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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

22
Dez16

O último concerto do ano.

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No mesmo dia em que fui ao Lisboa Games Week descobri que estavam a fazer concertos no Casino de Lisboa. Dei uma vista de olhos pelos nomes dos artistas e o do Diogo Piçarra chamou-me à atenção tanto quanto o facto de os concertos serem de entrada livre. Não havia a mínima hipótese de fazer uma surpresa à minha irmã que gosta dele quando ela eventualmente iria descobrir graças às redes sociais, contudo, desde logo ficou acordado que nós iríamos marcar presença no casino.

Foi a primeira vez que lá meti os pés. Pode-se tirar fotografias no casino? Porque eu fiquei mesmo com vontade e tenho um pouco de pena de não o ter feito como gostaria.

O tempo de espera foi curto porque pela primeira vez na minha vida não achei necessidade de ir para lá cedo, nem conseguiria, na verdade: o concerto foi nesta segunda-feira e eu tinha uma enchente de coisas para fazer (nomeadamente o post anterior que estive a escrever até sair de casa, literalmente). Acreditei que por ser onde era nem iria muita gente; descobri pelo próprio Piçarra que estava enganada: o casino portou oito mil pessoas para o ver: so, so crazy.

O show teve muitas semelhanças com o concerto que vi no Meo Sudoeste: uma ou outra música a mais e um diferente alinhamento salvam-me de dizer que foi igual. E a diferença no nome, claro. Em fez de dizer "'Bora lá, Sudoeste", dizia Lisboa. Ele mostrou-se a mesma pessoa querida e atenciosa para com o público e eu gostei disso.

Algumas das suas músicas pareceram-me mais fixes nesta segunda vez que o vi ao vivo e aquilo que no Verão eu não conhecia muito bem desta vez eu apreciei à brava. Não cantei quase nada porque sou um zero e não sei quase músicas nenhumas e no que sabia estava ocupada a filmar para ficar com memórias e a alma na minha voz não era tanta para não se ouvir nas filmagens que fiz: até foram várias (a compensar mais uma vez o concerto do Sudoeste uma vez que queria guardar a máquina para a Sia).

Não fazia ideia de que este concerto no Casino era o seu último do ano e sabê-lo fez-me estimar ainda mais a experiência. Compareci num dos seus concertos a meio do ano, no pico do Verão, e marquei presença no seu último, no último mês do ano, e sem ter dispensado mais do que gasolina. Foi também o meu último concerto do ano. Acreditei que o Sudoeste era a minha última experiência do tipo este ano, mas os acasos existem para nos trocar as voltas: bendita hora que fui ao Lisboa Games Week, bendita a hora que coloquei os pés no parque das nações naquele dia, bendita hora que o cartaz me chamou à atenção!

09
Ago16

Meo Sudoeste.

13696906_664705303696330_939878785_n.jpgAntes mesmo de Agosto chegar ele já se avizinhava um mês de reboliços, com um sabor doce e amargo ao mesmo tempo; quer dizer: é o último mês de férias. Mas se eu não pensar nisso, Agosto, este ano, estava e está preenchido com coisas boas: comecei o mês em Tomar, o meu primo de Moçambique já cá está, avizinham-se mil saídas e programas que vão de cinema a passeios que se vão traduzir em fotos e mais fotos. Agosto também me trouxe a oportunidade de ver a Sia ao vivo, então este sábado levei o rabo para o Sudoeste. Aqui estava algo por que estava mortinha por passar.

Quando soube que ela vinha a Portugal ocupei a cabeça com meios para a ver. Normalmente, o facto de um concerto ou festival não se dar assim tão perto de mim desmotiva-me a continuar a insistir na ideia de ir, contudo, a Sia é uma cantora dos diabos: eu queria muito ouvi-la ao vivo! E, fantástico-fantástico: com carta de condução é muito mais fácil ir a este tipo de coisas, longe, por mim mesma. Não pensei, percebi depois, que me estava a atirar para um concerto em Agosto, em pleno Verão, no Alentejo.

Derreti. Mesmo com quilos de protector solar em cima acho que isso pouco me valeu. Assei junto às grades durante horas, bebendo água como se a minha vida dependesse disso - e dependia -, preocupada porque o sol incomodava mas não queria ficar com a marca dos óculos na cara. Tornei-me líquido em algum momento das seis horas por que passei à espera de música ao vivo, morrendo com o disco riscado da Mega Hits, ressuscitando com a SIC que apareceu e acabou por entrevistar uma das minhas irmãs e a Smartie. O pôr-do-sol foi realmente uma bênção, mas tudo valeu a pena. E numa hipótese de repetir? Fazia de novo.

