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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

12
Ago15

"Let the NERDS take over!"

Estreei-me no cinema com mais um primo, que não vejo muitas vezes, e não voltarei a repetir a estupidez de sair com ele. O meu dia levou um reset total quando saí de casa e vi o céu nublado. Não choveu, mas ao jogar pelo seguro substituí praia por uma visita ao Cristo Rei e uma ida ao cinema. O meu primo de Moçambique estava incluído nos planos assim como o filho de uma prima nossa.

Desde cedo comecei a receber avisos de que o rapaz se portava mal; ainda que não fosse a primeira vez que ouvia uma coisa daquelas achei que não havia problema com qualquer plano que eu organizasse porque sempre que eu via o miúdo ele era um amor de pessoa. Pois: umas horas foram o suficiente para eu mudar de ideias.

Decidi que saídas com ele nunca mais. Poucas horas foram o suficiente para o desgraçado moer a minha paciência, a das minhas irmãs e a do nosso primo de Moçambique, com a sua mania de que podia fazer o que quisesse, independentemente de haverem figuras mais velhas a quem ele devia respeito. Horrível. Foi desde a obrigar-me a ir para a escada do prédio de toalha porque achou que era mais do que normal abrir a porta e ir para a rua, sem mais nem menos; a desafiar-me com o facto de ir ver um filme que não era para a sua idade, ameaçando ir sozinho e tudo; a comportar-se como um selvagem na sala de cinema, sem respeito por ninguém, chegando a mostrar-se ofendido quando eu o reprimia, e como um macaco a subir a árvores na rua. No fim, o menino não deve ter gostado de ser posto na linha e quando estacionei o carro em casa foi logo para casa da minha avó sem sequer se despedir. E eu, estúpida, a acreditar que ele era uma jóia quando afinal toda a gente que afirmava que ele era um trapaceiro tinha razão. Enfim. A única coisa decente que saiu da sua boca foi a sugestão de ir ao cinema e depois de minutos - estupidamente gastos, diga-se - a decidir qual o filme a ver, em última hora, fomos ver o Pixels que me surpreendeu pela positiva, por acaso.

pixels_2015_movie_posters_05.jpgSou sincera quando afirmo que não estava bem por dentro do assunto. A única coisa que eu memorizei em relação ao filme foi que era uma comédia e que era mais um dos que fazia menções a jogos antigos (clássicos) e que por isso deveria ser super fixe. Achei que não tinha uma história em específico ainda que visse no trailer uma mistura de jogos com a realidade e soubesse que isso se daria por algum motivo. Fiquei satisfeita com as justificações que encontrei. Tem sempre outro gosto quando vamos ver um filme sem conhecimento dos seus fundamentos. Uma invasão de extraterrestres - pontos aqui - que se dá por um engano e a forma que os ETs arranjam para declarar guerra à Terra é através da recriação de jogos antigos no real. Super-super. Está exactamente aquilo que eu achei: engraçado e original. Deve ser um dos primeiros filmes em que o Adam Sandler entra que eu vejo, que não me parece de chacha e até tive muito gosto em ver. Será um filme a voltar a ver. Se virem Pixels façam o favor de ficar nos primeiros minutos dos créditos finais, por favor. Além do filme em si, estou a fazer um super destaque a estes créditos uma vez que retrata o filme inteiro em versão jogo. Isto foi tão Wreck-It Ralph que era impossível não amar. E posso só dizer que ver um filme com o Josh Gad depois de ele ter feito a voz do Olaf do Frozen é obra? Porque, a sério, é. Vão ver!

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