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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

16
Jun17

Aqui estou eu a sair da minha caverna. (Então isto é que é a luz do dia?)

A casa está preenchida pelo som de notícias: a mãe chegou a casa e está a ver tv. As minhas irmãs estão a usufruir finalmente de umas merecidas férias: uma a fazer a sesta depois de termos acordado com os pássaros, outra a jogar Harry Potter na playstation2 enquanto em teclo, depois de quase uma semana afastada do meu pc que tirou uns dias para ir em arranjo. Embrenhar-me novamente no mundo virtual: não é como se eu tivesse estado verdadeiramente ausente, só mesmo do que não está a um só clique no telemóvel - isso basicamente significa blogs -. O arranjo estético do pc veio mesmo a calhar uma vez que a minha semana levou com várias andanças que me deixaram com pouco tempo para o tudo com que eu gosto de compor o meu dia. Então é isso, o meu pc foi para arranjo, voltou recentemente para mim e à semelhança da última vez que fiquei mais tempo do que o normal sem colocar aqui os pés: novidades? Cinema.

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Há uma semana atrás fui ver Wonder Woman com a Daniela. Houve muita publicidade a este filme, é um facto. Por onde quer que eu andasse na internet acabava em artigos relacionados com a Wonder Woman. No entanto, não seria a primeira vez que ouviria falar de um filme da DC, presenciaria a publicidade a este feita de forma a parecer a melhor coisa do mundo e, no fim, acabaria meio desiludida por o resultado final não corresponder ao estrondo que o trailer anuncia. Pensei mesmo que este filme fosse pelo mesmo caminho...e comecei a mudar de ideias quando, após a estreia, comecei a ver as reacções do mundo à longa-metragem. Até então, mesmo depois de ter visto o filme, não vi nenhuma crítica negativa. Sites de cinema, celebridades, fans, a opinião é geral: o filme está uma maravilha (não resisti ao uso deste adjectivo) e merece as críticas positivas que está a receber.

Eu já fazia intenções de ver o filme, contudo, depois da boa recepção que estava a ter do público quis que isso acontecesse ainda no grande ecrã. Atirei três filmes em escolha à Daniela dos que eu gostava de ver, ela atirou-se comigo à Wonder Woman e ainda bem. O filme foi uma agradável surpresa pela qualidade corresponder ao que está a ser publicitado. A Diana é mais uma personagem do qual eu não sabia muito (apenas tinha conhecimento sobre o seu nascimento porque o vi em versão animada no instagram). E se por norma eu não sei muito de super-heróis, quando estes são da DC sei ainda menos - sim, continuo sem bases para conseguir afirmar um super-herói de que eu gosto a valer com porquês -.

Ver o filme da Wonder Woman foi uma das melhores coisas que eu podia ter feito. Fui capaz de apreciar a história e fiquei contente por detectar algo com cabeça, tronco e membros na longa-metragem, sem sentir que a trama ocorria demasiado depressa ou existiam elementos em falta na história. O filme transmite uma imensa força e determinação de que o universo dos super-heróis em filme já precisava: estava mais do que na altura de trazer uma mulher à baila e abalar o mundo com o seu poder. Isso foi sem dúvida o que eu mais gostei, aliado à ingenuidade dela que a tornava tão pura em termos de valores. Vê-la incapaz de virar costas a quem precisava de ajuda, independentemente de as circunstâncias poderem resultar em algo calamitoso para ela, deixou-me de peito inchado: as mulheres são sem dúvida o sexo mais forte e este filme só o vem reforçar. O que eu acho? Duvido que mulher alguma vá ver este filme e não acabe a sentir-se um pouco mais super. Ah!

 

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E curiosidade? Eu não a aguentava. Estava demasiado ansiosa pela saída deste Múmia. Vi os outros três filmes conhecidos da Múmia e ainda que soubesse que este não era seguimento nem tinha nada a ver eu desejei a sua saída para eu me atirar a uma sala de cinema assim que possível. O trailer piorou a situação: a minha mente começou a divagar sobre o que eu poderia encontrar neste filme. A longa-metragem saiu e eu fiquei à espera de uma boa oportunidade para ir ver (aka folga) e ontem eu agarrei-a.