DSC05319.JPGMuito depois de ter o bilhete descobri que o Diogo Piçarra também iria marcar presença no Sudoeste e que o iria fazer exactamente para o dia seis. É potencialmente o único artista português que me vejo a ouvir e fiquei contente pela oportunidade de o ir ouvir ao vivo. Já o tinha visto pessoalmente, dado dois dedos de conversa e até tirado uma foto com ele, mas ouvi-lo ainda não. E estava desejosa de o fazer e constatar o seu valor fora das correcções de imperfeições que costumam ser usuais nas músicas de estúdio. E a coisa começou bem porque a primeira música com que ele brindou o público foi uma dessas que eu queria ouvir.

Foi o primeiro artista a inaugurar o palco principal no sábado, mas já durante a tarde ele chegou a fazer uma aparição e a dizer olá a quem já estava à espera; findar as horas de espera com as suas músicas foi óptimo e confirma-se: o rapaz tem, de facto, talento.

Antes da Sia ainda vi o James Morrison e percebi que conhecia mais músicas suas do que pensava. O tempo que ele esteve em palco não foi nada mau. A sua música mostrou-se agradável, como eu me lembrava: boa onda. Mantive a máquina fotográfica quieta, no entanto: tudo para poupar para a Sia, mas não resisti em filmar um bocado da Broken Strings: sempre gostei imenso dessa música (o vídeo pode ser visto aqui).

DSC05364.JPGNum qualquer momento depois de saber que a Sia vinha cá eu passei a imaginar o show que ela iria dar ao vivo. E, também, num qualquer momento, acreditei mesmo que a mulher iria dar um concerto de cara descoberta e interagir com o público. Foi isso que aconteceu? Nop: ela passou o concerto todo num ponto em cima do palco e sempre que o pretendido era mexer-se vinha alguém ajudá-la a ir para onde queria - o que só aconteceu uma vez - ou então ia às apalpade-las, que foi o que a vi a fazer quando quis beber um bocado de água.

As únicas vezes que ela abriu a boca para falar com o público foi para dizer Olá, que sim: tinha-se enganado a cantar numa parte de uma música e Adeus. O seu concerto foi indiscutivelmente para a lista de concertos que já assisti e verifiquei uma falta de comunicação para com o público, a juntar-se aos Muse e à Beyoncé. Se o show foi, então, mau? Nada disso. Foi muito bom, muito na onda do que é ir ver Muse ao vivo: Sia ao vivo não é ver mas sim ouvir. É diferente do que costumo ver e só marcou pontos positivos por isso. Foi ver um show de dança contemporânea ao som da Sia que estava mesmo presente e a cantar ao vivo. Ela canta realmente como o caraças e eu vibrei com os seus temas, principalmente com Elastic Heart, Chandelier, Alive - eu bem tive de gritar naqueles "I'm still breathing, I'm alive" - e até o Bird set Free onde acabei por cantar de goela bem aberta "I don't wanna die, I don't wanna die" porque é daquelas afirmações bem fortes. Em suma: foi uma espectáculo diferente do que costumo ver, que gostei mesmo muito e o mistério que ela manteve em palco com a peruca não tornou o show pior aos meus olhos: só mais Sia.

Fui ao Sudoeste com o objectivo de ver a Sia. Não tinha qualquer interesse em ver o Steve Aoki, no entanto, por boquinhas de miúdas que estavam atrás de mim, das minhas irmãs e da Smartie, que queriam que nós saíssemos da frente para ocuparem o nosso lugar e verem melhor, só para chatear, mantive-me no meu lugar junto às grades, como se estivesse muito interessada no artista que era cabeça de cartaz. Tinha guardado aquele lugar durante horas e nunca tinha ficado tão perto do palco num festival: iria desfrutar dele até ao fim.

Com a saída da Sia do palco houve muita gente que se foi embora e deu lugar a loucos que com certeza já tinham fumado e bebido algumas. Foi no Steve Aoki que eu tive a experiência do que é estar num festival no meio de gente louca e junto às grandes. Fui esfregada por várias miúdas, levei com bóias e bandeiras na fronha, com cinza de cigarros em cima, com cones luminosos além de fumaça de coisas divertidas que as pessoas andavam a fumar ao pé de mim e dos famosos empurrões; também servi de base a desconhecidos que queriam colocar-se nos ombros de outras pessoas. A única coisa que garanti que não me era tirado era o meu espaço pessoal: esse mantive até ao fim.

