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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

25
Abr17

25 de Abril.

Ontem esqueci-me por completo em que dia é que estávamos e o que é que isso significava. Passou-me completamente que há noite ia haver o serão de comemoração a propósito do 25 de Abril (como assim eu esqueci-me de fogo de artifício?!). Estive parte do dia a remoer se ia ou não mas a minha necessidade de sair e passar um bom tempo a ver algo que adoro levou a melhor. Fui para Almada, para a praça do costume, levei com o fado do Camané, vi o fogo de artifício e deixei-me estar mesmo depois da meia noite para ver os The Gift.

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Foi a primeira vez que vi a banda ao vivo e não por falta de vontade. Há determinadas festas perto da zona onde vivo em que a banda já marcou presença mais do que uma vez. E no Algarve: no ano passado, por exemplo, podia tê-los visto na Fatacil (se não estou em erro) e isso acabou por não acontecer porque me alteraram os planos todos com passeios por outras bandas. Na comemoração do 25 de Abril deste ano a coisa não me escapou. É sempre bom aproveitar quando ainda para mais é um espectáculo ao ar livre e gratuito. Fui para ver o fogo de artifício, satisfazer a curiosidade em relação aos The Gift que, apesar de não acompanhar religiosamente, lembro-me de ouvir falar e de estar bem presente ao meu ouvido musical desde os meus tempos de secundário (para aí...talvez antes disso), e acabei realmente surpreendida pelo bom tempo que passei e que me lavou a alma.

Cantei, dancei e desanuviei a cabeça ao som da música dos The Gift. Recebi imensas vibrações de diferentes artistas com as suas músicas: algumas de Queen, outras de Prince e não pude deixar de apreciar milhões o arranjo que fizeram para uma das músicas (que não gosto) e a tornaram bestial além de incluírem alguns versos de uma música da Sia pelo meio. Estaria pronta a ver a banda mais uma vez se me convidassem para isso. A voz grave da Sónia Tavares é poderosa e tem uma intensidade agradável que me fez vibrar durante duas horas, conseguindo fazer-me esquecer das dores nos pés. Das várias que ouvi tenho mesmo de salientar a Malifest do novo álbum da banda. A música tem uma energia tão boa...fez-me dançar como se estivesse num concerto da Lady Gaga e, a sério, isso é difícil. Melhor do que este concerto que me animou o espírito só mesmo os cravos pela comemoração do dia da Liberdade. Sempre quis apanhar cravos neste dia e hoje de madrugada vi-me no meio de uma chuva deles. Espero que para o ano o nível do espectáculo não seja inferior; em relação a 2016, perante o meu gosto, melhorou muito!

06
Abr17

24K Magic World Tour.

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Esta terça-feira eu fui ver o Bruno Mars: uhuhhh! Não foi à primeira mas sim à segunda o que faz com que, desta vez, aquela coisa de à terceira ser de vez ser falso. Estava muito ansiosa e curiosa quanto ao que iria assistir depois de ter falhado a sua primeira vez em Portugal: não por falta de vontade. E para felicidade do meu espírito, o concerto, para os balcões, tinha lugares marcados. Ora, o que é que isto significou? Ir para o Parque das Nações quase na hora do concerto porque não havia necessidade de lutar por lugar nenhum (yes!). Entrei na Meo Arena pouco depois das sete e meia e ocupei o tempo a ver o pavilhão a encher, pacientemente à espera do concerto que só aconteceu depois das dez. Mas antes do Bruno Mars o público ainda foi presenteado com uma primeira parte.

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Eu já tive experiência com primeiras partes bem ranhosas. Lembro-me do que vi no concerto dos Muse (foi para esquecer), por exemplo. Ou o segundo concerto da Lady Gaga cá em Portugal em que um Breedlove subiu ao palco para umas cinco/seis músicas e ao sair deu lugar à poluição sonora da Lady Starlight que tão bem me impressionou em 2010 e que com esta segunda vez levou a impressão aos zeros. Já levei com outros que não me disseram grande coisa e também já presenciei aberturas de concertos que me agradaram tanto que cheguei inclusive a arranjar as músicas, como foi o caso dos Kongos em 2014 que abriram o concerto dos One Republic. Quero com isto dizer que quando sou informada de que vai haver uma primeira parte eu já estou por tudo graças às várias experiências que tive. Desta vez cheguei a torcer o nariz quando o Anderson .Paak & The Free Nationals subiram ao palco ao pensar que iria levar com um rap deslavado, contudo, acabei por lavar com sabão a má língua. É um facto de que eu não percebi o caule de uma flor do que estava a ser cantado, contudo, os senhores proporcionaram uma energia mesmo boa. Apreciei o que estava a ser tocado, a relação do .Paak com o público que, para minha surpresa, estava mesmo a vibrar com o cantor e o homem ficou tão contente, estava tão feliz pela recepção que teve que até se mostrou emocionado. Eu diria que a sua estreia em Portugal obteve uma nota bem positiva *inserir risonhoso contente*.

