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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

26
Jul17

Kachow!

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Quinta-feira passada (como assim já se passou praticamente uma semana?!) fui ver o novo filme da Pixar ao cinema. Kachow! Fico sempre entusiasmada com a chegada de um novo filme Disney/Pixar e este não foi excepção. Estava em pulgas e demasiado nervosa por desconhecer o que iria haver depois de o primeiro trailer surgir ser tão dramático. Estava cheia de medo que fosse o fim do Faísca, que o filme se tratasse de um adeus ao carro mais famoso do mundo e preocupou-me a minha decisão de ver o filme no cinema. Não me escapei de uma ou outra lágrima porque os filme Disney/Pixar tocam-me como só estes sabem fazer. Alerta de Spoiler: não estava tão errada quanto isso: o filme trata-se, de facto, de uma despedida, mas não numa perspectiva tão dramática como eu pensava: o Faísca não vai desaparecer do mapa (thanks god!).

O filme segue uma linha de que só me apercebi quando chegou ao fim. As dicas estão lá desde o início e eu nem sei como é que não me apercebi o que iria acontecer mais cedo. Nada dura para sempre, somos nós, de facto, quem tem controlo sobre o que fazemos e a nossa vida: somos quem decide quando iniciar ou encerrar um capítulo da nossa vida: esta é a base de todo o filme. O meu preferido continua a ser o primeiro: não resisto à consciencialização do Faísca sobre o que é realmente importante, contudo, houve coisas muitas importantes a serem feitas e mencionadas neste terceiro filme, o que o tornou para além de espectacular. Disney/Pixar: nunca desilude! Kachow!

15
Jul17

Cinema.

Apercebi-me de que, há uns tempos, o cinema contava com a minha presença pelo menos uma vez por semana: comecei a habituar-me mal. O Verão chegou e com ele vieram vários filmes que valem a pena ser vistos ainda no grande ecrã. As minhas irmãs fizeram anos no primeiro dia do mês e, além de o dia ter sido marcado com uma ida ao cinema, também o dia anterior contou com a nossa presença. Estou desde essa altura sem colocar os pés num grande ecrã e, ainda que os meus dias não sejam preenchidos com coisas menos divertidas, já sinto falta de usufruir de algo que gosto em algo que adoro.

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No último dia do mês passado fui ver o Everything, Everything. Tinha algumas luzinhas sobre o que se tratava pelo que tinha andado a perguntar a uma das minhas irmãs que tinha lido o livro. Eu não o fiz. Contudo, a publicidade feita a este filme mostrou-me os condimentos necessários para que a minha vontade de saciar a curiosidade em relação à longa-metragem perdurasse. Fiquei deliciada com o que vi, que além de me parecer verdadeiro ajudou-me a esquecer a nova política dos cinemas em relação a comida quando esta não é comprada no cinema - só mais uma estupidez que inventaram para obrigarem os clientes a gastar balúrdios -. Conhecia a actriz principal da sua participação nos Hunger Games e o rapaz, até determinada altura do filme, acreditei que se tratava do filho mais velho do David Beckham. Só depois entendi que o conhecia não por ser um Beckham mas pela sua participação no Jurassic World. A história é realmente mimosa e ilustra o amor de uma forma tão bonita que eu não consegui ficar indiferente. Se eu já adorava a ideia presente no conceito de amor, fiquei a gostar ainda mais pela crença de que histórias como aquela são reais e, em consequência, aquele sentimento tão forte também. Os meus destaques vão sem dúvida para os protagonistas. A química foi tão bem transparecida que chegou até mim. E a banda sonora? Fantástica. Isto tem sido comum nos últimos filmes que tenho visto e ainda bem.

