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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

22
Dez16

O último concerto do ano.

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No mesmo dia em que fui ao Lisboa Games Week descobri que estavam a fazer concertos no Casino de Lisboa. Dei uma vista de olhos pelos nomes dos artistas e o do Diogo Piçarra chamou-me à atenção tanto quanto o facto de os concertos serem de entrada livre. Não havia a mínima hipótese de fazer uma surpresa à minha irmã que gosta dele quando ela eventualmente iria descobrir graças às redes sociais, contudo, desde logo ficou acordado que nós iríamos marcar presença no casino.

Foi a primeira vez que lá meti os pés. Pode-se tirar fotografias no casino? Porque eu fiquei mesmo com vontade e tenho um pouco de pena de não o ter feito como gostaria.

O tempo de espera foi curto porque pela primeira vez na minha vida não achei necessidade de ir para lá cedo, nem conseguiria, na verdade: o concerto foi nesta segunda-feira e eu tinha uma enchente de coisas para fazer (nomeadamente o post anterior que estive a escrever até sair de casa, literalmente). Acreditei que por ser onde era nem iria muita gente; descobri pelo próprio Piçarra que estava enganada: o casino portou oito mil pessoas para o ver: so, so crazy.

O show teve muitas semelhanças com o concerto que vi no Meo Sudoeste: uma ou outra música a mais e um diferente alinhamento salvam-me de dizer que foi igual. E a diferença no nome, claro. Em fez de dizer "'Bora lá, Sudoeste", dizia Lisboa. Ele mostrou-se a mesma pessoa querida e atenciosa para com o público e eu gostei disso.

Algumas das suas músicas pareceram-me mais fixes nesta segunda vez que o vi ao vivo e aquilo que no Verão eu não conhecia muito bem desta vez eu apreciei à brava. Não cantei quase nada porque sou um zero e não sei quase músicas nenhumas e no que sabia estava ocupada a filmar para ficar com memórias e a alma na minha voz não era tanta para não se ouvir nas filmagens que fiz: até foram várias (a compensar mais uma vez o concerto do Sudoeste uma vez que queria guardar a máquina para a Sia).

Não fazia ideia de que este concerto no Casino era o seu último do ano e sabê-lo fez-me estimar ainda mais a experiência. Compareci num dos seus concertos a meio do ano, no pico do Verão, e marquei presença no seu último, no último mês do ano, e sem ter dispensado mais do que gasolina. Foi também o meu último concerto do ano. Acreditei que o Sudoeste era a minha última experiência do tipo este ano, mas os acasos existem para nos trocar as voltas: bendita hora que fui ao Lisboa Games Week, bendita a hora que coloquei os pés no parque das nações naquele dia, bendita hora que o cartaz me chamou à atenção!

19
Dez16

Comic Con. (edição 2016)

Hoje faz exactamente uma semana que eu voltei a casa depois de uns dias bem passados no Porto. Dei o ar da minha graça dois dias depois de ter chegado e ainda que tenha desejado vir exprimir-me sobre o propósito da viagem, acabo sempre por me perder em outras coisas que tenho e arranjo para fazer. Então, sim: uma semana depois do meu regresso, já assimilei as minhas experiências no Porto, quem revi, quem conheci, o que me diverti, já assimilei por entre leituras e lidas domésticas que - socorro - parecem ter aumentado para o dobro com a vinda do Natal e, por fim, estou aqui. Estou aqui pronta a falar sobre a Comic Con.