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A minha temporada dos concertos deste ano foi inaugurada de uma forma tão perfeita que duvidava e continuo a duvidar que algo vá ultrapassar a impressão que o dia 19 de Março deixou em mim (só mesmo outra igual), no entanto, as minhas expectativas para a noite estavam realmente elevadas. A minha apreciação começou no pano branco que cobria o palco (era muito chique) e dançou pela noite dentro conforme o concerto se desenrolava e me deslumbrava pela qualidade do espectáculo. Atrás de mim estava um pai e uma mãe com dois filhos pequenos. Pe-que-nos. Duas criancinhas, uma menina e um menino que estavam mais ocupados a comer pipocas. Apercebi-me que o papá passou o concerto concentrado no miúdo, atento ao que ele fazia, desfrutando zero do concerto...até, claro, se levantar e sair com a mulher e os filhos antes do show terminar porque a produção estrondosa do concerto do Bruno Mars contém foguetes e o estoiro dos mesmos estava a assustar a criança de morte ao ponto de esta chorar desalmadamente como se o mundo fosse acabar. Mas quem é que se lembra de levar os filhos pequenos para coisas destas? E, por favor, não me digam que os pais não deviam ter onde deixar as crianças. Eu podia estender-me em quilómetros de pergaminho a expor-me como acho errado e como sou apologista do se não dá para ir não se inventa. Porque, no fim, tudo se vai resumir a: estar demasiado ocupado com os filhos = não ligar pevas ao concerto o que equivale a desperdício de dinheiro. A juntar-se a esta preciosidade está o casal que se encontrava à minha frente. Estavam num amasso discreto antes do concerto começar e eu cheguei a pensar como eram queridos por tanta demonstração de afecto. Contudo, a coisa tornou-se impossível de se lidar. Assim que o Bruno Mars colocou os pés no palco o casal passou o tempo TODO numa salganhada de PDA enquanto ela tinha o telemóvel na mão e ia filmando o concerto. Era a rapariga a esfregar-se nele, o rapaz a apalpá-la em tudo o que era sítio e os beijos. Os beijos, meu Deus. A quantidade de vezes que se comiam à minha frente, que me obrigavam a assistir cada um a chupar a língua do outro. Eu não faço ideia como, mas nenhuma das vezes em que se afogavam em saliva apareceu nos vídeos que eu fiz ao longo do concerto (AINDA BEM). Fora isto, o espectáculo foi um show do caraças. O Bruno Mars é um artista com muita qualidade e agora que já assisti ao vivo tenho como amparar as minhas crenças. Contava que o Bruno Mars me proporcionasse uma noite estrondosa e não me enganei. Sim, ele canta mesmo bem, no entanto, a minha parte preferida de todo o espectáculo que assisti foi a maneira como ele se inseria no meio dos músicos. O que vi em palco foi um núcleo onde ninguém se sobressaia sobre ninguém. Os músicos fazem o Bruno Mars brilhar e vice-versa. O que eles me deram foi tão puro, um show que não é mais do que um conjunto de amigos em palco a proporcionar um bom tempo a um público enquanto se divertem com música. Tudo tão simples quanto isso e se o concerto me soube maravilhosamente bem foi por isto. Fiquei extasiada com o palco e os seus jogos de luzes. Fui completamente atraída com os efeitos especiais: os foguetes (socorro, nem acredito que eram mesmo foguetes), fogo e os habituais papelinhos; mas a música...a música tocada daquela maneira, num núcleo de boas energias e uma sintonia tão grande, foi o melhor!