 

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No dia seguinte, sem comidas foragidas (do ponto de vista dos cinemas), vi o Despicable Me 3. Apercebi-me, nesse mesmo dia, que vi em cinema os antecedentes da nova aventura do Gru. Quando soube que iria haver uma terceira aventura fiquei espantada. Pensei para comigo o que raio é que iriam inventar. Sou daquele tipo de pessoa que acha que, mesmo quando algo é bom, quando muito explorado pode perder qualidade. Os Minions foram um sucesso desgraçado: estão a render imenso quer em longas-metragens, quer em curtas quer na simples apresentação da Universal e Illumination.E eu compreendo, a sério. Eles são de mais. Têm piada até mais não e é tão fácil gostar deles. Quero com isto dizer que abracei a ideia de um novo filme do Gru com receio, por não saber o que poderiam inventar quando as coisas terminaram tão bem no segundo. No entanto, se houve coisa de que me apercebi ao ver o filme foi que este Despicable Me 3 apresentava, de facto, coisas novas, coisas que faziam todo o sentido e que eu ainda nem sequer tinha pensado, como a Lucy ser confrontada com o papel de mãe: como lidaria ela com isso e até mesmo as miúdas. Ou os Minions: o filme dedicado a eles deixa claro que precisam de um mestre e que são atraídos pela demonstração de poder exposta com malvadez...coisa que o Gru já no segundo começou a deixar para trás. Mais uma vez, é explorado o conceito de família, do ajuste da mesma a si própria. Tinha-me esquecido como isso é algo que eu prezo imenso. E a Agnes? Ai! Digam o que quiserem dos Minions, mas as miúdas, principalmente a Agnes, são a coisa mais adorável e é-me difícil ultrapassar a inocência e a beleza que vêem em tudo à sua maneira. Muito bom.

16
Jun17

Aqui estou eu a sair da minha caverna. (Então isto é que é a luz do dia?)

A casa está preenchida pelo som de notícias: a mãe chegou a casa e está a ver tv. As minhas irmãs estão a usufruir finalmente de umas merecidas férias: uma a fazer a sesta depois de termos acordado com os pássaros, outra a jogar Harry Potter na playstation2 enquanto em teclo, depois de quase uma semana afastada do meu pc que tirou uns dias para ir em arranjo. Embrenhar-me novamente no mundo virtual: não é como se eu tivesse estado verdadeiramente ausente, só mesmo do que não está a um só clique no telemóvel - isso basicamente significa blogs -. O arranjo estético do pc veio mesmo a calhar uma vez que a minha semana levou com várias andanças que me deixaram com pouco tempo para o tudo com que eu gosto de compor o meu dia. Então é isso, o meu pc foi para arranjo, voltou recentemente para mim e à semelhança da última vez que fiquei mais tempo do que o normal sem colocar aqui os pés: novidades? Cinema.

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Há uma semana atrás fui ver Wonder Woman com a Daniela. Houve muita publicidade a este filme, é um facto. Por onde quer que eu andasse na internet acabava em artigos relacionados com a Wonder Woman. No entanto, não seria a primeira vez que ouviria falar de um filme da DC, presenciaria a publicidade a este feita de forma a parecer a melhor coisa do mundo e, no fim, acabaria meio desiludida por o resultado final não corresponder ao estrondo que o trailer anuncia. Pensei mesmo que este filme fosse pelo mesmo caminho...e comecei a mudar de ideias quando, após a estreia, comecei a ver as reacções do mundo à longa-metragem. Até então, mesmo depois de ter visto o filme, não vi nenhuma crítica negativa. Sites de cinema, celebridades, fans, a opinião é geral: o filme está uma maravilha (não resisti ao uso deste adjectivo) e merece as críticas positivas que está a receber.

Eu já fazia intenções de ver o filme, contudo, depois da boa recepção que estava a ter do público quis que isso acontecesse ainda no grande ecrã. Atirei três filmes em escolha à Daniela dos que eu gostava de ver, ela atirou-se comigo à Wonder Woman e ainda bem. O filme foi uma agradável surpresa pela qualidade corresponder ao que está a ser publicitado. A Diana é mais uma personagem do qual eu não sabia muito (apenas tinha conhecimento sobre o seu nascimento porque o vi em versão animada no instagram). E se por norma eu não sei muito de super-heróis, quando estes são da DC sei ainda menos - sim, continuo sem bases para conseguir afirmar um super-herói de que eu gosto a valer com porquês -.