Tudo terminou por volta das quatro da manhã o que, claro, significa que só voltei a casa no dia seguinte. Dormimos no carro por umas poucas horas e depois de amanhecer dormimos mais um pouco na praia da Zambujeira. Ainda demos uma volta por Odemira porque why not? e porque o cansaço era muito, o calor insuportável e já chegava de andanças, o regresso a casa foi feito depois do almoço.

A experiência do Sudoeste serviu para eu ver o que não é bem a minha onda. Fui, de facto, pelo Sia e a experiência valeu por isso, pois o festival em si foi o com menos nível a que eu já fui. O ambiente era chungoso, sujo e aquilo que para muitos era festivo para mim já roçava o azedo pela falta de tino e de respeito da maior parte das pessoas. Se isto não se verifica nos outros festivais? Acredito que sim. Sei que sim. Mas são coisas a que não estou habituada de uma forma tão desmedida.

A música foi boa: começou bem com o Piçarra (partilhei vídeos que podem ser vistos aqui: [x] [x] [x]), manteve o nível com o James Morrison, subiu a fasquia com a Sia que apresentou um espectáculo fantástico mas que eu compreendo que não atinja toda a gente (partilhei três vídeos que fiz e podem ser vistos aqui: [x] [x] [x]. Depois, para sobremesa, o festival atirou um Aoki que o pessoal gostou mas que não me aqueceu nem arrefeceu porque o homem só põe música a tocar, enlouquece, atira bolos e champanhe, mas que até ganhou pontos, para mim, pela interacção com o público. Não digo que não voltarei a meter os pés no Sudoeste, mas digo que para o fazer o artista que lá for tem de valer MESMO a pena.

Em conclusão, pelo que eu experienciei: música boa, o ambiente que podia ser muito-muito melhor, calor até dizer chega e eu a regressar a casa só no domingo à tarde. Tenho um braço mais bronzeado que o outro, estou mole do calor e pelas andanças do fim-de-semana, dorida mas satisfeita. No fim, a música supera sempre tudo e a que ouvi no Sudoeste, a que foi realmente tocada e cantada ao vivo, valeu a pena.

01
Jun16

Sobre o Rock in Rio.

20160520_175144.jpgNo Natal, a Smartie ofereceu-me um bilhete para ir a um dia à minha escolha do Rock in Rio Lisboa este ano. Depois de esperar que praticamente todo o cartaz estivesse completo eu atirei-me para o dia 20 de Maio: o dia dos Queen. Tenho a dizer que de todas as edições que foram feitas em Portugal até então, esta pareceu-me a mais desastrosa: preços mais altos para uma qualidade inferior. Houve a promessa de um cartaz de arrasar e eu percebi que o evento ficou tão aquém da minha expectativa que se já não tivesse bilhete e não pudesse ir eu ficaria de bem com a vida. E o desespero para se vender bilhetes? O excesso de publicidade na televisão, em cartazes pelo país, as promoções das lojas que começou com o Continente (esta já tinha acontecido no último ano do festival), com a Fnac a vender primeiro com 10% de desconto e depois com 20%. Dizem que o dia dos Queen (e dos M5) estava praticamente esgotado, mas que me parece claro que as vendas não foram fáceis, parece.

Mas falemos das coisas boas, falemos sobre como a minha experiência no dia 20 do Rock in Rio superou as minhas expectativas. Estava bem acompanhada. Os meus pais são fans de Queen desde sempre e não quiseram perder o show. Uma das minhas irmãs renunciou a ida ao baile de finalistas para ir ver Queen. Também me vi acompanhada pela Smartie e o seu tio. Houve boa disposição para dar e vender. Ri-me até mais não, senti-me bem, leve e desperdicei tempo nenhum a pensar nas minhas obrigações para com a escola. Fui para me divertir e passar um tempo fantástico e foi isso mesmo que eu fiz.

