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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

31
Mai17

Vem aí a Feira do Livro.

É o último dia do mês e com isso já se avizinha aquela altura do ano que vira o Parque Eduardo VII o centro das atenções. Dá mesmo para acreditar que a Feira do Livro começa amanhã? O meu espírito está ao rubro pela ideia antecipada do que vai acontecer: o passear entre os livros, olhar como quem não quer a coisa para alguns escritores e marcar na lista mental que já vimos x e y ao vivo, a ronha no parque com uma bebida fresca e um saco na mão já fruto de compras, música ao ar livre e a certeza e que há poucas coisas melhores que aquilo. Este ano já me organizei antecipadamente. A uma semana e qualquer coisa já tinha feito uma lista com os meus interesses, devidamente marcados por editora, preços e se já entram na promoção louca da Hora H. Não me espalhei ao comprido e compus uma lista de quilómetros, a minha, com um bom espaçamento duplo, não tem mais de uma página e meia. Dou sempre margem para aqueles livros que depois em feira encontro e acabo por levar porque sim. Este ano também há a novidade de eu levar mais dinheiro do que é costume devido há formação que me ocupou durante este mês. Eu sei o que toda a gente está a pensar: é desta que ela se espalha ao comprido. Eu também poderia pensar que sim, contudo, o meu lado racional ainda me mantém com os pés assentes em terra. Estou, no entanto, curiosa: o que terá a Feira do Livro de Lisboa reservado para mim este ano?

14
Abr17

"Vou amar-te para sempre. Mesmo quando não conseguir"

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No dia em que a Smartie fez anos eu regressei a casa com mais um livro. Estivemos durante um bom bocado no seu escritório a tirar fotos com as suas figuras de colecção, a preencher o tempo com conversa e várias foram as vezes que os meus olhos vaguearam por todos os livros que ela tem. A minha irmã levou alguns emprestados para devorar na pausa da Páscoa e eu...eu acabei por comentar algo sobre o Confesso da Colleen Hoover. Sobre o livro e sobre a série. Como acabou o tópico de conversa? Com um "quer dizer, sim, quero levá-lo" da minha parte.

Depois de ter estado mais de um mês sem conseguir pegar em livro que fosse, eu consegui ultrapassar a minha crise com o livro d' A Bela e o Monstro. A ideia era devorar o livro em inglês, primeiro, quando o tivesse, mas a adaptação do filme acabou por me ser oferecida antes. Comecei por dar uma vista de olhos e quando dei por isso já o estava quase a terminar. Foi preciso o livro de uma das minhas histórias preferidas me vir parar às mãos para eu começar a colocar para trás das costas o meu período de abstinência. Quando o Confesso me veio parar às mãos eu já tinha agarrado o livro da Daenerys e faltava-me pouco para chegar ao fim, contudo, estipulei de imediato que seria a próxima leitura e usei o próprio como incentivo para despachar o George R. R. Martin o quanto antes.

O Confesso não demorou mais que dois dias nas minhas mãos. Agarrei-me a ele com motivação e de expectativas bem elevadas porque já tinha ficado bem impressionada com o Amor Cruel. Mas, ainda que esperasse algo bem bom e do meu agrado, não estava preparada para aquilo que o Confesso me proporcionou. Devorei cada pedacinho da história, espicaçada pela lentidão com que os detalhes da história eram revelados: afinal quais eram os seus segredos?! Logo desde o início senti que estava a lidar com coisas complicadas, ainda que não adivinhasse nada de muito mau (estilo: ninguém andava fugido por terem morto alguém ou assim). O meu cérebro viu-se obrigado a lidar com misturas: ora líquido pela fofice portada pelo livro, ora torturado pelo mais que queria saber e que ainda não era revelado. Uma coisa era definitivamente certa: estava a lidar com personagens bem fortes de espírito pelo muito com que já tinham lidado apesar de jovens. E, ah, não resisto a uma pequena nota: achei extremamente interessante o livro portar figuras, as pinturas do protagonista. Deu mais realismo à história e satisfez-me imenso enquanto leitora. Isto para não falar da ideia das confissões que podiam inspirar pinturas. GE.NI.AL.

Bastou o primeiro parágrafo do capítulo contado pelo Owen para ficar caidinha por ele e metê-lo na salganhada ordenada que é a minha lista de personagens masculinos preferidos. Quem é que resiste a uma alma carinhosa que não se preocupa por fachada? Eu não resisti. Achei-o extremamente parecido ao Andrew Parish do Entre o Agora e o Nunca/Sempre na maneira como se dava à Auburn e se prontificava a qualquer necessidade que ela tivesse. Era exactamente o Andrew fazia pela Camryn e o que me fez gostar tanto dele. Apesar dos segredos dos Owen, foi a honestidade e a maneira de como via a Auburn que me fez ficar pelo beicinho por este artista e pelo livro (VOU TER DE O COMPRAR!).

Pensando bem, acho que a qualquer momento do livro eu já poderia adivinhar a trama que o compunha: o que ela escondia, os problemas que poderia ter, parte de como deveria agir para os resolver... Porém, a história é composta por magia, por uma arte que demonstra que as pessoas são iguais, compostas por qualidades e defeitos. De facto, acho que posso dizer que uma das bases e lições que está por detrás da história do Confesso é que todos portam os seus segredos e têm um lado sombrio.