Hmmm...a Comic Con, o que posso dizer sobre a Comic Con? Posso começar por dizer que fui dar uma vista de olhos ao post que fiz o ano passado e que sempre se verificou o que afirmei no final: disse um até para o ano à Comic Con, graças à Smartie. Desfrutei mesmo muito da prenda de aniversário que ela me deu e: confesso: tudo me tocou muito mais do que eu estava à espera. A partir do momento que soube que ia ao Porto, e que ia marcar presença na Comic Con, passei a prestar mais atenção aos convidados e às curiosidades que iam estar presentes. Este ano a Comic Con ia atender aos gostos do pessoal que é fan (principalmente) de Avengers, de How I met your mother, de Walking Dead, de Big Bang Theory e Harry Potter e, vejam só: de tudo, a única coisa de que estou a par (e apenas em filme) é Harry Potter. Cheguei a um ponto em que acreditava que a Smartie iria usufruir do evento mais do que eu por estar suuuuppppeeeerrrrrrrr à sua medida: pessoas que ela conhece, a falar de coisas que ela conhece e gosta...tudo perfeito. Contudo, eu percebi que estava enganada e se a Smartie desfrutou do que a Comic Con lhe ofereceu este ano eu não fiquei nada atrás: fiquei tão maravilhada e satisfeita como o ano passado.

Este ano as coisas foram ligeiramente diferentes em relação a 2015 em que fui para o Porto no primeiro dia da Comic Con e voltei para casa no último. Isto significa que para falar da prenda da Smartie posso falar em dois patamares diferentes: passeios pelo Porto e Comic Con. O primeiro dia lá foi usado para eu guardar a cidade na minha máquina xpto e a manhã do dia seguinte, o primeiro dia da Comic Con, também. Senti que ir um dia mais cedo para o Porto fez toda a diferença. Senti que o tempo que disponibilizámos para passear foi o suficiente para eu ver o essencial e o que realmente pretendia. Isto, por sua vez, significou que: uma vez que os passeios estavam feitos, os dias da Comic Con eram para a Comic Con. Foi uma verdadeira surpresa para mim ir para a Exponor de manhã no segundo, terceiro e último dia, sair de lá à noite e, mesmo assim, não arranjar pedaços mortos de tempo em que me aborrecia em lá estar: foi, sinceramente, awesome todas as horas que passei na Comic Con.

No primeiro dia do evento eu vi o painel da Rila Fukushima. Guardei na minha memória que foi o ponto principal do dia, em contraste com os restantes dias que tiveram mais do que um painel interessante num só dia e, por isso, não consigo precisar o que se deu em que dia - porque, ainda por cima, houve convidados que deram o ar de sua graça em mais do que um -. Eu conhecia a Rila de um único trabalho que vi: um filme do Wolverine. Fui traída pelo filme que me levou a pensar que ela era uma perita em inglês e, afinal, não era: até foi fofo. A Rila esteve para mim como vários outros convidados se mostraram, ou seja: o que eu conhecia deles não ia além de um trabalho. A Ivana Baquero, por exemplo, que entra numa série que toda a gente na Comic Con conhecia (menos eu) e a única coisa que eu conhecia do seu trabalho era (e é) o Labirinto do Fauno. A Cobie Smulders - divertiiiiiiiiiiidaaaaaaaaaa que só visto - que reconheço de Safe Heaven (só mais tarde, for real, me apercebi que me lembrava de a ver nos Avengers). E o Kevin Sussman? Foi a propósito da série The Big Bang Theory (que eu não vejo) e o lugar onde fui e sou capaz de o reconhecer a 100% de imediato foi num filme em que o Will Smith porta o papel principal: Hitch (filme fantástico, já agora). 

No segundo dia do evento comecei os meus poucos registos com famous people. Sem passeios pelo Porto em vista, pusemos os pés na Comic Con ainda antes do almoço e com isso fomos à sessão de autógrafos do Joe Reitman.

