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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

03
Abr17

"They created me. But they can not control me."

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Sinto que a minha miss está a ver a luz do dia depois de vários dias de tanta rebaldaria (o que importa que hoje, mais cedo, tenha feito outro post?). Foram dias de saídas sem intervalos e graças a isso a sensação que eu tenho é que não coloco os pés aqui há uma eternidade. Sexta-feira foram os anos do meu baixista preferido e eu saí à noite com a Smartie para marcarmos os anos do rapaz. Calhou mesmo bem porque a saída fez com que estivéssemos juntas à meia-noite e eu pude dar-lhe pessoalmente os parabéns no início do seu dia de anos. Durante o fim-de-semana também estive ocupada, o que fez com que eu mal ligasse o pc. Sábado foi a comemoração do aniversário da Smartie (sou a mais nova, mais uma vez!). Ela quis aproveitar o dia para satisfazermos a curiosidade em relação ao Ghost in the Shell e quando me informou das suas intenções eu até fiz festa.

Quando fomos à Comic Con no ano passado um dos filmes de que mais ouvimos falar foi o Ghost in the Shell. Vi o trailer vezes suficientes para ficar curiosa e decidir que assim que estreasse eu tinha de ver. Graças à Smartie eu pude ver a longa-metragem pouco depois do seu dia de estreia. Soube, na altura, que era baseado num mangá e que já havia um anime baseado no mesmo, no entanto, eu mantive a minha curiosidade concentrada no filme que ia sair e nada fiz para investigar o que já havia. Fui para a sala de cinema com a mente aberta em relação ao que eu iria ver, sem expectativas e completamente convicta de que o filme que eu iria ver tinha como base a questão da identidade: o saber quem sou. O decorrer do filme fez-me pensar que eu não estava tão enganada quanto isso. Houve várias questões levantadas que giraram em torno do quem somos e também sobre o que faz com que nós sejamos quem somos (aiaii...nem depois de eu ter acabado o curso...).

O que vi deixou-me muito entusiasmada pelos efeitos visuais que estão mesmo muito bons e que me fizeram pensar durante todo o filme em como as tecnologias evoluíram e como a indústria aproveitou bem essa evolução. Foi-me impossível não fazer comparações com aquilo que se vê em filmes antigos e o que se vê nos filmes de hoje em termos de efeitos especiais. Este Ghost in the Shell é um óptimo exemplo da aplicação dessa evolução. Achei a história interessante e as questões sobre o eu bastante óbvias e esperadas (tal como eu disse anteriormente) assim que as notas introdutórias surgiram no início do filme, contudo, não senti a sombra do previsível a pairar sobre a longa-metragem por isso. A interpretação da Scarlett Johansson foi boa e sublinhou no meu cérebro que ela tem jeito para este tipo de papéis. Num qualquer momento do filme foi-me impossível não me lembrar do seu papel como Lucy no filme da mesma autoria: encontrei, de facto, semelhanças na representação das duas personagens.

Senti-me tão bem servida com o filme que a curiosidade com o que já existia despertou em grande. O filme acabou comigo a refilar por não concordar com algumas teorias que eram afirmadas e comigo a dizer que precisava de ver o anime para constatar até que ponto o filme se assemelhava à versão animada. A minha intenção era vê-lo ontem mas no meio de tanta limpeza isso acabou por não acontecer. Decidi que de hoje não passava e, assim que consegui, afiambrei-me ao anime, tornando-se claro, com o decorrer do mesmo, para onde as minhas preferências iriam cair no final de tudo.

Se no filme eu encontrei algumas linhas que achei confusas, no anime dei por mim a precisar de rever e ouvir determinadas cenas porque a minha confusão era maior. Existem várias diferenças, claro. Na opinião que eu formei a diferença de anos entre o anime e o filme nem chegou a ser ponderada; concentrei-me no modo de como a história foi apresentada e não de como esta fora feita em 95.

Senti que em filme a história foi oferecida ao público com mais sentido relativamente a pormenores que, esmiuçados, podem fazer a diferença. Como se nesta versão houvesse a preocupação de criar algo também com cabeça e tronco e não só pés. Foi essa a impressão que o anime me deixou: uma máxima concentração na criminalidade, colocando para um segundo plano (bem grande) o facto da personagem principal ser um robô com cérebro humano, tanto que se no filme isso me pareceu uma questão importante até para a própria Major, no anime isso não chegou a saltar-me à vista e senti tantas coisas por explicar...como a personagem principal passar de Major a ser tratada por Motoko: ou isso me passou ao lado ou então foi mesmo do nada.

O facto de ter achado o filme melhor que o anime não significa que este não tenha apresentado os seus quês. Não percebi, de todo, porque raio falavam em inglês excepto um velhote que falava japonês. Percebi muito menos porque é que todos se comunicavam em inglês com esse velhote e tudo era percebido como se da mesma língua se tratasse. Um só personagem a falar japonês... Não percebi o sentido disto. E discordei na quantidade de vezes que se afirmou que o indivíduo não se afirma pelas suas memórias mas sim naquilo que faz. É uma afirmação que dá muito pano para mangas: não me façam falar...

Mas há coisas boas que tiro desta longa-metragem e que devem (voltar a) ser mencionadas: 1) gostei e achei realmente interessante o que vi, 2) depois de ter visto o anime considero que, em filme, Ghost in the Shell foi melhor explorado, (pelo menos esteve mais ao meu gosto), e 3) a química entre a Major e o Batou. Sou parvinha pela ideia do amor e posso ver coisas onde não existem: é um facto. Mas eu bem senti ali uma tensão que me agradou e essa esteve presente tanto em filme como no anime: yey!

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