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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

16
Fev15

Hoje foi dia de...

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Ver As Cinquenta Sombras de Grey pela segunda vez...e meia. Penei três dias, sentindo-me desgraçada porque tinha a certeza de que não ia ver tão cedo. Mas pimbas: consegui. Ainda esperei levar desconto do rapaz que volta e meia se mete comigo, mas nop. E o que é que isso importa? Meti-me na sala de cinema e levei com mais duas horas de Mr. Grey, rindo-me às gargalhadas, volta e meia, - quando pensei que não o iria fazer -, porque na fila atrás de mim estava um grupo de amigos - com muitos rapazes - que passaram grande parte do filme a fazer comentários daquele tipo que quem ouve não consegue ficar indiferente. Mesmo-mesmo atrás de mim estava um casal (?) e o homem da relação também dava voz às suas observações, por vezes. E ainda que se risse e parecesse estar a gostar, numa das últimas cenas intensas saiu-se com um: "Eu não seria capaz de ter uma relação destas. É humilhante e degradante" o que achei realmente infeliz. Custa-me muito ver o quão difícil é, para as pessoas, assimilar que neste tipo de relações não há obrigações; há acordo mútuo e só se faz o que ambas as partes querem. Não entendo: sou eu que tenho uma má visão da coisa? Quer dizer, não é como se o Grey obrigasse a Ana a estar intimamente com ele, de que forma for. Uma coisa é degradante e/ou humilhante quando a pessoa sujeita a essa pseudo 'degradação'/'humilhação' o faz de livre vontade? Quando assim o quer e deseja? Continuo sem entender e acho que vou continuar sem perceber essa total repulsa por gostos - porque, sim, no fundo, é disso que se trata -. Mas, fora isso, reconheceram os Rolling Stones e veneraram a música da Annie Lennox. Portanto: duplo ponto positivo.

Foi a segunda vez que fui ver o filme e quando acabou já queria ver mais. No cinema a que fui, duas salas têm o filme em exibição e quando a minha sessão terminou, as sombras estavam em intervalo na outra sala. A ideia de ficar a fazer tempo e voltar para onde eu estava, quando a próxima sessão começasse, era aliciante, mas não foi o que acabou por acontecer. Senti-me uma verdadeira Rapunzel a contrariar a palavra da Gothel e a pôr os pés fora da torre pela primeira vez, receosa pela reacção da 'mãe'. Meti-me na outra sala e fiquei a ver a segunda parte do filme até ao fim. SO.co.rro. Quase me sinto capaz de ser punida com umas palmadas - ah-ah, humor ao nível das Cinquenta Sombras -. Sinto-me delinquente mas de transgressão justificada: ver duas vezes, em pouco menos de duas horas, o Grey a dar conta da Steele ao som da Crazy in Love no grande ecrã é...ui! - isto é a minha pele quente? Claro, nenhum espanto aqui -. A banda sonora pareceu-me ainda melhor do que na primeira vez e do que em todas as vezes que eu estive a ouvir em casa. E o filme em si? Eu não sabia, mas uma vez e meia podem fazer a diferença para melhor. Desta vez não fiquei com a sensação de que algumas cenas tinham passado a correr. Desta vez fui muito mais capaz de ver as sombras como filme em vez de um conjunto de cenas de um livro - devido, exactamente, ao achar que algumas cenas tinham sabido a pouco. A minha próxima ida já está potencialmente marcada. Sexta-feira, aí vou eu de novo. Can't wait!

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