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Estava nervosa como tudo quando fui ao seu encontro por ter de falar com o meu inglês com ferrugem. Cumprimentei-o e ele começou desde logo a ser um querido comigo. Disse-lhe que tinha tido oportunidade de falar e de tirar uma foto com ele o ano passado. Estupidamente, perguntei se ele tinha alguma memória disso. Argh: culpo a 100% os meus nervos: porque, claro, - pergunta parva - ele ia mesmo lembrar-se de uma cara que viu por cinco minutos há um ano atrás. Socorro. Ele desculpou-se dizendo que falava com muitas pessoas neste tipo de eventos e eu desvalorizei a questão, pedindo-lhe desculpa pelo meu inglês porque comecei a engasgar-me com as palavras. Ele, simpático, teve a vez de desvalorizar a questão dizendo que o meu inglês era bem melhor que o seu português. Deu-me um autógrafo, fez-me um smile no mesmo e no fim tirei uma selfie que podia ter ficado infinitamente melhor se eu não tivesse o telefone que tenho. Ainda é o mesmo do ano passado e a qualidade das fotografias parece, aos meus olhos, que piora conforme o tempo passa: e pior se se tratar de selfies. Ainda assim, eu estimei a memória: um upgrade da minha selfie com o Joe de 2015. Coloquei-a no instagram com uma legenda bonitinha em que agradeci a sua simpatia e o próprio foi ao meu instagram comentar a foto, afirmando que tínhamos de tirar uma outra porque aquela estava desfocada. Ri-me e fiquei parva porque agora tenho oficialmente o comentário de um VIP na lista de comentários que já me fizeram no insta e...gosh, eu não podia simplesmente negar-me à coisa ao afirmar que o meu telefone está com os pés virados para a cova e que não iríamos conseguir uma coisa melhor. Mas quem tem Smartie tem tudo: minutos depois de eu ver o comentário do Joe eu encontrei-o e fui tirar outra selfie com ele, desta vez com o telefone da Smartie que é infinitamente melhor que o meu. Assim que me viu ele afirmou que tínhamos de tirar outra selfie e eu esperei que ele acabasse de o fazer com outra rapariga para o fazer comigo. Para não arcar com culpas nenhumas, entreguei o telefone ao Joe e disse para ele tirar a selfie. Tirou uma, tirou duas e foi vê-las, ficando frustrado quando viu que ainda não estavam boas. Quis tirar mais uma, afirmando que eu merecia uma foto em condições e essa foto foi a que coloquei aí em cima. BAM.

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Ficou à vista de toda a gente que as luzes dos holofotes da Comic Con estavam voltados para o Harry Potter. Eu fiquei contente quando soube que iam estares actores presentes e um deles que eu teria todo o gosto em conhecer. A Smartie, no primeiro dia, chegou-se à frente e além de comprar autógrafos e fotos para si, fê-lo também para mim para com o Jason Isaacs e eu vibrei. O que eu tinha bem presente na minha cabeça era o papel por que ele vinha à Comic Con: Lucius Malfoy, no entanto, a Smartie a falar abriu-me a mente para outras coisas e eu percebi que se fosse possível eu gostaria imenso de tirar uma foto com ele porque além de entrar no Harry Potter, ele tinha entrado num filme do Peter Pan, uma história que me é querida - não se nota: pelo amor de Deus, tenho uma tatuagem a respeito de -, e não só o fizera como intrepertara o pai da Wendy e um dos vilões que mais gosto: o Capitão Gancho. Socorro, eu gostava mesmo de ter uma foto com o Capitão Gancho! Foi graças à Smartie que isso aconteceu. Antes do painel do Harry Potter fui tirar uma foto com o Lucious Malfoy/Mr. Darling/ Captain Hook. Se eu estava nervosa para falar com o Joe, Zen não era o meu nome do meio quando encontrei o Jason. Cumprimentei-o com um sorriso simpático, chocada comigo mesma porque no pouco diálogo que tive com o homem não me engasguei uma única vez. Fui de máquina fotográfica ao pescoço e ele chegou a fazer um reparo sobre a mesma: "Cool camera". Tenho a foto bem guardada e cada vez que me lembro que tenho uma foto com o Capitão Gancho eu flipo. Os painéis do Harry Potter foram divertidos que só visto, o humor do Jason fez-me rir até mais não e foram o ponto alto da Comic Con, juntamente com os painéis da Cobie Smulders. Muito, muito top!

