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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

31
Jan17

Comecei o dia a chorar.

 

Vi esta preciosidade assim que acordei e o tumulto de emoções, que ainda perdura aqui dentro, foi tão grande que cada vez que vejo essa maravilha acabo a chorar de tão alike que está com a animação. Tenho os sentimentos ao rubro e estou ainda mais entusiasmada pela saída do filme. E, meu Deus, eu já aprendi: no que toca a Disney o resultado só pode ser positivo: a música da Bela e o Monstro mesmo cantada pela Ariana Grande - conhecida pelo meu cérebro pela rapariga que canta e eu não sou capaz de entender nada - continua a coisa mais bonita e mágica de todo o sempre. Ahh, Disney, Disney... Eu desconfio que sei qual vai ser o meu filme favorito do ano ❤

30
Jan17

SAG Awards 2017.

Ontem o mundo das celebridades assistiu ao desfile do tapete vermelho dos SAG Awards. Não, não sei as datas todas de cor, não faço a mínima ideia de quando se dá cada cerimónia a não ser quando o meu instagram começa a afogar com visuais de celebridades que foram a entregas de prémios. O que foi o caso destes SAG Awards (e tudo o resto (pronto, confessei)). Antes de avançar para qualquer tipo de comentário tenho mesmo de dizer que a coisa me decepcionou um bocado e que do muito que vi não houve um vestido que me saltasse à vista de um modo tão positivo ao ponto de eu vomitar arco-íris. Nop. Nem um. Espero mesmo que a coisa melhore na próxima cerimónia que se avizinha.

 

 

28
Jan17

Ressaca literária.

Quando ela terminou o livro deixou que o choramingar fosse interrompido pela luz que penetrou a sua caverna. O que raio era aquilo? Abstraída, fechou o livro. Uma mão foi erguida para cobrir os olhos sensíveis à claridade. Com gestos lentos e cuidados, ergueu-se do seu recanto e, sem pensar, foi capaz de colocar um pé à frente do outro, movida pela curiosidade em relação à fonte daquela luz. De onde vinha? E para onde estava ela a ir? Avançou por um túnel comprido, receosa por aquilo que poderia encontrar, momentaneamente esquecida da confusão de sentimentos que ocupava o seu peito. O fio de luz tornou-se mais alcançável, anunciando o fim da bolha que deixava para trás. A saída anunciou o regresso para o mundo real e ela suspirou ao olhar para o livro que levara em mãos. Afinal havia mais do que aquelas páginas continham, havia outro mundo além daquele onde passara os últimos dias.

Corajosa, foi para a cozinha e arranjou um móvel onde pousar a preciosidade que acabara de ler. As mangas foram arregaçadas, luvas foram calçadas e ela pôs mãos à obra: arrumou a loiça limpa, tirou a roupa da máquina e estendeu-a para aproveitar o pouco sol de um dia nublado, abriu a torneira de onde jorrou água quente e começou a lavar pratos. Ela soprou contra um caracol que lhe caíra sobre o rosto e tirou-o do caminho, sentindo-se esquisita enquanto as mãos agiam sobre um pedaço de gordura. Ela não estava bem: havia um vazio no seu peito e as tarefas domésticas tinham um gosto agridoce. Mas ela não era cega. Trocando um prato por um copo, com as mãos cheias de espuma do detergente, ela olhou por cima do ombro e fitou o livro que descansava a um canto da cozinha: imóvel, ainda a fumegar pelo uso (que não fora suficiente). De certeza que se sentia sozinho pelo súbito abandono. Ou isso era ela? Saíra demasiado cedo da bolha. Não lambera todas as feridas nem apaziguara o espírito enternecido por ter absorvido uma história tão boa.

Pouco se importando com a espuma, ela levou as mãos à cabeça. O que raios estava a pensar ao dar-se como pronta a seguir em frente? Ainda era tão cedo. Estava tudo tão fresco na sua cabeça. Uma alma sentida era incapaz de voltar ao real com tanta rapidez sem sequer a aplicação de um bálsamo. As luvas foram arrancadas para marcarem uma posição e, como se a vida dela dependesse disso, correu para alcançar o livro, abraçando-o contra o seu peito como se comprimi-lo contra o coração fosse a poção precisa para diluir a dor, naquele mesmo sítio, provocada pela perda. Sem ter noção do que fazia, encolheu-se sobre si própria enquanto os pés a reconduziam de volta à caverna, de volta ao porto seguro, de volta ao lugar onde as emoções ainda dançavam ao rubro, sensível à invocação de lembranças sobre situações e até pedaços de narração.

