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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

24
Jun15

Fanny Hill.

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No Verão do ano passado, já quase há um ano, antes de me atirar ao regresso a casa, ainda cheguei a passar por um centro comercial e por comprar um livro de bolso. Estava realmente entusiasmada com a compra dado que tinha seguido os meus instintos, atiçados pela sinopse. Cheguei a desmotivar um pouco quando percebi que o dito cujo era somente composto por narrativa e por esse mesmo motivo arquivei-o no meio de tantas leituras que pretendo fazer.

Há uma semana decidi que, sendo pequeno e tudo, estava mais do que na altura de conhecer a Fanny Hill, a personagem principal que nos dá a conhecer a sua vida por cartas. Demorei mais tempo do que pretendia, isso é um facto. O livro tem pouco mais de 250 páginas e eu demorei a ler numa semana o que costumo devorar em um dia e meio, dois. A verdade é que em termos de linguagem, Fanny Hill é feito da mesma farinha que o Orgulho e Preconceito. Adoro escrita cuidadosa e com floreados, mas o que este tipo de escrita tem de bom também pode ter de mau. Foi cansativo. Um livro tão pequeno e eu não conseguia devorar mais de dez páginas de seguida porque me deixava maçada. Mas isto tem de ter um lado positivo: mesmo com várias coisas por fazer, mesmo achando cansativo, mesmo tendo demorado mais tempo do que pretendia, foi infinitamente mais rápido de devorar do que o Orgulho e Preconceito.

Não estava minimamente familiarizada com o que o livro se tratava. A sinopse menciona casas de prostituição, mas na minha cabeça não fiz da obra algo pior do que várias coisas que já li. Comecei a perceber o que tinha comprado quando: 1) o meu pai me apanhou com o livro na mão e comentou "ora aí está um livro bem porco" e 2) quando decidida a ler, coloquei uma foto no instagram a respeito do bicho e fui cuscar que tipos de fotos estavam associadas ao nome do autor. O que a sinopse afirma é que se trata da história de uma rapariga que, enganada, vai parar a uma casa de prostituição e lá fica até conhecer o amor da sua vida que a tira de lá, experienciando com ela tempos mágicos antes de desaparecer sem deixar rasto, deixando-a desamparada, grávida e a ver-se obrigada a virar-se sozinha.

Foi por uma ideia errada, que compus baseada nisto, que levei o livro. Na minha cabeça imaginei uma rapariga que seria salva pelo amor da sua vida de uma vida que lhe tinha sido imposta, contra vontade, mas que este homem era um idiota que a tinha abandonado quando descoberto que estava grávida. Acreditei que se teriam passado alguns anos, entretanto, que ela teria um filho grande e que o regresso do pai da criança trazia arrependimento e determinação em corrigir os seus erros para todos serem uma grande família feliz. Se calhar, estou demasiado moldada a Nora Roberts.

Eis do que verdadeiramente se tratava (fundamentado na minha leitura): Fanny Hill deixa a sua aldeia, que nada tinha para lhe oferecer, para ir para Londres. É enganada e levada para uma casa de alterne onde, não, não tem uma vida assim tão atribulada quanto isso. Ela é virgem quando lá põe os pés e virgem quando foge de lá, levada por aquele que acredita ser amor da sua vida. A vida de ambos é maravilhosa enquanto estão juntos; tão boa que Fanny acaba por engravidar e descobre-o uns tempos após o desaparecimento do seu homem. Ao contrário do que eu pensava, não é uma gravidez que vinga e, ao contrário do que fui levada a crer, foi o seu pós-casadeprostituição que se revelou mais conturbado. Ela vira amante de um homem rico e a partir daí a coisa só vai piorando - ou melhorando, depende do ponto de vista - porque se antes ela não chegou a exercer a profissão em que se viu, obrigada, passou a fazê-lo depois, de livre vontade. Foi aqui que me deparei com toda a pouca vergonha e mais alguma. A dona Fanny Hill achou que seria muito giro relatar não só as suas experiências quanto prostituta mas também a das colegas nas suas cartas. Experiências solitárias, em conjunto - sim, do tipo que estão a pensar -, com homens com o mais variado tipo de gostos na hora H. Fiquei tão abananada com tanta badalhoquice que me virei para Nora Roberts, agora que me livrei da Fanny Hill. O problema esteve no facto de o livro se tratar, basicamente, de experiências de sexo atrás de sexo e isso, por acaso, é maçador. Contudo, aqui estou eu a dizer que a história não foi inteiramente desagradável. Deixou-me uma centelha de curiosidade que me levou a pesquisar se existia algum registo cinematográfico da coisa e, vejam só, havia.

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No próprio dia em que findei a leitura, atirei-me a uma série, de dois episódios, de Fanny Hill. Estava a cópia exacta do que eu tinha lido? Não, principalmente o segundo episódio. Se foi melhor que o livro? Também acho que não. Sou capaz de os apontar quase ao mesmo nível. É uma mini série que se vê bem e que complementa a leitura. Não tão saturante, verdade seja dita, e com isso só tem a ganhar. Além de que a rapariga que foram buscar para interpretar a Fanny Hill era bem gira.