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Foi no último dia que tive a oportunidade de ir tirar uma foto com a Rila. Foi mesmo antes do último painel do Harry Potter, o último painel da Comic Con. Era a primeira na fila e durante o tempo que estive à espera ainda cheguei a ver a Katie Leung, que passou mesmo ao meu lado por duas vezes - saindo e voltando para a área dos VIPs -. Ponderei falar com ela, dizer-lhe um olá, mas ela estava com uma cara de don't talk to me! e eu não me quis arriscar. Durante os painéis do Harry Potter? Ela já parecia uma querida. Ultrapassei o momento rapidamente. Quando fui ter com a Rila estava ansiosa e nervosa - nada de novo -. Ela esperava com um ar simpático e bem disposto e assim que entrei na sala ela brindou-me com um eufórico "Hi!" ao que eu - oh jesus - respondi "Olá!". Tipo, olá. A rapariga já fala mal inglês e eu estava a atirar-lhe português para cima. Pedi-lhe desculpa enquanto lhe apertava a mão e ela desvalorizou o meu atrapalhamento, dando-me um abraço. Tirámos uma foto janota - that one - e se eu tinha pensado em agradecer pela foto e despedir-me me japonês - porque sou pseudo informada por crescer com vários animes -, tudo isso foi varrido da minha mente no momento para eu não correr o risco de me voltar a envergonhar.

A ida à Comic Con teve muitos pontos altos e poucos pontos menos bons...como a caixa de multibanco (que eu nem sequer usei mas que nem por isso deixou de me incomodar com o facto de não ter dinheiro, as suas filas e ser só uma), ou as mulheres maduras que vão pedir, alegando que é para ajudar x e que te lançam quase a lista toda das maldições proibidas do Harry Potter se não contribuires, ou a jornalista que foi moderar dois painéis com um inglês pior do que o meu - e eu nem pensei que isso fosse possível! -.

Este ano também estava a contar rever o Mário Augusto e cobrar uma selfie em condições. Estava mesmo previsto que ele fosse à Comic Con, contudo, ele estava doente e não conseguiu ir. Gostava muito de o ter revisto, mas não posso dizer que o seu trabalho foi mal entregue quando para o substituir veio o Joe Reitman. Os painéis que ele moderou foram para além de fantásticos e divertidos ao ponto de uma pessoa chorar a rir. Espero que para o ano ele o faça mais. Cada vez mais bem impressionada a cada aparição do homem, foi com gosto que eu e a Smartie fomos ao painel dele próprio onde, por entre pedidos de pessoas a trazer em edições futuras pela parte do público, o Joe falou sobre alguns trabalhos, como funciona e trabalha a Comic Con e até como passou ele a ser a cara lacora que trata de big stuff do evento. O Joe foi sem dúvida um ponto super alto, para mim, nesta Comic Con. Era como se, a cada nova vez que o via, passasse a gostar mais dele. No final do seu painel fui pedir mais um autógrafo, tirei uma nova selfie juntamente com a Smartie e, porque achei mesmo necessário, cheguei a pedir-lhe um abraço e a despedirmo-nos, disse-lhe que o painel tinha sido um máximo e ele disse que eu era uma querida. Ele disse que nos víamos para o ano na Comic Con e ao apontar com o dedo para mim acrescentou: "See you on instagram". Eu ri-me. You rock, Joe!

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E recordações? O que trouxe como recordação da Comic Con? Bem, tirei selfies e fotos polaroids com a Smartie. Sentei-me no Iron Throne (hell yeahhhh!), tirei foto com as tartarugas ninja e afirmei-me como Hufflepuff ao tirar fotos com acessórios do Harry Potter. Além disso, a minha pessoa comprou coisas. A primeira coisa que comprei foram Funko Pops e, dessa forma, acrescentei a Bella e a pequena Moana à minha colecção (uhuhhhh!), uma vez que eram must have obrigatórios.