Menos actuações no palco principal: eis o ponto que eu pensava mais desastroso. Fui para o festival a achar a produção ainda mais decadente por atirarem um musical do Rock in Rio para o povo se entreter antes das actuações...mas enganei-me. De podre não teve nada. Foi divertido. Fizeram ali uma viagem pelas edições do RiR, desde a primeira de todas até à recente, a de 2016, mencionando Iron Maiden, AC/DC, Queen, Amy Winehouse, The Black Eyed Peas, entre tantos artistas que marcaram as muitas edições do Rock in Rio. Lavei a mente com sabão por ter andado a pensar tão mal sobre este musical. Fez-me perceber que era um modo original e engraçado de dar início à festa. Uma homenagem à música antes da música do dia. E depois? A jeitosa da Fergie deu o ar da sua graça.

DSC04421.JPGEla foi potencialmente a única pessoa a que não manifestei nenhuma cara feia por comparecer no festival,  - fora os Queen -. Muito influenciada por gostar de Black Eyed Peas, claro. Mas lá está: ela não veio com o grupo, veio para se apresentar a solo. Porque não me lembrava de ela ter material suficiente sozinha para fazer um concerto, pensei que ela fosse cantar temas seus e alguns dos Black Eyed Peas. Não me enganei. Dancei e cantei ao som de Fergalicious, London Bridge, Hey Mama, Don't Phunk With my Heart, deliciada por ela ainda nos ter presenteado, entre várias covers, com uma de uma música dos Stones. Foi um concerto fixe, energético, que me levou a tirar o pé do chão e a ter a certeza de que o dia já estava ganho: boa onda e estava a gostar de mais coisas além do único concerto que eu supunha ser o único a valer a pena. O concerto dos Queen, com o sósia do Bill Kaulitz, não foi, então, a única coisa de jeito do dia 20 de Maio, mas foi brutal e foi o que fez com que a prenda que a Smartie me deu no Natal valesse muito mais a pena. O concerto passou na televisão: não preciso de me alongar e de dizer tintim por tintim o que aconteceu. Posso dizer, contudo, que a homenagem ao Freddie Mercury que é feita em palco é bem melhor ao vivo do que aquilo que passou na TV.

DSC04476.JPGNo dia do concerto dos Muse, as duas raparigas que estavam à minha frente na fila comentavam sobre os concertos que se iriam dar em Maio e um dos que não deixaram de falar foi dos Queen. Estavam incomodadas porque quem estava a dar a voz às músicas não soava nada como o Freddie e que os concertos ficariam bem melhores se no lugar do sósia do Bill estivesse o Mika. O meu espírito riu-se delas na altura enquanto lia a Guerra dos Tronos e porque a conversa não era comigo contive o comentário de que o objectivo não é fazer soar igual ao Freddie, o objectivo é homenagear um dos melhores artistas de todos os tempos. O Adam Lambert surpreendeu-me pela positiva. Dei-lhe pontos à partida por, evidentemente, termos o mesmo ídolo (Bill Kaulitz!), mas à medida que o concerto decorria fui obrigada a reconhecer o seu talento. O rapaz sabe cantar, sabe actuar e ser um artista. E podemos só falar como o rapaz actuava que se fartava e por momento algum fez com que aquele show fosse sobre ele? Deu e sobressaiu a importância dos Queen. Ainda que, sim, sejam eles os grandes, apreciei o facto do Brian May tirar o micro ao Adam e reconhecer o talento do rapaz. Merecido. E wow.

Sem saber bem como, cá em casa arranjou-se mais bilhetes para o Rock in Rio. Ok, minto. Eu sei bem como: desistências. Um dia o meu pai informa-me, do nada, que tem dois bilhetes para ir no dia 27 ao festival, noutro anterior diz-me que arranjou um bilhete para ir no dia 28. Não estou a dizer que este ano fui três vezes ao Rock in Rio. Não. Fui duas. Comprometi-me a ir a uma festa no dia 27 e, portanto, esse dia ficou sem efeito para mim e, convenhamos: não perdi grande coisa. Fui, então, dia 28 ao Rock in Rio, acompanhar uma das minhas irmãs e a Smartie que queria ver os M5. Foi a segunda vez que vi a Ivete Sangalo e os Maroon 5...que não gosto. Vi-os pela primeira vez em 2012, também no Rock in Rio, porque queria ver o Lenny Kravitz. Não gostava de M5 na altura, continuo a não gostar agora. Então, se não aprecio nenhum dos artistas que tocaram no RiR dia 28, o que fui lá fazer? Basicamente, aproveitar o festival. Dei uma volta pelo recinto, quis pintar a cara e parecer uma índia, mas não tenho perfil para esperar duas horas numa fila que anda a passo de caracol para só me fazerem dois riscos com tinta verde em cada bochecha, ou para andar na roda gigante, ou receber um daqueles sofás insufláveis que, por acaso, abomino. Ouvi um sambinha na Rock Street, dei uns goles na caipirinha da Smartie, diverti-me com ela e desfrutei do contentamento da minha irmã que foi, basicamente, o melhor de tudo, aliado à chuva.

