relevante estava lá, apressado ou não. O grande ponto que sobressai em relação ao primeiro é a relação entre o Grey e a Ana que no Darker se torna menos impessoal, perde o toque de algo arranjado que surgia por haver um contracto. Na continuação de As Cinquenta Sombras de Grey a relação deles mostra-se mais intensa, mais profunda e a ligação que tinham parece-me mais bonita pelos termos dominador e submissa irem à vida. No Darker passam a dar atenção à relação deles, a eles enquanto casal, interessados nos seus sentimentos e não no que querem fazer sexualmente um ao outro. Eu gosto muito disto. Se antes tínhamos uma Ana que facilmente se retraía face ao Grey, agora temos uma Ana que já não se sente intimidada e que, se necessário, lhe faz frente, chamando-lhe nomes e desligando-lhe o telefone na cara se for preciso (como eu gostava de ter visto isto no filme!). Em suma: a relação da Ana e do Grey atinge novos patamares, estão mais unidos e próximos um do outro e acho que isso transpareceu no filme: mais tempo de antena aos momentos felizes, a conversarem um com o outro, a entenderem-se, coisa que não acontecia muito no primeiro. E, meu Deus, é só ver a quantidade de vezes que o homem sorriu no primeiro filme e contar a quantidade de vezes que sorriu neste (a mostrar dentes e tudo). A postura do homem mudou realmente perante as suas ditas necessidades satisfeitas no quarto vermelho e se antes ele ansiava por lá a ter, o que ele não quer agora é levá-la para lá. Yap. Pois é.

Mas por muito bonitas que as coisas se mostrem neste segundo há coisas que não mudam. O Grey continua um controlador do caraças e não deixa de se impor na vida da Ana com algumas atitudes que no livro geram SENHORAS discussões e que no filme nem teve bafo delas. Como o facto de ele ter comprado a empresa onde ela trabalha porque diz querer mantê-la segura (tipo, what?): no filme, ele diz pensar comprar e ela apenas salienta que não quer e a coisa fica por aqui: eu à espera de a ver zangada, a gritar com o homem, e não levei mais do que ela a dizer que o seu namorado era um 'ass' e distraí-me porque nem um minuto depois já tinham voltado às insinuações. Ou a questão dos vinte e quatro mil dólares! Tratada de forma não muito aprofundada no filme, com uma troca de palavras, o rasgo de um cheque e uma ordem dele à sua PA para transferir dinheiro para a conta dela. Claro que ninguém acaba por dar muita atenção à essência da questão quando o Jamie Dornan está nu e o seu rabo firme está num grande ecrã, mas, JESUS, é uma das discussões fortes que ambos têm, ambos tão exaltados um com o outro que fiquei com pena de não ter aparecido quando a mesma demonstra bem a nova Ana com que lidamos no Darker.

Houve algum alarido por o Fifty Shades Darker ir contar com a participação da Kim Basinger, no entanto, não me pareceu que a questão da Mrs. Robinson tenha sido explorada com muito afinco, tendo, para aí, umas três ou quatro menções em todo o filme. Não posso dizer que isso me tenha importado porque se há questão que acho realmente irritante nos livros, principalmente no primeiro e no segundo (em que a personagem da Kim Basinger está mais presente). Nos livros há toda uma aura negra à volta da Mrs. Robinson com a Ana sempre a insistir que a outra é uma pedófila e uma abusadora, sendo totalmente irrelevante a quantidade de vezes que o Grey se repete a explicar mais do mesmo: que a Mrs. Robinson ajudou-o a endireitar a sua vida. Em relação a esta questão prefiro, sem dúvida, a abordagem do filme. E, ainda que perceba o ponto de vista do Grey e o aceite, a cena em que a mãe do Grey descobre este pormenor em relação à vida do filho e dá uma chapada à Mrs. Robinson foi qualquer coisa. Aliás, pelo que andei a ver hoje é uma das cenas que está a ter mais sucesso e a obter imensas reacções do público com congratulações à mamã ursa com palmas e tudo. Na sessão que eu fui ver também assisti a isso na minha sala de cinema.