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Não me quis desgraçar apenas em Funko Pops e as muitas voltas que dei por entre as bancas da Comic Con foi a avaliar os artigos. No fim? Absolvi-me do crime de abandonar uma t-shirt fantástica há uns anos atrás, com o bónus de ter comprado com referência não só ao Harry Potter, ao Senhor dos Anéis, ao Star Wars como a Game of Thrones também. Vim para casa com o Alien do Toy Story em Lego (muito, muito obrigada Comic Con: queria tannntooooooooo!), marcadores de livros do Jack e da Sally e um sticker do awesome Rei Anão do Hobbit. Nada, nada mal! Estou super contente por ter tido oportunidade de desfrutar da Comic Con este ano. Percebo, agora, que talvez tenha ficado ainda mais impressionada que o ano passado porque neste momento não vejo a próxima edição da Comic Con na minha vida como uma possibilidade mas sim como algo que quero e que vou fazer para ser real. O que será que estará reservado para a edição do próximo ano? Ahhh, mal posso esperar!

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14
Dez16

De volta ao ninho...

Eu nem quero acreditar que há uma semana atrás andava a laurear a pevide no norte do País. Estive quase uma semana no Porto e foi tudo tão bom que nem sei. Senti falta de ter a minha gente à minha volta, no entanto, não senti falta nenhuma de ser gata borralheira, coisa que retomou assim que voltei a casa e que hoje em particular até me deixou chateada. Não tenho problemas em ser Cinderella. É para arrumar? 'bora lá. É para aspirar e passar a esfregona? Certo. É para passar a roupa e deixar tudo num brinco? Tudo bem. O que eu não gosto é que sobre tudo para mim. Porque se estou sozinha é uma coisa; se há mais gente em casa, a meu ver, depois de ter passado o dia a arrumar e a limpar todos os recantos da casa, não tem de sobrar tudo para mim. Hoje foi entendido que não é bem assim. Hoje foi entendido que eu posso passar o dia a ser gata borralheira mas não é por haver outras pessoas em casa que eu posso tirar folga e deixar de o ser. Vim do Porto tão fresca, tão cheia de boas energias das coisas fantásticas que tinha experienciado e voltei para a obrigação de arrumar, limpar, cuidar da casa. Mas os dias que a Smartie me ofereceu como prenda de anos foram maravilhosos. Diverti-me imenso e enchi a barriga daquela cidade bonita na minha época favorita do ano. Tirei fotos aos montes e ainda que o palco principal seja o instagram, este ano não me esqueço de deixar um gosto aqui na miss. Argh, posso voltar para lá?

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07
Dez16

Nem acredito que este dia chegou!

Oh-meu-Deus. Dia sete de Dezembro. Chegou finalmente o dia de usufruir da prenda de aniversário que a Smartie me deu este ano. A sério que estou a horas de embarcar no avião? A sério que estou a horas de ir para o Porto? E amanhã: socorro: vou voltar a dizer olá à Comic Con, depois da minha experiência no ano passado. Estou tão-tão entusiasmada. Realmente ansiosa, ao ponto de sentir bichos saltitões no estômago, por voltar a meter os pés numa cidade que visitei pela primeira vez o ano passado e me surpreendeu tanto (pela positiva).

O Porto deliciou-me e eu ainda dou por mim a sorrir sozinha quando me lembro de estar à noite na Avenida dos Aliados, encadeada pelas decorações de Natal: a árvore enorme em frente à câmara municipal, as luzes pelas árvores e afins, uma pista de gelo onde pais e filhos ou casais patinavam, carrinhos de pipocas e algodão doce e música com teor natalício. O Porto deixou-me com recordações mesmo boas e eu estou pronta a guardar e a registar novas, desta vez: com uma máquina xpto. Vou estar uns dias fora, portanto, praticamente uma semana (ahhh!). Já disse que estou impaciente? Este ano visitei algumas cidades ao longo do ano e esta que me foi oferecida parece-me uma óptima maneira de começar a dizer adeus a um ano que me trouxe coisas boas. Até para a semana, então!

