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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

24
Mar17

Uma rosa encantada (no meio de tulipas).

Pois é, pois é. Estou de volta... Nunca um olá me foi tão complicado de dizer, acho. Ainda que por vezes eu me ponha com ausências devido a viagens desta vez foi diferente por a ausência se ter dado para o estrangeiro. Fui a Amesterdão, voltei e o regresso teve um gosto tão amargo...não estava pronta para abandonar aquela cidade e para definir a mesma como memória. Amesterdão ganhou mesmo um pedaço do meu coração, tal como eu esperava, e eu sinto falta do seu frio (ainda que por vezes insuportável) dos seus canais, dos sinos das igrejas, da animação da praça principal, da sandes de peixe típica de lá que era mais que boa. A minha mente ainda é toda ela uma tulipa, mas nada como uma história com uma rosa encantada para me ajudar a suportar as saudades daquele pedaço que vi da Holanda.

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Quando digo que estava para morrer com a ideia de ver este filme eu não brincava. Porque finalmente, FINALMENTE, a Disney tinha decidido pegar numa das minhas histórias preferidas desde sempre. Isto é tão pouco usual. Ainda que tenha gostado do live-action da Cinderella a verdade é que a história não me trouxe satisfação em proporções desmedidas. Sim, adorei o filme. Sim, adorei que estivesse tão parecido à animação. Não, não me desiludiu nem um pouco. Contudo, convenhamos: a história da Cinderella e da Branca de Neve são aquelas em que mais se pega para fazer filmes e eu estava sedenta por uma oportunidade à Bela e o Monstro.

Fiquei tão feliz quando foi anunciado, ainda mais feliz e ansiosa quando comecei a ver fotos, teasers, trailers e afins. A coisa estava mesmo a tomar forma de longa-metragem e a Disney iria presentear o público com um monstro nada aldrabado! No seu dia de estreia eu já tinha nos meus planos a Disney no Gelo e por isso não consegui ver o filme logo-logo que saiu. Nem nos dias seguintes porque, pronto, fui para Amesterdão (aiiii!). Então quando fui ver esta preciosidade? Quarta-feira. Um dia depois de voltar a terras lusas, a morrer ainda mais de curiosidade porque na altura já uma data de pessoas tinha visto e eu andei a cuscar opiniões e comentários: tudo o que eu vi foi uma garantia de que a Disney, mais uma vez, iria deitar-me por terra: nada que eu não estivesse à espera.

Isto sou eu a fazer um post a recomendar um filme, não para dizer que já vi e que, basicamente, chorei do início ao fim...ainda que isso tenha acontecido assim que apareceu o castelo que deixa claro que o filme é da autoria da Disney. O filme tem diversos momentos que me deixam sensibilizada na versão animada e foi impossível não ficar de olhos aguados ao ver isso tudo tão bem posto em live-action.

As minhas expectativas estavam mesmo muito elevadas por uma data de componentes: o elenco, o facto de ser Disney, gostar tanto e ter sido tão bem servida durante anos com a versão animada... No entanto, a preciosidade que está este Beauty and the Beast superou o que eu esperava. Fui presenteada com uma história que eu adoro e que conseguiu ganhar mais forma, aperfeiçoada com pormenores. Tudo parece ter ficado mais esclarecido no live-action. Houve, sem dúvida, mais atenção dada aos detalhes, à história dos personagens que os levou até ao ponto em que nós os conhecemos. Eu gostei mesmo muito disto.

Este Beauty and the Beast não deixou de ser composto pelas músicas características da animação e até por falas: há um todo que remete uma pessoa ao filme de 91 e eu toda me tornei líquido ao apaixonar-me por esta versão da história. Foi como se me tivesse a inteirar da história pela primeira vez, como se eu nunca tivesse conhecido o Monstro e a Bella e todos os objectos animados que durante anos me fizeram as delícias. O filme está muito-muito fiel à versão animada, ainda que não a siga à risca. Reconheci coisas que sempre conheci, mas também fui capaz de identificar aquilo que, para mim, corresponde a situações da versão original. Então, posso dizer que este filme corresponde a uma perfeita combinação entre o que é dado da história original e do filme da animação com aperfeiçoamentos nos próprios personagens, fazendo com que estes façam mais sentido e, por sua vez, acabem por melhorar a história em si.

Recusei-me a sair da sala de cinema até o castelo da Disney voltar a aparecer após o fim dos créditos. Até lá, fui chorando porque não há muito mais que eu consiga fazer quando oiço a Beauty and the Beast, recordando os meus momentos preferidos do filme tão bem feitos neste live-action. Tem tudo para ser um dos melhores do ano e sem dúvida que o é para mim. Quando penso no que vi toda a minha mente explode em cores e em loiça dançante...no meio de tulipas (owww). Estou tão mortinha por ver o filme outra vez! E está super recomendado! Este é um daqueles filmes em que dizer que amei parece pouco.

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