Pelo caminho, foi saudada por um bicho. O pobre, bem-disposto, disse-lhe olá e aguentou o próprio sorriso quando percebeu que ela não estava bem, como se ter os cantos da boca repuxados fosse o suficiente para transmitir boas energias. Perguntou o que é que se passava e ela, possessiva, apertou ainda mais o livro contra si, necessitada de tempo para assimilar que o mesmo tinha terminado. E sem parar de andar, pronta a rastejar para o seu canto naquela caverna - se fosse preciso -, respondeu: ressaca literária.

24
Jan17

Chegou aquela altura do ano!

a besta.jpg

Yeeeeeeessssssss! Praticamente um ano depois do último volume desta saga ter sido lançada cá em Portugal - Os Sombras, relembro -, saiu A Besta! A emoçãããooo! Como lidar com a emoção?! É a única saga que me deixa com os nervos em franja e de cérebro em festa por saber antecipadamente que o que vou ler vai ser melhor do que eu já espero. Os meus dedos estão mais que prontos a fincar nesta preciosidade que, para minha surpresa é mais pequena, tem menos 210 páginas que o anterior. São 600 páginas de história e, meu Deus, como assim só 600?! É tanto e, mesmo sem ter começado, sabe a tão pouco! O meu isolamento começa agora e o objectivo é o mesmo do ano passado. Devorar as 600 páginas antes do fim-de-semana chegar e tenho para comigo que não vai ser nada mas nada difícil. Vamos a isto!

20
Jan17

Bolhas de sabão.

Perto de umas escadas rolantes, mesmo ao pé de uma esquina para um corredor, vi duas crianças e uma adolescente sentados no chão, rodeados por sacos, à espera de um adulto. Eram três jovens e dois estavam a morrer de tédio. O primeiro da fila já marcava uma posição: a cabeça tombada para trás e os olhos fechados eram indício suficiente de que se ninguém o tirasse dali ele iria adormecer; depois, a rapariga: o cabelo loiro preso num rabo de cavalo, de olhos escuros protegidos por óculos de leitura, a tagarelar ao telemóvel para passar o tempo, gargalhando enquanto agitava os pés e exibia os ténis Adidas; por fim, mais um rapaz: de pernas cruzadas à chinês, com o cotovelo apoiado num joelho enquanto uma mão oferecia apoio à cabeça e os dedos da outra desenhavam círculos no chão do centro comercial. A magia veio no momento em que esse mesmo rapaz foi chicoteado por uma ideia e endireitou ligeiramente as costas com ar de quem vai fazer travessuras. Vi-o a olhar para a rapariga e para o rapaz que o acompanhavam para garantir que estavam suficientemente distraídos, vi-o a olhar à sua volta para ter a certeza de que não era alvo da atenção de ninguém. Ele, claramente não me viu a olhar para si quando fez a mão entrar sorrateiramente dentro de um saco e retirou uma embalagem. Ele esboçou um pequeno sorriso ao desatarraxar a tampa e eu ao ver do que se tratava parei. Ele não iria fazê-lo. Iria? Fê-lo. Encheu os pulmões de ar e soprou para a varinha com arcos. Pequenas bolhas de sabão começaram a flutuar, descontroladas por existirem, umas subindo e outras colidindo com quem caminhava de mente tão confinada nos próprios assuntos para reparar nas bolhas loucas que festejavam a vida e a liberdade. Havia bolhas por todo o lado e nem mesmo a abundância levou o miúdo a querer parar. Estava claramente abstraído do que estava à sua volta e fechado na sua própria esfera, satisfeito e divertido, pouco se importando com o que se podia pensar da festa de sabão num sítio fechado. Eu em pensamentos agradeci-lhe por me plantar um sorriso no rosto, deliciada pela simplicidade das ideias de um petiz para ultrapassar o aborrecimento, sem ter mão na minha criança interior que me fez pensar em baloiços e se quis juntar a ele. 

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