04
Dez16

Guerra (por) Sangue

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Hoje tive a oportunidade de ver o novo filme da série Underworld. Até ao fim. Na quinta-feira passada, dia um de Dezembro, fui vê-lo ao cinema com a Smartie no seu dia de estreia. Ao contrário de hoje, atirámo-nos ao filme na sua versão 4DX - aquela coisa fantástica que oferece ao filme o bónus de cadeiras que mexem, luzes, cheiros, água, relembro -. Nesse dia, e dessa vez, vimos metade do filme por duas vezes devido a problemas técnicos: as cadeiras vibratórias e o resto dos efeitos não estavam sincronizados com o filme. Não estavam da primeira vez, nem da segunda: o que levou a que o filme fosse realmente interrompido e que o dinheiro fosse devolvido às pessoas. Nunca assisti a uma sessão de cinema que, devido a problemas, voltavam a rodar o filme do início, voltavam a interrompê-lo, pediam às pessoas para sair e devolviam o dinheiro. Quer dizer: há sempre uma primeira vez para tudo. Hoje, então, foi o dia. Numa versão normal e igualmente boa.

Estava ansiosa pela vinda deste filme não só porque tenho acompanhado a guerra entre vampiros e lobisomens, mas pela forma como o Underworld: Awakening, o anterior, acabou. Finais em aberto não combinam comigo. Principalmente quando depois destes não há data de estreia para o que se segue. Vá lá que não tive de esperar taaaannnttoooo assim para saber mais das lutas da Selene. Esse é realmente o grande ponto por que me interesso por esta saga: não só por a Selene ser uma badass do caraças mas por aquilo com que ela tem de lidar no meio de uma guerra entre espécies.

A saga, conforme avança, não fica aborrecida. O que mais gostei continua a ser o primeiro de todos, mas agrada-me que os seguintes tenham sempre um factor novo que influencia o seguimento da guerra e da história. Não achei este Blood Wars um filme digno de óscar, mas, também, não acho que qualquer filme Underworld seja feito com esse propósito. No entanto, para quem gosta, talvez não deva ser deixado de se ver. Eu gostei do que vi e acredito não estar enganada quando afirmo que gostarei do que ainda vem (ainda que, baaahhhh: já não tenha o factor que impulsionou o meu interesse). É impressionante como a cada filme a Selene ganha sempre uma nova característica que a torna mais ambicionada e odiada. E posso só dizer como gosto do novo look? O cabelo preto com madeixas brancas até lhe dá um ar mais perigoso: bonita a mulher já é e muuuiiittoooooo.

Ver a Kate Beckinsale em acção é sempre qualquer coisa que sabe bem. E neste Blood Wars, tal como o anterior, ainda se pode contar com a participação do Theo James. Só coisas boas, portanto. PORÉM: tenho de o dizer: nem um nem outro são razões para se levar crianças de seis, sete anos a ver um filme destes no cinema. Há muita violência explícita e, pelo amor de amor: criaturas que ficam sem cabeças, morrem queimadas e ainda outras que são cortadas ao meio: as tripas dos lobisomens a afogar o ecrã de cinema! Há filmes de animação, recentes, que valem a pena ser vistos. Levem os vossos filhos a verem as aventuras da Moana pelo pacífico em vez de os confinarem numa sala de cinema para verem [SPOILER ] uma vampira a arrancar a coluna a um lobisomem mutante cujos restos mortais, - tudo o que o significado tripas tem direito -, estão num bom plano sem censura.

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