Não posso deixar de dizer que fingir-me de fan louca também foi uma boa forma de ocupar o tempo. Gritei pelos D.A.M.A., fingi saber as letras das músicas e tirei o pé do chão quando a Ivete foi para o palco. Tudo porque as pessoas não sabem respeitar o espaço pessoal de outras e para reclamar o que é meu por direito, ou salvar a mala da Smartie de ser pisada, abri a goela. Nada que uns gritos histéricos não tenham resolvido. Manter o puto à minha frente longe de nós, silenciar o seu vídeo com os meus gritos, foi divertido - impressão minha ou a mãe dele parecia uma professora minha do secundário?! -.

DSC04544.JPGSe os concertos de dia 28 foram maus? Não sou fan dos D.A.M.A, não sou fan da Ivete e muito-muito menos dos M5, contudo, o meu ponto de vista não é afectado pelo meu não-gosto: apesar de não gostar, tenho de ser honesta e a verdade é que a Ivete agitou aquele mar de gatos-pingados e a sua banda fez maravilhas porque a música que tocavam fez as minhas pernas agitarem-se e o meu rabo abanar ora para um lado, ora para o outro. E os Maroon 5? Não gosto de ouvir o Adam Levine. Mas a música não foi nada má. Os músicos fizeram um óptimo trabalho! O que mais gostei? A apresentação da banda e o fim: não por terminar, mas por ter sido a única altura em que tocaram duas das únicas três músicas que gosto deles. Para mim, o homem toca bem melhor guitarra. Prefiro-o a tocar do que a cantar. O que vale é que, no meio de tantos fans, o que se sobrepôs aos meus ouvidos foram as vozes amadoras e não a do profissional.

Confrontando o dia 28 com o dia 20, para mim o dia 20 foi bem melhor musicalmente, o que é, provavelmente, previsível aos olhos de todos. Fiz alguns registos das duas datas e partilhei alguns vídeos tanto no insta e no face que os mais curiosos podem ver aqui, mas o aviso fica feito: por enquanto, nada de Maroon 5: [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x].

Não foi, de todo, a melhor edição do Rock in Rio em Lisboa, repito. No entanto, houve coisas bem boas a guardar da experiência: 1) foi a primeira vez que compareci a dois dias de um mesmo festival, com a hipótese de ir a um terceiro; 2) estive com pessoas que amo profundamente e, mais do que desfrutar das coisas por mim, nada me parece melhor do que ver essas pessoas felizes e a desfrutar do que eu gosto; 3) daqui a milhões de anos, quando fizer um balanço daquilo que vi, posso falar de boca cheia quando afirmar que tive a oportunidade ver e ouvir o Roger Taylor e o Brian May a tocarem Queen, ao vivo, para mim.

09
Mai16

O QUE FOI ISTO QUE EU OUVI?!

DSC04084.JPGEsta semana foi uma semana impossível. A primeira de Maio e já cheia de sítios onde ir, comemorações e escola. Mal consegui meter aqui os pés entre trabalhos e tarefas domésticas quando estava em casa. O dia da mãe foi dia um, a minha mãe fez anos dia três - PARABÉNS! - e entre estas duas comemorações eu fui ao concerto dos Muse.

Porque ainda me posso dar a esse luxo, fui para o Meo Arena por volta da hora de almoço. Tinha muito a penar mas os meus planos estavam traçados. As horas que eu iria ficar à espera do concerto iriam ajudar-me a avançar para o final do livro d'A Guerra dos Tronos (e consegui: já não falta muito para eu terminar! Feira do livro? Reserva-me já o segundo volume!). As minhas expectativas? Bom, rondavam o eu-sei-que-vai-ser-fixe. Gosto de Muse, mas não é algo em que me perca por 24h. Estava curiosa por já ter ouvido que eles eram um estrondo ao vivo. No ano passado quando estiveram no Alive a Smartie ligou para mim e manteve-me em linha durante o concerto todo para o ouvir. Também existe o youtube, não é? Já tinha visto algumas actuações ao vivo, mas nada como estar lá pessoalmente para ver por nós mesmos o valor de um artista.