Não posso arquivar o assunto sem falar do nome da personagem. Fanny Hill. ARGH. Na verdade, o seu nome verdadeiro era Frances Hill e quem me dera que tivesse sido usado em vez do que ficou. Percebo que Fanny seja mais catchy, mas a Casa dos Segredos deturpou o nome Fanny na minha cabeça. Foi a custo que consegui imaginar uma rapariga sem vestígios de concorrentes de reality shows.

Fanny Hill foi o quarto livro escrito por um homem que eu li, o que é surpreendente tendo em conta o tipo de livro que é. Também é o mais antigo, passando à frente do Orgulho e Preconceito que foi publicado em 1813. Fanny Hill é de 1748. E ainda que a Jane Austen tenha terminado a história do Darcy e da Elizabeth em 1797 - eu fui investigar, sim -, Fanny Hill não deixa de ganhar em antiguidade. Besides, John Cleland escreveu Fanny Hill na prisão, o que é qualquer coisa.

Não deixou de ser uma boa leitura para satisfazer a curiosidade. É sempre bom expandir conhecimentos literários, principalmente quando falamos de obras de séculos anteriores. Tem o seu quê de interessante.

22
Jun15

Acabadinho de ver#193

ispitonyourgrave.jpgA história de uma rapariga que é brutalmente violada por cinco homens diferentes e que se vinga dos mesmos de forma extremamente violenta. Não vi com censuras algumas. Houve cenas em que tive de desviar a cara e tudo. Fuuuuuu. E uma vez que um dos violadores era o xerife, posso só apontar o quanto ri quando, vendo a sua situação a ficar preta, o estupor do homem pediu para a mulher não fazer nada porque ele era um homem de família - ainda por cima - e um homem de Deus? Porque raio é que afirmar que se é um homem de Deus faz as pessoas pensarem que têm o direito de ser perdoadas de tudo? Não entendo estas mentalidades.

19
Jun15

Dos desafios que estavam em lista de espera - 7 Things.

snow passou-me este desafio - obrigada! - em Março (!) e eu só estou a pegar nele agora. Shame on me, mas antes tarde do que nunca! Principalmente quando eu fazia mesmo intenções de responder ao desafio. Então, vamos a isto:

 

 

7 coisas para fazer antes de morrer:

  1. Ir à Disneyland.
  2. Viver em Londres.
  3. Constituir família.
  4. Tirar um curso de fotografia.
  5. Viver num duplex.
  6. Fazer tatuagens no estrangeiro.
  7. Ser realmente, profundamente, boa em alguma coisa.

 

7 coisas que mais digo:

  1. Sem comentários.
  2. Socorro.
  3. 'Tás a gozar?
  4. Oh meu Deus.
  5. Não sei.
  6. Vou deixar passar porque teria de falar muito e não me apetece.
  7. Pronto, tinha de ser.

 

7 coisas que faço bem:

  1. Ponderar antes de agir.
  2. Imaginar/divagar.
  3. Poupar dinheiro/controlar gastos.
  4. Ver filmes.
  5. Passar despercebida.
  6. Ler as pessoas (ou assim acredito).
  7. Ouvir os outros.

 

7 coisas que não faço bem:

  1. Comer determinados legumes.
  2. Cumprir prazos, por vezes.
  3. Lidar com questões relacionadas com a vida profissional.
  4. Suportar dias quentes.
  5. Desenhar pessoas.
  6. Chegar ao cerne da filosofia; bah.
  7. Falar sobre mim.

 

7 coisas que me encantam:

  1. Chuva.
  2. Frio.
  3. Disney.
  4. Homens que sabem ser divertidos, atenciosos e astutos ao mesmo tempo; (pode não parecer, mas este tipo não é tão comum assim; só em livros mesmo).
  5. Crianças.
  6. Finais felizes.
  7. Sentir-me relevante/especial para alguém.

 

7 coisas que amo:

  1. Gelado de chocolate.
  2. Livros.
  3. Romances.
  4. Filmes.
  5. Natal.
  6. Música.
  7. Fotografia.

 

7 coisas que não gosto:

  1. Não saber o que vestir.
  2. Visuais que misturam rosa choque com vermelho.
  3. Preconceito.
  4. Injustiças.
  5. Achar que o mundo inteiro é melhor que eu.
  6. Pessoas que se acham superiores.
  7. Sentir-me posta de parte.

 

7 pessoas a que passo:

  1.  • Smartie
  2. shiro ayato
  3. ∞ quinn
  4. Shiniia
  5. Pandi
  6. ~ panda
  7. maggie
17
Jun15

A ouvir...

16605-lp1.jpgFKA twigs. Andava morta para explorar os seus dotes artísticos. Infelizmente, estava sempre a esquecer-me de o fazer. Terça-feira foi o meu finalmente e aqui estou eu: instalada no meu portátil, a tentar corrigir um trabalho e a ouvir a noiva do Pattinson. A ideia com que fiquei foi que a sua Water Me é a mais famosa e foi por essa música que comecei. Ela não é nada má, não senhora.

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