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Saber que ia marcar presença no concerto do Bruno Mars incentivou-me a arranjar o novo trabalho do rapaz. Como sou um desastre, nem por isso cheguei a ouvir as novas músicas. Isto quer dizer o que está a ser pensado, sim: fui para o concerto sem conhecer peva das músicas recentes e uma vez que ele as tocou todas (ou praticamente todas) isso também quer dizer que eu não pude acompanhar o que foi cantado por não saber. O meu primeiro contacto com o seu álbum 24K Magic foi no próprio concerto e até me agradou bastante. Deixei uma nota num recanto do meu cérebro em como tenho de ouvir o CD. Ao longo do concerto tirei algumas fotos. Não foram muitas e não ficaram assim tão más. Apostei mais nos vídeos, como de costume, porque com a máquina que tenho é mesmo a melhor via. Desta vez não tinha como me virar para algo melhor por estar sem o telemóvel e, já agora, porque a minha sorte é uma coisa louca, no dia a seguir ao concerto o bicho voltou-me para as mãos. Enfim. De qualquer forma, partilhei alguns das músicas mais conhecidas no Instagram e no FB e o mais curioso pode sempre cuscar aqui [x] [x] e aqui [x] [x] [x] [x] [x].

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O concerto do Bruno Mars ajudou-me a reavivar o gosto que eu tinha por algumas das suas músicas. A Runaway Baby? Sempre a adorei e foi tocada no concerto. Queria muito ouvir a Uptown Funk porque tem uma energia contagiante e faz-me lembrar o meu primo de Moçambique que da última vez que cá esteve cantava isso de quarentena. Também gosto bastante da Marry You e fiquei contente por ele a ter cantado. E a When I Was Your Man? Foi mesmo bonito. E o rapaz começou a chorar e tudo...foi impossível não sentir o coração apertado. E por falar em corações cerceados: quatro palavras: Locked Out Of Heaven. É das minhas preferidas e a única que eu havia mesmo de me importar caso não fosse tocada. Quando a ouvi...até custou respirar. E as lágrimas no canto dos olhos foram inevitáveis quando a música tem uma força que diz tanto. Foi, sem dúvida, a melhor parte do concerto, o topping de chocolate que é inevitável lamber dos dedos.

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26
Mar17

Dream Machine Tour.

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Hoje faz uma semana que vivi um dos melhores dias da minha vida e percebi que falar sobre isso não é tão simples quanto isso. Eu quero dizer tanto que tudo se atropela na minha mente. E não me quero esquecer de nada. Foi tudo tão relevante que ao falar disto nada pode ficar de fora. A manchete deste post é: o meu primeiro concerto deste ano foi da minha banda favorita, no estrangeiro; e como em tudo, há que começar pelo início.

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Tenho o costume de fazer um post a respeito das prendas que recebi no Natal mas neste último isso acabou por passar. Isso não significou, de todo, que o meu Natal não tenha sido bom. Muito pelo contrário. Não recebi muitas coisas em quantidade mas a qualidade do que recebi foi muito-muito-muito mais do que alguma vez esperei. Os meus pais ofereceram-me uma viagem de quatro dias a Amesterdão e a Smartie tornou a viagem inesquecível ao oferecer-me um bilhete para irmos ver os Tokio Hotel no dia 19 de Março. Eu chorei rios e rios mas o meu cérebro vibrava com o que 2017 me iria presentear: eu ia a Amesterdão e ia ver a minha banda favorita desde há anos.

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Foi relativamente fácil lidar com isto. Como é que foi possível? Não acreditando. Em Dezembro, a viagem ainda estava longe assim como tudo o que estava relacionado com a banda. Fui vivendo um dia de cada vez, sem acreditar que eu ia viajar para fora do país. Foi no início de Março que as coisas começaram a mudar. Começou tudo a tomar forma com a saída do novo álbum da banda e o início da tour. À medida que o dia da viagem se aproximava o meu sistema começou a avariar: os nervos deixavam-me com pouco apetite, tinha constantemente pesadelos e não conseguia falar da viagem sem ficar com dores de barriga porque uma coisa implicava outra: o concerto. Foi isso que o Natal do ano passado me trouxe: o bilhete para um dos melhores dias de sempre. Porque se tratava da minha banda favorita. E a Smartie não me ofereceu apenas o bilhete para o concerto, ofereceu-me também um pack VIP que me iria permitir estar com a banda. ESTAR COM A BANDA. Foi tão inacreditável na altura como o é agora, mesmo depois de tudo ter acontecido.