Houve uma primeira parte da qual ninguém vai obter uma boa opinião da minha parte. A única coisa que eu percebi da meia hora em que estiveram a tocar foi "Olá, Lisboa!" (e nem certezas eu posso dar sobre isto). O som era horrível e as músicas uma confusão em que não assimilei nem melodia e muito menos as letras. O nome da banda? Pois também foi engolido pela barafunda. O tempo de antena dos Muse veio limpar os ares do pavilhão e...O QUE FOI AQUILO QUE EU OUVI?! Eu estava a contar com uma coisa fixe, mas não com algo tão-tão-tão-TÃO fixe. Uma semana depois do concerto e ainda assimilo como foi uma experiência super espectacular. Só a introdução bastou para marcar a diferença de uma lua entre a banda de abertura e os Muse.

Eu vibrei com aquilo que eu vi. Houve momentos em que a música estava tão alta, os instrumentos vibravam com tanta intensidade que eu sentia como se o próprio som me pudesse tocar. Confirmei por experiência própria que os Muse são infinitamente melhores ao vivo do que aquilo que se ouve nos álbuns de estúdio. Soube-me a pouco (uma novidade em relação aos Muse para mim) e não me teria importado nada de ter ido ao segundo dia do concerto se eu pudesse e estivesse ao meu alcance.

Tinha umas músicas em requisito obrigatório: Madness, Plug in Baby e Dead Inside. Se eles tocassem essas eu já teria o dia ganho. E eles tocaram. E eu passei-me. Mais do que oferecer músicas com boas letras, as melodias são realmente brutais e tão bem tocadas que a cada música eu ficava com os olhos em bico. Quer dizer, é possível ficar de outra maneira quando estamos presente a verdadeiros artistas que fazem verdadeira música com qualidade? Acho que não. Foi uma balbúrdia de ruído tão-tão alto que, excepcional, soube a tudo.

Mais do que me conquistar com as músicas, conquistaram-me por completo com os efeitos visuais: passagens inteligentes e extremamente criativas: foi o que foi. Partilhei três vídeos do que vivi no Meo Arena há uma semana atrás e podem sempre dar uma vista de olhos aqui: [x] [x] [x]

Ir ver os Muse ao vivo não é ir ver um espectáculo ao vivo. Eu gosto de interacção com o público, se houver uma história que dá sentido à palavra espectáculo, como se o que vemos fosse uma representação, melhor ainda. Contudo, ir ver Muse é, literalmente, ouvir música ao vivo. Estão ali com um propósito: entreter o seu público com música e nada mais. Em todos os concertos que vi houve uma componente artística marcada por dança, representação, interacção com o público. Os Muse ofereceram-me apenas música e...isso foi maravilhoso. Percebi que quando se é músico e se é bom no que se faz, o talento dá conta de tudo. Não comprei nenhuma t-shirt - o que gostava de ter feito -, contudo, guardo de dia dois momentos inesquecíveis. Sinto-me completamente convencida e entendida no porquê de ser impossível não gostar de Muse.

14
Mar16

Disney no Gelo.

As minhas emoções ao rubro: ESTE FIM-DE-SEMANA FORAM DIAS DE DISNEY NO GELO. Chegarei alguma vez a ficar imune a isto? Não, não fui aos três dias, a todas as sessões. Meti o meu entusiasmo no Meo Arena apenas no primeiro dia, a aproveitar que, por ser sexta feira, se apresentava com preços mais baixos que sábado e domingo. Cheguei a estar com receio de não conseguir ir ver esta Disney no Gelo. Os bilhetes só os arranjei a duas semanas do show e foi depois de muito penar em espera das decisões da minha prima que desta vez não me acompanhou com a sua filha e/ou filho. De qualquer forma, já foi, já passou, já vi esta edição Mundos Encantados e adorei.

