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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

26
Jun17

Filosofias às 4am.

Ontem, já algumas horas depois de ter começado a ajudar pessoas, o rapaz com quem fiquei à conversa na madrugada de quinta-feira passada viu-me, riu-se e lançou-me um desafio: tentar ir até às cinco da manhã. Ia ser dose. Passámos a sair uma hora mais cedo e chegar até às cinco da manhã significaria estar cinco horas à conversa. Alguém consegue aguentar estar assim tanto tempo a falar sem parar? Eu não acreditei que fosse possível. Quando o nosso turno terminou, saímos na companhia de mais um colega a falar de Rock in Rio, foi comentado que ele ia ver os Red Hot ao Super Bock e eu ruí de inveja, depois, quando me apercebi, estávamos à conversa com o segurança do local sobre música da pesada e, sem que me apercebesse, a conversa propagou para os mais diversos temas, todos imensamente profundos e interessantes. Percebi que nos locais mais improváveis se encontram pessoas verdadeiramente interessantes e tão, mas tão cultas que a determinada altura fiquei a pensar que são aquele tipo de pessoas, pessoas que pensam pela própria cabeça e levar o conhecimento a um novo nível, que alimentam a chama da cultura para que esta não extinga. A minha participação na conversa foi mais em termos de presença: não sou faladora, ponto final. Contudo, não resisti a opinar sobre um pormenor ou outro e a ajudar a que a conversa fluísse. Quando me apercebi eram quatro da manhã...e cheguei a casa meia hora mais tarde. Estava fresco, fui mordida por um bicho e as ruas tão desertas que fui uma dos únicos três carros que se encontravam, na estrada, àquela hora, a caminho de casa. Eu não me queixo: as horas mortas são a minha praia.

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