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Hoje faz uma semana que marquei presença no Paradiso, em Amesterdão. Conhecer a cidade foi mesmo bom e deixou-me com uma excelente impressão, mas tudo se deu a propósito do dia 19 de Março. Eu e a Smartie fomos cedo para a antiga igreja onde se iria dar o concerto. Enganámo-nos no caminho e isso levou-nos às traseiras do edifício e ajudou a que tudo se tornasse um pouco mais real quando demos com os autocarros em que a banda anda durante a tour.

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Por termos packs VIP a nossa entrada iria dar-se mais cedo. Íamos ter direito a um Q&A (perguntas e respostas), uma visita aos bastidores do palco e uma foto com a banda (UMA FOTO COM A BANDA!) além de outras espécies de regalias por sermos VIPS. A espera não foi longa e ainda bem! Se houve coisa que marcou a viagem foi o mau tempo. Choveu constantemente. No entanto, como dia 19 estava destinado a ser um Great Day durante a espera no exterior do Paradiso a chuva tirou folga. Levámos foi com uma ventania dos diabos que além de me ter deixado toda despenteada (como assim ia tirar uma foto com a minha banda favorita e estava com aquele cabelo?!) era gelado como tudo.

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Colocaram-me um pequeno cartão ao pescoço para identificar o pacote VIP que eu tinha, uma pulseira, recebi descontos para o merchandise que lá havia e para a loja online, um autocolante e a pass para mais tarde eu guardar a foto que me iria ser tirada. Apesar disso tudo as coisas ainda não me pareciam reais. É tão estranho viver coisas destas. Ter a oportunidade de assistir a um concerto dos Tokio ao vivo novamente já era maravilhoso, a juntar a isso a oportunidade de estar um pouco mais próxima deles? Argh, um sonho mesmo. Um sonho daqueles que só dá para admitir que se está a passar quando as coisas acontecem. Isso deu-se quando eu estava na sala onde se iria dar o Q&A e a Smartie chamou por mim, atraindo a minha atenção para o sítio onde a banda entrava e se juntava às fans. A minha mente bloqueou, já agora. Eu quis assimilar que eu estava mesmo ali, que tinha um pack vip, que a banda estava à minha frente a socializar com as fans numa boa onda e ainda que tudo tenha acontecido mesmo, as memórias são tão preciosas que custa acreditar que não são forjadas (NÃO SÃO, EU ESTIVE MESMO LÁ, MEU DEUS!).

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O Bill é a coisa mais doce de sempre: respondeu à maior parte das perguntas: fez-me rir quando se falou na Britney Spears (ahahah!) e ele ficou todo animado. Tenho bem presente na minha mente o hi5 que o Tom e o Georg deram um ao outro depois do gémeo mais velho falar de como os amigos eram super importantes para si e o Gustav...o Gustav: além de quase não o ter visto, mal abriu a boca - nada de novo aí - mas não consigo esquecer os calções e as meias até aos joelhos (Oh, Gustav...).

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Foi decisão minha não fazer nenhuma pergunta; antes de tudo acontecer eu já tinha andado a matutar sobre o assunto. Não sabia o que podia perguntar que já não tivesse sido falado: eu não queria ser repetitiva. Tinha e tenho curiosidade em relação a determinados assuntos mas achei que perguntar sobre isso seria enveredar por caminhos que dizem mais respeito a eles do que aos outros. E depois ainda havia a questão do meu inglês que além de ser uma bosta quando falado, com os nervos iria ficar pior. Então, limitei-me a ouvir e desfrutar do momento que já era irreal o suficiente. Depois colapsei mais um pouco. O Q&A terminou, eles saíram da sala para o átrio onde se iriam dar as fotos e as pessoas começaram a prontificar-se. Eu ajeitei o meu cabelo apanhado e não vou ser capaz de esquecer a maneira como as raparigas começaram a juntar-se em grupos e se puseram a arranjar. Laca para ajeitar cabelos, desodorizante, rímel, retocar batom, ajeitar soutiens, retirar casacos para mostrar as roupas reduzidas por baixo. A foto é realmente um big deal. E eu compreendo, de verdade. Também queria e ambicionava que a minha foto ficasse perfeita.