Ver o filme da Wonder Woman foi uma das melhores coisas que eu podia ter feito. Fui capaz de apreciar a história e fiquei contente por detectar algo com cabeça, tronco e membros na longa-metragem, sem sentir que a trama ocorria demasiado depressa ou existiam elementos em falta na história. O filme transmite uma imensa força e determinação de que o universo dos super-heróis em filme já precisava: estava mais do que na altura de trazer uma mulher à baila e abalar o mundo com o seu poder. Isso foi sem dúvida o que eu mais gostei, aliado à ingenuidade dela que a tornava tão pura em termos de valores. Vê-la incapaz de virar costas a quem precisava de ajuda, independentemente de as circunstâncias poderem resultar em algo calamitoso para ela, deixou-me de peito inchado: as mulheres são sem dúvida o sexo mais forte e este filme só o vem reforçar. O que eu acho? Duvido que mulher alguma vá ver este filme e não acabe a sentir-se um pouco mais super. Ah!

 

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E curiosidade? Eu não a aguentava. Estava demasiado ansiosa pela saída deste Múmia. Vi os outros três filmes conhecidos da Múmia e ainda que soubesse que este não era seguimento nem tinha nada a ver eu desejei a sua saída para eu me atirar a uma sala de cinema assim que possível. O trailer piorou a situação: a minha mente começou a divagar sobre o que eu poderia encontrar neste filme. A longa-metragem saiu e eu fiquei à espera de uma boa oportunidade para ir ver (aka folga) e ontem eu agarrei-a.

Ouvi algumas coisas más à volta disto? Ouvi, sim senhora. No dia em que fui ver Wonder Woman falei com o rapaz dos cinemas e perguntei-lhe se ele já tinha visto a Múmia e o que tinha achado: a sua careta disse tudo, mas o moço ainda acrescentou que a coisa estava muito fraquinha. Depois da opinião dele? Virei-me para algumas coisas online ao longo da semana e...bem: era tudo positivo. Fiquei dividida e no final decidi fazer o mais acertado: ver e decidir por mim mesma.

Depois de ver o filme cheguei à conclusão que tanto as críticas boas como as más tinham razão. O filme está uma mistura das duas coisas. Ao contrário do que o rapaz do cinema me disse, não consegui embirrar com os monstros. De facto, foi algo que gostei no filme. Percebi as bases, fez-me sentido e, além do mais, está bem feito. Este Múmia é mais um daqueles filmes recentes em que se pode comprovar os desenvolvimentos tecnológicos e visuais na indústria. A coisa está tão séria, há uma maldade tão vincada, que eu por vezes sentia necessidades de tapar a cara. Sinto que o filme tinha bases para dar bem o que falar, contudo, mesmo com coisas boas, conseguiram arranjar lenha para se queimarem.

Se eu gostei das criaturas, apreciei a múmia malvada e isso tudo, no que é que o filme ficou a perder? Bem, não suportei as tentativas de humor: pareceram-me forçadas, deslavadas e, na minha opinião, ajudou a que o filme perdesse a seriedade de um modo não muito positivo. E Tom Cruise. Até ao presente, desde que existo, não vi nem uma mão cheia de filmes com este actor e acredito que falar de mais de dois filmes já sou eu a ser generosa. Há actores com que eu não consigo lidar e o facto de eu não gostar deles dissuade-me de ver filmes com os mesmos. O Tom Cruise é um deles. A sua prestação na Múmia está qualquer coisa de fracota. O seu personagem estava a lidar com algo sério e deveria ter assumido a situação com o mesmo tom, contudo, o que Tom Cruise fez chegar até mim foi algo desleixado e falacioso. Foi o ponto mais fraco da longa-metragem assim como ele fez o seu personagem relacionar-se com outros. Para que isto não acabe com uma nota negativa: não posso deixar de falar do filme sem mencionar a múmia. Que escolha tão boa: quer em princesa, quer em cônjuge do mal. A miúda era mesmo gira, bolas.

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