Ouvi algumas coisas más à volta disto? Ouvi, sim senhora. No dia em que fui ver Wonder Woman falei com o rapaz dos cinemas e perguntei-lhe se ele já tinha visto a Múmia e o que tinha achado: a sua careta disse tudo, mas o moço ainda acrescentou que a coisa estava muito fraquinha. Depois da opinião dele? Virei-me para algumas coisas online ao longo da semana e...bem: era tudo positivo. Fiquei dividida e no final decidi fazer o mais acertado: ver e decidir por mim mesma.

Depois de ver o filme cheguei à conclusão que tanto as críticas boas como as más tinham razão. O filme está uma mistura das duas coisas. Ao contrário do que o rapaz do cinema me disse, não consegui embirrar com os monstros. De facto, foi algo que gostei no filme. Percebi as bases, fez-me sentido e, além do mais, está bem feito. Este Múmia é mais um daqueles filmes recentes em que se pode comprovar os desenvolvimentos tecnológicos e visuais na indústria. A coisa está tão séria, há uma maldade tão vincada, que eu por vezes sentia necessidades de tapar a cara. Sinto que o filme tinha bases para dar bem o que falar, contudo, mesmo com coisas boas, conseguiram arranjar lenha para se queimarem.

Se eu gostei das criaturas, apreciei a múmia malvada e isso tudo, no que é que o filme ficou a perder? Bem, não suportei as tentativas de humor: pareceram-me forçadas, deslavadas e, na minha opinião, ajudou a que o filme perdesse a seriedade de um modo não muito positivo. E Tom Cruise. Até ao presente, desde que existo, não vi nem uma mão cheia de filmes com este actor e acredito que falar de mais de dois filmes já sou eu a ser generosa. Há actores com que eu não consigo lidar e o facto de eu não gostar deles dissuade-me de ver filmes com os mesmos. O Tom Cruise é um deles. A sua prestação na Múmia está qualquer coisa de fracota. O seu personagem estava a lidar com algo sério e deveria ter assumido a situação com o mesmo tom, contudo, o que Tom Cruise fez chegar até mim foi algo desleixado e falacioso. Foi o ponto mais fraco da longa-metragem assim como ele fez o seu personagem relacionar-se com outros. Para que isto não acabe com uma nota negativa: não posso deixar de falar do filme sem mencionar a múmia. Que escolha tão boa: quer em princesa, quer em cônjuge do mal. A miúda era mesmo gira, bolas.

20
Mai17

"Serve in Heaven or reign in Hell?"

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Quinta-feira em cinema significa: estreiaaaassss. Estava a morrer por ver este novo filme da série Aliens. Estava tão entusiasmada, tão ansiosa por ver os progressos na história, que decidi, quando soube da longa-metragem, alistar-me como uma espectadora no grande ecrã. Hell yeah: decidi ver o filme no cinema. Não é algo que toda a gente goste: das pessoas com quem me dou sou a única que gosta deste tipo de coisas...exceptuando o meu pai. Eu sugeri-lhe ir ver o filme comigo, mas mesmo que ele não quisesse: eu ia ver sozinha. Ele aceitou a minha sugestão e acompanhou-me nesta quinta, estreando-se no 4DX. Pois é, pois é: não fiz as coisas pela metade. Fui ver um filme de Aliens ao cinema e atirei-me ao estrondo que é uma experiência a 4DX. Foi a minha terceira vez (completa) numa sessão assim e a primeira do meu pai que, pelo que me apercebi, gostou imenso.

Este Alien - Covenant ainda trata de antecedentes dos filmes Aliens: é, como já deve ser sabido, continuação do Prometheus que, por acaso, eu achei fraquinho. Este? Foi melhorzinho. Quando este filme começou, cheguei a pensar que estava super enganada, que não se tratava da continuação da prequela coisa nenhuma porque referências estava quieto. Contudo, estas existiram...mas já quando o filme contava com, pelo menos, trinta/quarenta minutos (ou mais) de exibição. Não é uma sequela literal, coisa que eu pensei que fosse. O que quer isto dizer: ainda que seja continuação do Prometheus, e que venha a explicar o surgimento das criaturas de duas bocas - que eu acho fantásticas - o filme quase parece independente: não relacionado com o seu antecedente e, verdade seja dita, mais do mesmo não só face ao Prometheus como a todos os outros: uma nave grande, uma tripulação à procura de sarilhos, uma exploração que dá para o torto e BAM: temos papa para criaturas que portam ácido nas suas veias.