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Foi tudo demasiado rápido e eu culpo o querer cumprir horários porque as coisas estavam um bocado atrasadas por isso foi tudo a despachar na parte da foto. Eu fazia intenções de dizer que vinha de Portugal, dizer mais do que um olá e isso...mas tão depressa fui para a foto como pisquei os olhos e já estava fora do Paradiso. Foi o assistente dos gémeos que ficou com as minhas coisas antes de eu ir para a foto - muito simpático, ele -. O Georg recebeu-me com simpatia quando me viu, morri quando a minha crush de todos os tempos olhou para mim com aquela sensualidade que lhe é natural (que põe em prática mesmo quando não quer) e me cumprimentou. Derreti completamente quando o Bill me viu e me cumprimentou, sorrindo de orelha a orelha como se eu estar ali fosse a melhor coisa de sempre não só para mim como para eles também. Eu bem falei com o Gustav também mas esse estava a olhar para ontem e já pronto para a foto e não me ligou nenhuma - mau Gusti, mau! -. Uma vez que já me queriam tirar a foto para acabar com o meu tempo de atenta eu aproveitei o momento da melhor maneira que soube. Agarrei-me ao Bill e ao Tom ao mesmo tempo e virei líquido quando ambos fizeram o mesmo. Foi. A. Melhor. Sanduíche. De. Sempre. Uma Sanduíche com Bê e Kaulitz. Uma Sanduíche que me fez ganhar o dia e admitir que a vida podia mesmo ser perfeita. Então sim: click, click, click e eu já estava a ser mandada embora.  As minhas coisas já me tinham vindo parar às mãos, ainda mal me estava a despedir e para não me sentir escorraçada do Paradiso colocaram-me um poster autografado nas mãos - que também tinha direito por ser VIP -. Mas fuck it! As memórias! As memórias ninguém mas tira. Ai meu Deus: eu ensanduichei-me mesmo com o Tom e o Bill.

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Uma das coisas que o pack VIP me garantia também era entrada prévia no recinto. Pela primeira vez não tive necessidade de apressar o passo para garantir um bom lugar à minha pessoa. Usei essa mesma regalia para comprar o que eu queria de merchandise para evitar confusões mais tarde. Além da sweat que comprei para mim, levei mais duas t-shirts para as minhas irmãs e um saco a meias com a Smartie que oferecemos como presente à Pandi (Avé desconto de VIP!) E os lugares? Eu nunca fiquei tão bem situada num concerto dos Tokio. Terceira fila em frente ao palco e mais tarde revelou-se ser o melhor lugar para se estar. O hábito faz com que eu escolha sempre o lado esquerdo dos recintos e desta vez não foi excepção. Além de ser um lugar onde até então não estava assim com tanta gente como no meio, ficava em frente aos tambores em que Tom iria tocar. E, socorro, isso é um momento demasiado intenso que eu queria ver bem de perto. E se foi perto! Quando o concerto começou o meu coração ia rebentando de euforia e quando a cortina caiu, revelando o palco e a banda, eu morri porque nunca os tinha visto assim tão perto - a actuar, claro; horas antes eu tinha estado afiambrada aos gémeos -. Porque eu ia ao concerto, foi decisão minha não cuscar o que eles andavam a tocar. As músicas e o seu alinhamento foram uma surpresa para mim na sua maior parte porque eu por mim mesma já tinha alguns palpites como o concerto começar com Something New.

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Estar com a banda e vê-los a tocar ao vivo, tão perto, tão apaixonados pelo que fazem fez deste um dos melhores concertos que eu já assisti. Eu vibrei com a Boy Don't Cry, What If, fiquei completamente maravilhada com os arranjos que fizeram nas músicas antigas para as enquadrar no estilo tocado agora (Darkside of the Sun? B-R-U-T-A-L!), fiquei de olhos em estrela por terem tocado a Run e a The Heart Get No Sleep. Principalmente a segunda que referi. Toda ela é uma explosão que me extasia o coração. E cheguei a chorar, bolas, sem o conseguir evitar. Quando começaram a tocar e o Bill a cantar Stop Babe o meu coração doía. Literalmente. Toda eu era um líquido excitado e se eu tinha andado a atirar para o palco fragmentos do meu coração essa música levou a junção dos mesmos num conjunto. É tão perfeita e tão mais bonita ao vivo que quando dei por isso estava a Smartie a limpar-me o rosto. E ver o Kaulitz a cantar, a sentir aquela música maravilhosa...foi uma experiência arrebatadora, sentida a um extremo pelos lugares em que estávamos.

