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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

19
Jun17

Ter mais gastando menos.

Ontem foi o último dia da feira do livro. Apercebi-me disso hoje quando olhei para o calendário e vi que estávamos a dezanove de Junho. Como assim a feira do livro já terminou? Sinto que não a aproveitei como devia, ainda que tenha feito boas compras e aproveitado dezanove livros no total. Estive a pensar nos gastos, agora que a feira terminou, e pus-me a fazer contas relativamente ao quanto tinha poupado no total, com as duas idas à feira. Este ano o meu orçamento era maior. Deixei o dinheiro, que ganhei da formação que fiz, de parte e estive, mais do que nas outras edições da feira do livro, à-vontade em relação a custos. Ainda que o dinheiro estivesse inteiramente reservado para livros, eu estabeleci mentalmente um limite e acho que, daqui para a frente vou manter esse orçamento, independentemente da possibilidade de ter mais na carteira.

A feira do livro de Lisboa, este ano, arrecadou 144.09€ de livros que vieram parar às minhas mãos (oh meu Deus, tanto!), deste valor apenas 55.37€ saíram do meu orçamento; do resto: foram livros oferecidos: seis pelo meu pai, cinco, tecnicamente, pela minha avó. Foi, portanto, uma poupança maior. Uma poupança de dimensões ginórmicas se eu pensar que esses 144.09€ poderiam ser, na verdade, 251.89€ caso tivesse adquirido os livros a preço de editor. A diferença entre estes dois valores foi de 107.80€, o que deixa à vista que, apesar dos gastos, houve uma senhora poupança para os três inferidos.

Este tipo de contas são um bálsamo para a alma. Deixa claro aos meus olhos que apesar de ter sido gasto dinheiro, a poupança é indiscutível e em boas proporções! Estou já ansiosa por aquilo que posso adquirir na feira no próximo ano. Acredite-se, ou não, eu já comecei a fazer lista: foi inevitável depois de ter visto determinadas coisas na feira: quero ter a certeza de que não me esqueço deles.

Ainda estou encalhada na leitura de uma das aquisições que fiz da feira, o segundo a que me atirei dos novos que foram comprados. Começou bem, mas agora está a custar-me um pouco pois estou a sensação de que é tudo igual. Há um padrão de acontecimentos desde um início que se mantém até então, já depois de metade do livro: atracção, ela diz não, ele dá-lhe a volta, enrolam-se, ela afasta-se. Atracção, ela diz não, ele dá-lhe a volta, enrolam-se, ela afasta-se....e por aí. No início, as recusas dela deixam-me entusiasmada e pensei que a protagonista tivesse uma grande força de carácter e se soubesse impor, sem admitir que uma pessoa que mal conhece mandasse nela, mas agora... Uma coisa é certa: eu não estou a cair de amores pelo protagonista, como as sinopses em todo o lado disseram que aconteceria.

09
Jun17

87ª edição da Feira do Livro. - Parte 2

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Segunda ida à feira do livro? Foi. A. Lou-cu-ra. Oh meu Deus. Fui para o parque Eduardo VII com a minha lista em riste, com os devidos apontamentos em relação ao que adquirir em que editoras para mais tarde não me perder. Foi a minha segunda ida à feira e a primeira vez em que usei, de facto, dinheiro do meu orçamento: as minhas primeiras aquisições foram, tecnicamente, oferecidas pela minha avó. Eis em que se resumiu o segundo assalto: onze livros. Espera, tenho de repetir: onze livros. Socorro, ainda que a minha lista fosse pseudo-grande eu não contava sair de lá com muitos-muitos livros. Vou para a feira do livro com um orçamento que eu respeito até ao fim, contudo, na altura, acabo sempre por me gerir perante os gastos e há sempre livros que ficam para trás. Este ano, tudo o que pertencia à Quinta Essência (Duas irmãs, um duque; Mais do que sedução; Sedução perigosa; Dominadas; Incontrolável) foi-me oferecido pelo meu pai, assim como o Dúvida Razoável, um dia anterior, da Topseller. Isso significou uma poupança considerável no meu orçamento. Beeeemmmm considerável.

Preto no branco, ontem comprei seis livros. Desses seis, três não levei com a magia da Hora H: os outros dois da trilogia Este Homem da Jodi Malpas (estou neste momento a ler o primeiro dos três e estou a apreciar um pouco mais do romance em comparação com a história do guarda-costas) e Um Mar de Rosas da Nora Roberts (Saída de Emergência: vende livros bem bons e só prega rasteiras na feira a quem quer comprar).

