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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

12
Jun15

50 sombras no Tivoli.

Clarins-10Abri2015-01.jpg"Só vim avisar-vos de que é proibido efectuar qualquer tipo de registo do que aqui se vai passar. Tirar fotografias ou fazer vídeos. E se alguém estiver a usar o telemóvel durante o espectáculo a pessoa ao lado está autorizada a dar palmadas a quem tiver o telemóvel. Se mesmo assim a pessoa continuar...é porque está a gostar. E não é do telemóvel". Foi assim que as primeiras gargalhadas me foram arrancadas sexta-feira, na semana passada.

Quando soube que ia haver uma peça de teatro dirigida às 50 sombras de Grey - a um preço acessível ainda por cima - a minha cabeça começou a magicar para eu não perder o que li ser um sucesso no estrangeiro. Supostamente, deveria ter visto há dois fins-de-semana atrás, mas as sessões de Domingo foram todas canceladas. Queixei-me por ter ficado a chuchar no dedo mas acabei por festejar quando em compensação recebi um bilhete melhor, para a segunda fila da plateia, bem em frente ao palco.

Sabia que era uma comédia, que era um musical, e estava convicta de que ia gostar.

Não é um exagero se eu afirmar que desde o primeiro minuto da peça comecei a rir-me que nem uma perdida, chorando por vezes graças ao mesmo, e que isto durou até ao fim.

Eis do que se trata: três mulheres decidem ler as 50 sombras de Grey no seu clube de leitura e durante duas horas recebemos não só as suas impressões sobre o livro como uma Ana e um Grey que saem das páginas numa representação que exagera no ridículo na obra da E.L.James.

Foi melhor do que eu pensava.

Não consegui levar a paródia a sério. Se fiquei ofendida por se ter gozado com a história quando fui uma das pessoas a afirmar que gostou do que leu? Não. Ainda que seja uma peça que aponta as sombras de Grey como um livro badalhoco que tem muitas pontas por onde não se pode pegar, é tão bem disposta e divertida que isso é secundário.

O meu chapéu tirado? Vai sem dúvida para os actores. Já conhecia alguns da televisão mas ver ao vivo tem outro gosto. Além do mais, surpreenderam-me e muito com os seus dotes vocais. Não levei muito a sério aquela parte do musical, mas a verdade é que estive perante não só grandes actores como cantores. E as músicas eram tão divertidas... Vi a peça há uma semana atrás e ainda dou por mim a rir sozinha e a cantar as músicas.

E ficar com lugares tão bons claro que tinha de trazer bónus. Vários foram os momentos em que os actores saíram do palco e vaguearam pela plateia. Estava mesmo na pontinha da segunda fila, junto ao corredor central. Escapei-me de abordagens até ao fim, altura em que o Christian Grey me sorriu e piscou o olho e o Elliot/multipersonagens se debruçou sobre mim, apoiado no meu assento, e lançou o seu charme sobre mim e a Smartie.

Ainda que já se tenha passado uma semana não quis deixar passar a oportunidade de afirmar como foi algo que valeu a pena. Houve uma altura em que acreditei que se perdesse isto ia ficar ressentida e agora que já vi posso dizer que tinha razão. O espectáculo está bem construído, até com alguns improvisos estudados que dão vida a falsas interrupções na representação. Isso só melhorou e me fez gostar mais do que estava a ver.

Se tiverem a oportunidade de ver, crentes de vai ser algo giro, vão. A minha impressão sobre a peça foi deixada neste post enquanto eu me ria, relembrando o José, que foi só um dos melhores personagens dali.

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