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O Tom e o Bill fartaram-se de se aprochegar à nossa zona, ficando mais do que uma vez à nossa frente. E o Tom mesmo ali a tocar tambores é algo de se salivar (como é que uma pessoa pode ser tão sexy?). O que mais conseguimos? Bem, eu e a Smartie levámos com a água do Georg no final do concerto. O Gustav atirou as baquetas para o público e uma delas foi agarrada pela Smartie (!). E eu? Eu limitei-me a levar com uma baqueta do Tom na testa depois de ele ter tocado a The Heart Get No Sleep. Yap. Ele toca e proporciona uma parte do show que mais gosto de ver, uma das minhas músicas preferidas, e no fim levo com a baqueta na testa. Sim: dói como o raio, mas foi fácil de ultrapassar. O melhor de tudo foi mesmo presenciar a sintonia da banda com o público (aqueles sorrisos radiantes do Bill...owww!) e ver como o êxtase pela experiência era mútua. Já mais tarde o Bill veio a afirmar que o concerto em Amesterdão foi um dos melhores da tour (ahhhh!!!).

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A dado momento do concerto eu coloquei a minha máquina pequena de parte e passei a dar uso apenas ao meu telemóvel. Sabes que alguma coisa já viu melhores dias quando o teu telemóvel começa a filmar e a tirar melhores fotos que uma máquina fotográfica. Cheguei a registar o início do concerto com a máquina mas depois foi para esquecer. Depois do dia 19 eu sentia que todo o cuidado com o telefone era pouco devido às memórias que ele guardava. Filmei um bocado de todas as músicas sem me aperceber (então, registei um bocado de todo o concerto). E fotos...bem...o meu telefone é novo (prenda de Natal) e permite-me filmar e tirar fotos ao mesmo tempo: acho que isso diz tudo. As que fui pondo ao longo do post foram só a cereja que fica no topo de todo o bolo que já guardei no pc. E ainda que algumas tenham ficado mesmo jeitosas, não superam os vídeos que fiz que estoiram com as minhas emoções.

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Todo o espectáculo está bem construído e saber que tudo proveio deles próprios enquanto artistas deixa-me extremamente vaidosa. O tempo tornou-os artistas com A grande. Deixaram de ser uma banda que se limita a arranjar músicas e a tocá-las para ser verdadeiros artistas: pessoas que criam e constroem música e que estão presentes em todos os passos. Notei-os tão evoluídos, tão dados à música e apaixonados pelo que fazem que foi impossível não me sentir assolada pelo que estava a ver. Foi, de verdade, das experiências mais intensas que eu já vivi.

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Senti-me extremamente ligada à banda, senti intensamente o que era tocado e saboreei orgulho porque aquela era a minha banda, a que me acompanhava há dez anos, que progrediu conforme eu fui envelhecendo e que eu nunca fui capaz de deixar de parte por me dizerem tanto. Senti muito mais amor da parte deles para com o que fazem do que alguma vez senti. Foi a quarta vez que os vi ao vivo e foi a mais especial de todas por tudo o que dia 19 comportou. A sublimação que as pessoas falam sobre os desejos da bucketlist quando estes se cumprem? Eu. Já. Consigo. Compreender. Completamente.

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17
Mar17

Disney no Gelo.

Quinta-feira foi dia de Disney no Gelo. DISNEY NO GELO! Deve ser uma das minhas alturas do ano preferidas. Há anos que tento ir a todas as edições e desde essa minha decisão não tenho falhado um espectáculo. A de este ano foi-me oferecida no Natal (aproveitei que sabia da prenda para também oferecer à Smartie) e foi dedicada ao Frozen. Ahhh, eu sei o que toda a gente está a pensar: ai e tal, não eras tu que estavas farta do Frozen? Não eras tu que já não podias ouvir falar da história da Anna e da Elsa? Socorro: era. Mas como há uns tempos disse: não é a história em si que eu não aguento, apenas choco com a música da Rainha das neves lá no seu castelo. E, por favor, Frozen não é só Elsa (#TeamAnna).