Em termos de custos e poupanças, a minha segunda ida à feira do livros tirou-me 55.37€ do bolso. Se tivesse comprado os livros com o seu preço de editor? Ter-me-iam saído a 94.65€; poupei, então, há volta de 40€. Mas, tendo em conta que vim para casa com onze livros, a poupança foi, na verdade, ainda maior. Estive a fazer as contas e se tivesse comprado os onze livros, os gastos seriam de 95.77€ (com as devidas promoções de 50%; teria pago praticamente o que dei pelos seis que levei: a preço de editor). Isto significa que por onze livros houve poupança de 80.08€. Nada, nada, mesmo nadaaaaaaaaa mau!

06
Jun17

O livro do guarda-costas e a menina bonita do papá.

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Primeira aquisição da feira do livro deste ano? Completamente devorada. Não lia um livro tão rápido desde os livros da Elle Kennedy que devorei algures em Maio. Estava tão animada com a temática deste livro que pegar nele e embrenhar-me na história foi uma das coisas mais fáceis de sempre. Comprei-o na sexta, comecei a lê-lo no mesmo dia e acabei-o hoje de madrugada. Tecnicamente demorei à volta de três dias, no entanto, não deixo de pensar quão rápido o li, em comparação com os últimos tempos, tendo em conta que, até o acabar, sábado, domingo e segunda não li mais do que duas horas e meia por dia - sim, eu contei -.

Ora bem, guarda-costas. Eu adoro histórias de guarda-costas. Não, o filme com a Whitney Houston não é dos meus preferidos, mas em livro há qualquer coisa de intenso nesse tipo de história. O Protector de Jodi Malpas oferece-nos a história de amor entre um guarda-costas e a rapariga que ele é contratado para proteger. Ao contrário do que eu pensava, o que mais me interessou neste livro foi a trama por trás do que a punha em perigo. Há vários segredos por desvendar ao longo da história, principalmente relacionados com o personagem principal, e, ainda que eu tenha andado às voltas com as minhas teorias, os fantasmas do homem não me moveram como o porquê de a rapariga estar em risco. Claro que ele tinha problemas, claro que ele escondia algo, claro que o que quer que tivesse acontecido ainda o deixava um farrapo e eu queria saber o que era, no entanto, não era por causa dele que ela estava em apuros. Toda eu fui movida por esse caminho, pela curiosidade de descobrir o porquê de lhe quererem fazer mal. E face à descoberta...não posso dizer que tenha ficado desiludida. As bases até foram boas e também acho que a escritora soube construir a trama. A mesma opinião não tive sobre a relação amorosa do livro.

Não sei dizer a última vez que li um livro em que acabasse com uma opinião tão morna sobre a junção de duas personagens. Eu gostei que eles tivessem ficado juntos: uma das coisas que mais gostei foi o impacto que eles tiveram um no outro, acho que a Jodi Malpas soube dar os toques certos em pormenores neste ponto: a química entre a Camille e o Jake é muito evidente e eu nem sequer embirrei com o facto de esta estar à vista no primeiro momento em que eles se vêem. Quer dizer, eu acredito que essas coisas acontecem. O que não aconteceu foi essa química chegar a mim. Eu adoro deparar-me com histórias em que a atracção entre os personagens é tão viva, que eu, ao ler, chego a ficar com borboletas na barriga. A relação da Camille e do Jake não me trouxe nada e perante isso todo o tipo de desenvolvimentos na relação deles com o avançar da história me pareceu repentino.

As noções de tempo também me pareceram confusas. Num dia o segurança é contratado, noutro tem a indicação de um prazo de três dias. Findam os três dias com eles super apaixonados e a indicação de que ela o conhece há semanas. Como assim, semanas? Ela não o conhece quando ele começa a ser o seu guarda-costas? Há três/quatro dias? A ideia com que eu fiquei foi que a acção se desenrola em menos de uma semana: a escritora, pelos vistos, não tem a mesma ideia.

Não posso dizer que tenha sido um livro mau porque não foi. Eu gostei do que li. Em cinco, dei-lhe um quatro porque tem mais qualquer coisa do que envolvimentos numa cama/casa de banho/ao ar livre. Eu gostei do contraste do primeiro impacto: a atracção misturada com aversão. Gostei da maneira como ela, mais tarde, mostrou confiar nele sem pensar duas vezes, gostei dos momentos em que ela estava em segurança, não se estavam a comer, e ambos não faziam mais do que desfrutar da companhia um do outro, gostei da coragem dela na maneira como lidou com o pouco que sabia do passado dele e o respeitou, sem forçar a barra, em relação ao mesmo, da trama, repito, apreciei as ideias em que a história foi construída e, já agora, da capa: bem que cumpre o seu propósito e faz o produto vender. Estou neste momento a ler o segundo livro que comprei da mesma escritora na feira do livro. Diz que foi um best-seller: a ver o que vou encontrar aqui.

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