Em termos de história, o filme não é nada de mais. Nenhum é: é um facto, (fora o primeiro Alien porque foi a novidade); eu sinceramente já contava com este ponto por isso não houve panos para mangas que me fizessem sentir desiludida. O meu fascínio, mais do que tudo, vai para as criaturas. Estava morta pelo tempo de antena dos neomorfos, ansiosa como tudo porque a evolução cinematográfica trás coisas bem feitas e toda a gente o sabe. Há uns tempos atrás deparei-me com um artigo sobre o filme e o que me saltou à vista foi a afirmação do produtor de que a criatura estava mais perversa e...caraças porque, para mim, se houve algo que fez o filme valer algo foram exactamente os bichos de duas bocas: mais inteligentes, mais articulados (ao estilo Samara Morgan), mais mortíferos. A-do-rei. Até agora, foi dos filmes que presentou melhor o público com o terror das criaturas mas, de novo: com as tecnologias de hoje em dia para efeitos especiais não era de se esperar outra coisa. O filme, portanto, mostrou um bom aproveitamento dos recursos para proporcionar ao espectador um filme com bons efeitos visuais.

Por ter ido ver o filme a 4DX fui presenteada com o melhor: cadeiras a mexerem-se como tudo, luzes a simular relâmpagos, fumaça dentro da sala e água a fazer referência à própria e a sangue: cada vez que alguma pessoa morria e sangue era projectado eu levava com água em cima. E quando os neomorfos atacavam? Oh meu Deus: a cadeira atirava-me para os lados, uma fita batia-me nas pernas à medida que os bichos mexiam e atacavam com as caudas. Foi um máximo e potencialmente o melhor da experiência. Já mencionei que levei com água a simular sangue, não já? E que levei com muita água, não é? Quanto mais avançamos no tempo, mais a censura em cinema é posta de parte: é o que é.

Não foi um mau filme, portanto. Fui entretida e o meu gosto, alimentado pela curiosidade, foi elucidado em relação ao aparecimento dos aliens - o propósito da longa-metragem, relembro -. Houve muitas coisas previsíveis, outras um bocado mal feitas, mas tudo é suportado e ignorado pelo tempo de antena dos aliens. São, de facto, a estrela do filme (quando por fim aparecem) e brilham em todo os planos em que aparecem. Em relação à origem das criaturas até que fui surpreendida. Não estava à espera que a coisa tivesse mão de alguém e que [SPOILER] a coisa tivesse sido propositada. Cheira-me que este segmento do que antecede os filme alien a ainda não vai ficar por aqui, o que tecnicamente não é uma coisa má: mais aliens para mim: ah!

17
Mai17

Andei a ver...

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Depois do caos que causou o ataque informático e do pouco espaço de manobra que o meu horário me dá, consegui finalmente arranjar um espaço para sentar o rabo na cadeira e fazer um post. O fim-de-semana foi marcado com uma data de coisas ao mesmo tempo: o papa, o Benfica, a eurovisão, o ataque informático...as arrumações cá em casa e o meu receio de me conectar ao mundo virtual baseado no meu medo de apanhar o vírus, como chegou a acontecer com algumas pessoas. Mas eis que saí do meu buraco e vim afirmar que ando a sair mais cedo. Duas horas mais cedo. Mas nem por isso sinto que tenho mais tenho. Só tenho o poucoespaçodemanobra mais cedo. Fim-de-semana é tempo de recarregar energias (para alguns). O meu fds foi preenchido com uma remodelação à sala de estar, arrumações na garagem, pizza e um almoço no domingo com a família toda. Foi no domingo que decidi que merecia ronha em frente à televisão. Acabei por ver dois filmes, (que ainda não tinha visto), coisa que não acontecia há algum tempo. Ver o Noah foi o resultado de limpezas nas gravações da box. Sentia falta disto. De ver filmes novos. O máximo que andava a fazer era, sábados e domingos de manhã, aproveitar os filmes de animação já vistos que estavam a dar na televisão. Foi bom variar.

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