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Tenho andado a fazer a festa em relação a isto há dias e hoje já mal me aguentava de entusiasmo. Adoro levar com a interpretação de personagens que conheço numa pista de gelo e ainda que adivinhasse a avalanche de Elsas que iria haver, nada me fez estremecer (não resisti ao trocadilho). Também decidi hoje que quando tiver um filho (e/ou filha) e os levar a estas coisas (porque, acho, eles não terão muita escolha) irei vesti-los com personagens que não estão em destaque. Se eu fosse grande, ontem, por exemplo, o meu miúdo iria vestido de Woody. Achei que um cowboy no meio de tanta Rainha das neves iria destacar-se pela diferença.

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Desde que me sentei dentro da arena à espera do espectáculo ouvi de quarentena as músicas do filme. FELIZMENTE, nada de Let it go. Pelo menos eu não me apercebi. Haviam uns ecrãs no tecto que faziam parte do cenário e várias foram as vezes que passaram o trailer do filme d' A Bela e o Monstro (quero tanto ir veeeeeeeeeerrrrr!) antes do show começar, assim como da próxima Disney no Gelo a acontecer no próximo ano. Isto é que é começar cedo a fazer publicidade! Portanto, próxima Disney no Gelo? Podem chover agrafadores e pioneses: eu não vou perder.

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Ora bem: o que posso dizer do espectáculo? Foi bem melhor do que eu esperava a começar pelo início. Uma vez que esta Disney no Gelo era dedicada ao Frozen eu acreditei que iria ser semelhante ao que eu vi há muitos anos d' A Bela e o Monstro onde em coisa de duas horas eu vi o filme timtim por timtim numa pista de gelo e foi maravilhoso. Há uns meses atrás eu percebei que este Frozen no gelo não iria ser totalmente assim quando me deparei com alguns relatos de quem tinha ido ver e estes mencionavam Mickeys, Minnies e cia. E ontem lá estavam eles: uma aparição como introdução para o que aí vinha que eu gostei. Falaram sobre o amor. Falaram sobre as diferentes forma do amor. E para especificarem o que queriam dizer evocaram alguns personagens da Disney que eu ADORO como a Rapunzel e o seu homem, o Woody, o Buzz, a Ariel, a Cinderella, a Branca de Neve e os seus príncipes. Era suposto tratar-se só de Frozen, mas eu fiquei tão contente com a aparição dos outros. Ainda espero por uma Disney no Gelo com destaque à Rapunzel e à minha Tiana.

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Quando o Frozen começou guinchei. Guinchei ainda mais por dentro quando na primeira cena eu vi as bonecas que a pequena Anna tem dela e da irmã sobre a cama do cenário porque, BAHH, eram tão giras que eu não me importava nada de as ter (o que importa não ter onde as pôr?!). Por se tratar só da história destas duas irmãs eu sabia que as músicas que mais gosto não me iriam falhar. Não me contive abri a goela para cantar Pela Primeira Vez Para Sempre e A Porta é o Amor. Vibrei imenso com estes dois temas enquanto tudo vibrou com a música da Rainha: por aqui: #TeamAnna. A magia foi tanta, mas tanta, que eu dei por mim a ver a história como se fosse a primeira vez, a embrenhar-me e a desfrutar da mesma como quem nunca fica saciada deste tipo de coisas (coisa que não é mentira).

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O que é que a Disney no Gelo conseguiu em mim com este Frozen? Que eu gostasse ainda mais da Anna...e deixasse a Elsa no lugar que está - e que não é mau: a sério -. Percebo a emoção das crianças quando saíram dos lugares e se puseram a dançar com a canção do Olaf ou quando os trolls deram o ar da sua graça. Eu não tirei o rabo da cadeira mas vibrei com o que vi e só quis voltar a ver o filme para reforçar a minha memória da Anna a esmurrar a cara do Hans. Aiaiii...tão bom! Já agora: sim,eu cheguei a lacrimejar quando o show chegou ao fim. Não o consegui evitar: a Anna tinha demonstrado o quanto amava a irmã, esta colocava tudo em ordem e a Anna tinha finalmente tudo o que sempre desejara: a irmã ao lado. Bahhh, como não chorar um bocado?