As cenas que mais ansiava ver no grande ecrã? O enrolanço no quarto dele na casa dos seus pais porque estava super curiosa quanto à caracterização que iria ser usada no mesmo: não estava tal como eu tinha imaginado, mas não estava mal; o jogo de bilhar que resulta num final de partida bem sexy e prazeiroso para ambos os lados: a cena foi gravada pois andava a ser divulgada em publicidade mas não se encontra no filme (com sorte está no DVD uma vez que tinha sido dito que muitas cenas porcas tinham sido retiradas da edição para o cinema para que a classificação não fosse +18; espero é que seja paleio verdadeiro e não oco como foi com o primeiro filme); a cena do elevador em que ele se põe a provocá-la com imensa gente à volta deles: foi uma cena com uma boa carga sexual e eu fiquei satisfeita por não a terem cortado nem posto paninhos quentes como vinha a aparecer no clip de promoção; ele a ajoelhar-se perante ela, dando-se como seu submisso: sempre foi um ponto de grande destaque e importância para mim no livro e eu recusei a ideia de que pudesse ser deixada de fora (gostava que ele se tivesse mostrado mais desesperado perante a possibilidade de ela o deixar novamente mas, raios, Christian Grey submisso foi qualquer coisa); a famosa queda do helicóptero: pelas imagens de divulgação a coisa parecia intensa e eu estava mesmo curiosa em relação ao tumulto provocado nas personagens que enfrentam a ideia do Grey ter desaparecido do mapa; e, claro, a senhora chapada que a mãe Grey dá à Mrs. Robinson que, no filme, ainda proporcionou a si própria uma saída triunfal ao deixar cair um lenço como se fosse o presidente Obama com o microfone.

Uma vez que muita coisa foi deixada de fora, incluindo personagens, daqui, em consequência, só poderia resultar uma acção alternativa. Sem ter problemas em me desbocar: isto significou nada de Ana a ir para os copos com o irmão da Kate enquanto o Grey tratava da ex, nada da amiga a descobrir os antigos acordos para uma relação entre o Grey e a Ana, nada de trocas de e-mails entre o casal principal enquanto ela estava no trabalho o que sem dúvida me deixa bastante curiosa quanto ao que vai ser feito daqui para a frente porque, uma vez que não deu ordem para se mexer nas coisas do Jack (porque sem e-mails deixou de ter motivos para isso) como vai ele descobrir coisas que serão relevantes para mais tarde? Pois é, pois é...

E sexo: o ponto em que as Sombras vão sempre parar porque não é mais do que isto para as pessoas e, portanto, é o que o mundo anseia falar. Sim, cheguei finalmente a este ponto. Uma breve nota de como demorei a chegar a ele: é porque a história não é apenas sobre isto (fiz o mesmo reparo em relação ao primeiro filme, se bem me lembro). Falou-se que este Darker iria contar com cenas mais quentes em relação ao primeiro e eu fiquei sem saber em que me apoiar para isto. Eu gostei bastante de como as coisas foram presenteadas no primeiro. Achei as cenas essencialmente eróticas, a destacar pormenores que proporcionavam sensualidade qb ao momento. Felizmente isso foi coisa que não mudou para este filme. As cenas quentes continuam a mostrar o essencial, dando tempo de antena aos preliminares, aos avanços para o orgasmo e não para a finalidade do acto (yap: aquelas pessoas que se queixavam e queriam orgasmos no primeiro filme também não o vão ter neste segundo). Um remexer nuns saltos altos, umas mãos irrequietas cujos dedos se procuram para entrelaçar no auge do momento...são o tipo de detalhes que continuamos a ter (que eu apreciei não terem desaparecido) com a novidade da fala (oh sim, dirty language). A única cena de que digo ter esperado um pouco mais foi do momento em que o Grey e a Miss Steele se enrolam no quarto vermelho. Gosto de como a coisa está construída no livro, de como ele deixa assente que estão lá e a divertir-se com os brinquedos do quarto do prazer porque ela o quis e da afirmação da sua nova posição neste livro quando antes de se enrolar a sério com ela a livra dos apetrechos, chegando a dizer que ela é a única coisa que quer e de que necessita. No filme, a situação sexy resumiu-se a um enrolanço num sítio para onde ela ambicionava voltar, mas não foi, de todo, desagradável. Eu gosto de como ele passou a mostrar importar-se com ela.