Fui à loucura no stand do merchandise. Estavam a vender Sininhos e o meu espírito brandiu os céus com uma dança da felicidade. Na edição de 2013 eu comprei uma Ariel. Depois do espectáculo decidi que também iria levar a Sininho comigo e quando a ia buscar já não havia. Na última edição comprei uma Madame Samovar e este ano fui ao rubro ao ver que estavam a vender a Sininho. Levei-a...e depois olhei bem para o resto e percebi que os bonecos do Frozen até estavam bem feitos e a Anna estava fantástica. Depois de muito pensar, depois de muito me queixar, depois de muita indecisão, fui buscá-la, com contributo da Smartie que, acredito, já não me podia ouvir - obrigada! -. Ir a uma Disney no Gelo tem o mesmo efeito que ver-me numa Disney Store: a emoção e o desejo de levar o que quero é o mesmo. Tenho a Sininho agora na minha secretária, ao lado do meu Monstro das Bolachas e sinto-me realizada, por isso acredito que era uma espécie de sonho não reconhecido: ter uma Sininho.

IMG_2072.JPGEsta Disney no Gelo foi dedicada aos Carros, Pequena Sereia, Toy Story e Frozen, com mais destaque a estas duas últimas, apresentado pelas mascotes do costume: Mickey, Minnie e cia. Já tinha visto que o Toy Story a ser apresentado era relacionado com o terceiro filme e eu temi por mim. Dos três, é aquele em que mais me emociono. O problema são aquelas cenas finais em que o Andy dá os brinquedos e o Woody se despede do seu antigo dono. Sei como a Disney no Gelo funciona e perguntei-me se a coisa teria o mesmo efeito em mim que o filme. Há sempre algumas mudanças que fazem na representação em relação aos filmes e eu cheguei a questionar-me se iriam fazer a despedida que me parte o coração. Bem, eu chorei um pouco: isso é capaz de dar a resposta. Fiquei feliz por não terem descurado de personagens como o Hamm, o Slinky e o Rex. E a Barbie com o seu Ken fizeram-me as delícias, ahah.

IMG_2277.JPGA Pequena Sereia não teve tanto destaque como o Toy Story mas as crianças ficam malucas, claro. Esta é uma daquelas histórias que nunca falta e eu já o posso falar por experiência: em todos os espectáculos no gelo que vi, a sereia deu sempre o ar de sua graça.

IMG_2346.JPGQuando soube que iria haver Carros acreditei que ia ver pessoas a representar, tal como fazem com os peixes das histórias. Foi uma surpresa ver que apareceram mesmo carros na pista de gelo. Foi o único acto em que eu apenas tirei fotos. Os carros piscavam os olhos, mexiam a boca e eram a sério. O meu coração ficou a brilhar, juro. Durou ainda menos que a da Pequena Sereia, mas não creio que as pessoas tenham ficado muito importadas com isso. O pavilhão estava cheio de Annas e Elsas em miniatura e após os Carros só faltava um filme. É preciso dizer como a pequenada ficou ao rubro?

IMG_2368.JPGEu fiz a festa quando apareceu a Anna, o resto do pavilhão pirou quando apareceu a Elsa e o Olaf. Ainda que tenham tocado nos pontos principais da história tenho a impressão de que o Toy Story conseguiu ser mais longo. Eu não me queixo: tudo é Disney e eu Disney adoro . Além do mais, não descuraram d' A Porta é o Amor: fizeram a criança daqui feliz. Pôs-se tudo a cantar a música da Elsa mas a verdade é que nada consegue bater um Hakuna Matata.

Andei a cuscar novos espectáculos no gelo e vou ficar à espera de um novo em que incluam Rapunzel. Oh, e se houver Rapunzel e Bela e o Monstro num mesmo é o meu fim! Também gostava de assistir a mais cenas dedicadas às criações DisneyPixar. Felizmente, a fonte da juventude de onde bebo vai-me preservando até a uma altura em que isso, talvez, aconteça.

Tirei muitas fotos mas o meu forte continua a ser o registo em vídeo. De qualquer forma, ainda não desisti! Este ano consegui registos onde não só meia dúzia de fotos ficaram bem, então: um passo de cada vez e isto é capaz de ir longe.

O meu cérebro continua embebido nas cenas de patinagem no gelo e tudo o que faço é tentar não morrer por anticipação pelo excesso de coisas que tenho para fazer e faço-o ao som d' A Porta é o Amor enquanto a Anna e o Hans redopiam na minha cabeça, sem parar, desde sexta. Oh, e por falar em músicas: obrigada pelos compassos de espera dentro do pavilhão preenchidos por músicas da Disney. Quando digo que vibro de emoção não o digo da boca para fora. Eu gosto mesmo, mesmo disto. Ahh!

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