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Este ano estava decidida a não comprar nada. No ano passado eu já tinha comprado uma Anna e porque gosto mais dela do que da sua irmã eu não queria uma Elsa só por ter. Mas eis que a Disney no Gelo me estraga os planos todos quando eu chego ao recinto e vejo que estão lá mais personagens além dos do Frozen: Woody, Buzz, Rapunzel, Cinderella...Snow White... A Snow White deu cabo de mim. Achei-a tão fofinha que acreditei que ficaria maravilhosamente no império que tenho aqui por casa. Mas levar ou não levar? Perdi mil anos em ponderações. Pedi juízo à Smartie, às minhas irmãs e até aos meus pais, porque essa é uma das suas tarefas, e no fim levei a Snow comigo porque, sei lá: só se vive uma vez. Pergunto-me como é que eu pensei ser possível ir à Disney no Gelo e sair de lá sem comprar nada. Mas que parva...

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Mais do que a Snow White tirei resmas de fotos como recordação. Ao contrário dos outros anos, em que eu andei a apostar mais em vídeos, nesta edição da Disney no Gelo eu não fiz mais do que quatro vídeos. Fotos tirei aos montes. Redimi-me em quantidade e qualidade. As fotos ao longo do post são a ponta do icebergue do total de fotos que eu tirei mas ilustram o essencial da história. Ainda que as fotos desta vez estejam melhores em relação às de edições anteriores, eu continuo a desejar superar-me e tirar fotos ainda melhores. De qualquer forma, as recordações deste ano estão tão boas aos meus olhos que o meu coração mal pode esperar por repetir a experiência. Ainda agora vi este e já mal posso esperar pela próxima Disney no Gelo com a sua magia que nunca me desilude.

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15
Jan17

Varekai.

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Há volta de uma semana atrás, a Smartie quis a minha presença para uma saída. Disse-me que sexta-feira 13 iríamos ao Pavilhão Atlântico ver o Cirque du Soleil. Disse-mo assim como quem não quer a coisa, como quem me avisa que para o jantar vai comer uma sandes quando na verdade se trata de um banquete. Abri a porta das idas ao Pavilhão Atlântico durante este ano e comecei em grande. Há dois dias, a Nexaa fez-me relembrar que a última vez que tínhamos ido ver um espectáculo do Cirque du Soleil tinha sido em 2014 e eu nem quis acreditar. Como assim já se passaram dois anos desde que eu vi o Cirque du Soleil? Esta passagem rápida do tempo deixa-me tonta.

Há dois anos tive a oportunidade de ver o Dralion e o Quidam e nesta sexta deixei-me envolver mais uma vez pelo talento desta companhia e assisti o Varekai. Estava muito curiosa em relação ao Varekai quando os outros me deixaram tão bem impressionada. Gostei muito do que assisti ainda que, confesso, para mim, não tenha ultrapassado o Quidam. Foi um espectáculo com essência, com vários componentes que me deslumbraram por completo. Rendi-me mesmo à magia, por vezes por com o coração na boca pelas muitas manobras que se faziam a metros do chão sem protecção alguma por baixo. E eu não conseguia tirar da cabeça a notícia de uma das acrobatas que tinha caído de um quando os via os artistas suspensos, seguros apenas por um pé ou pela nuca (socorro!). Tudo isto torna o que se vê mais emocionante e leva-me a valorizar ainda mais o talento pela disposição dos artistas ao risco.

As roupas eram originais, coloridas e chamativas e eu adorei-as. Tão criativas! Também continuo a apreciar imenso o facto de tudo o que a companhia oferece em show ser acompanhado por música ao vivo; gosto tanto como o facto de cada peça ter, de facto, uma história. Deixei-me embrenhar muito mais no Quidam mas consegui perceber e inteirar-me do que se passava no Varekai o que é um ponto à frente do Dralion. Desta vez fui brindada com o mistério de uma floresta encantada e se eu não fosse comprada com seres mágicos seria comprada com amor; foi isso que presenciei. Foi tão bonito. Além de divertido. O Cirque du Soleil é a única companhia que me atira palhaços para os olhos e eu consigo deixar-me contagiar pela boa disposição das suas cenas próprias para o público rir. Não estava à espera de ter esta oportunidade de ver o Cirque du Soleil neste ano, mas sem dúvida que fiquei contente por satisfazer a curiosidade em relação a mais uma obra deste circo talentoso.

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