Tal como o primeiro filme, a banda sonora deste é um grande destaque: spicy, a combinar com o ambiente em que está inserida, novamente com nomes em grande conta na indústria como o John Legend e a Sia. Tenho pontuação máxima a atribuir às músicas mais sensuais que ficaram tão-tão bem com os momentos picantes da longa-metragem, a destacar a Pray (muysexyseñor!) de JRY, a Code Blue de The-Dream e a Bom Bidi Bom do Nick Jonas com a Minaj. Como eu adoro a sincronização da imagem com a música. É como se o som apimentasse ainda mais a cena e lhe atribuísse mais qualidade. E não só nas cenas porcas: o momento em que ele está a fazer exercício, por exemplo, ou o baile de máscaras com covers de músicas que conheço por adorar Sinatra. Tão bem impressionada com a do primeiro e a do segundo filme, fico à espera que a banda sonora do terceiro filme seja tão maravilhosamente boa e adequada. E, por favor, o início com a Scientist (dos Coldplay) cantada pela Corinne Bailey Rae? Foi começar a matar: goddamn, como eu adoro essa música!

A retomar o que afirmei a uns milhares de parágrafos atrás, para concluir, seguindo a onda do filme anterior: gostei daquilo que vi, sim. I mean, estou aqui a morrer por querer voltar a ver e não poder. Foi erótico  e romântico em proporções semelhantes, com alguns ingredientes para os ânimos se exaltarem com um chefe deusquemeacuda mas canalha como tudo, um acidente de aviação que gerou a possibilidade de a Ana não vir a ser a Mrs. Grey. Há muita coisa a acontecer durante a história e admito que o desejo de que nada escape leve a parecer que tudo acontece demasiado rápido, sim. Houve cenas cuja diferença para com o livro fez com que o filme ficasse a perder, como a Ana não ir a NY por causa dele, por exemplo. No livro, ele põe as suas habilidades como controlador em prática e uma vez que detém a empresa onde ela trabalha evita que ela vá; no filme, eles falam e, depois de ele dizer que não quer que ela vá, a Ana age perante a vontade dele, afirmando perante o chefe que tinha planos e não dá para ir. Tratando-se de algo mesmo importante para ela, o não ir por ter planos parece-me a coisa mais feia de sempre quando se trata de algo que é importante para ela e ela o quer tanto; as tramas dele, neste caso, fazem mais sentido e eu não acredito que custasse muito colocar isso em filme. Mas enfim, pormenores com que consigo sobreviver. Em igual semelhança com o antecessor, não duvido do sucesso que isto terá não só gerado pela qualidade da banda sonora mas pela curiosidade que o povo tem e diz não ter e que fará com que o Darker obtenha um lucro enorme, nem que seja só para ver badalhoquices. E não é de dinheiro que as industrias gostam? Ah pois é. Agora é esperar pelo próximo ano. Felizmente, o terceiro e último filme já foi igualmente gravado. A contar pouco mais de um ano para ver a última longa-metragem da trilogia que dá que falar! Ainda estou a morrer com este, mas para morrer com o próximo, curiosa quanto às abordagens feitas às cenas que mais marcam as Sombras Livres. De uma coisa eu posso ficar descansada: a Mia Grey vai continuar loira.

 

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