O que faz com que os livros da Colleen Hoover sejam bons de se ler é a sua capacidade para contar a história. Fá-lo de uma forma tão simples, porém, realmente sentida. O meu coração adora esse tipo de coisas. Eu gostei muito do que ela me proporcionou com o Amor Cruel. Com este Confesso? Bem: passei a história toda a ambicionar justiça no meio de "awww" e "raios partam!" para chegar ao fim e...chorar. Aquele tipo de choro em que uma pessoa nem dá por isso. Fiquei totalmente rendida e, ainda que me tenha sentido frágil, estava a desejar por tudo não me afundar numa ressaca literária.

Tenho estado a ler livros bons. Li quatro livros depois de devorar a história d' A Bela e o Monstro e a minha fasquia tem estado elevada por o meu espírito ter passado a ser saciado com coisas boas... Daqui só tiro uma coisa: com livros destes, ainda não estou pronta para histórias previsíveis e de qualidade mediana.

04
Mar17

Como recuperar o ritmo?

Eu e os livros temos estado de laços cortados. Assim: do Nada. Fiquei tão satisfeita com o último livro que li e depois...depois...fim de cena e caiu o pano. Há muito tempo que eu não me deparava com algo assim. Mesmo que não me sentisse impelida a ler um tipo de livro, facilmente encontrava uma alternativa que fosse do meu agrado e o que o meu espírito realmente pretendia para se sentir satisfeito. Desde dia dezoito que não pego a sério em mais nenhum livro. Li um capítulo de um da Nora, mas não me senti cativada o suficiente para prosseguir. Cheguei a dar uma vista de olhos em ebooks e o resultado foi o mesmo.

Há uns dias falei com a ∞ quinn e fiquei a saber das probabilidades de um livro da Sylvia Day virar filme. Fiquei tão entusiasmada que decidi reler a peça para reavivar a história na minha cabeça. Quinta-feira li o primeiro capítulo, agradou-me, quis continuar...e não fui capaz. Não fui capaz na altura, nem no dia seguinte e eu já me pergunto se o livro não irá regressar ao pouso sem reúso apropriado. Isto é triste. E eu quase me sinto desesperada. Onde pára a minha fome por livros? Porque raio não consigo dar com nenhum que me prenda a atenção e faça com que eu chegue ao seu final? O meu Janeiro começou bem, o meu Fevereiro estava a ir pelo mesmo caminho e entretanto quebrei totalmente o ritmo. Como posso fazer para o recuperar? Porque eu tenho saudades. Tenho saudades de sentir aquela ânsia de me pegar à história que está tão cativante que comer e dormir parece um desperdício de tempo. Também tenho saudades dos lanches em que eu ignorava a televisão e pegava num livro, devorando capítulos enquanto bebia o meu café com leite e às vezes atacava uns biscoitos. Sinto falta de andar com um livro atrás porque é impossível deixá-lo para trás.

Há já demasiados dias que saio sem entretenimento de recurso na minha mala. Ainda na Quinta-feira eu fui à casa dos meus avós. Estavam acompanhados por três dos seus filhos. Sem conversas que me abrangessem, eu senti-me um bocado deslocada e sem saber o que fazer. Levei o telemóvel comigo porque estava à espera de uma mensagem e eu recusei a ideia de vaguear no instagram para fazer tempo porque só olhar para o telemóvel desde que chega até ir embora é o que a minha prima (mais velha que eu) faz e eu não queria ser igual. Entreter-me com o nada que a internet num telefone nos oferece? Claro que o faço. Mas na casa dos meus avós? Com eles mesmo à minha frente? Ter a cara enfiada num aparelho electrónico? Não me parece bem. Também não consigo perceber porque é que a substituição de um telemóvel por um livro faz com a situação não seja muito desrespeitosa aos meus olhos. Será pela afirmação de uma não dependência? Talvez. O que eu sei é que um livro na altura teria ocupado o meu tempo sem que eu precisasse de olhar para as paredes como se nelas estivessem escondidos quadros do Van Gogh.

Estamos no primeiro sábado do mês. Quando terminei de ler o meu último livro, esta quebra de leituras não era o que eu tinha em mente. Por esta altura, eu já deveria ter lido uns quatro livros, já deveria ter arrumado a pequena pilha de livros que me comprometi a ler antes de Fevereiro terminar. Agora, quatro dias depois de Março ter começado, os livros continuam ali, a apanhar pó, a olhar para mim e a perguntar quanto é que chegará a sua vez. Pois...: eu também gostava de o saber.

19
Fev17

Roommates...ou gelado de chocolate.

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Estava tão deliciada quando terminei este livro que me quis atirar de cabeça a uma partilha de opinião na hora. O que importava que já fossem três da manhã de sábado? O que importava sentir que os meus olhos se queriam fechar? O que importava que só devesse terminar lá para as cinco da manhã? Eu estava com tudo ao rubro dentro de mim. O que fez mudar de opinião? Lavar os dentes. Fui à casa de banho à velocidade de um rocket e quando coloquei a escova na boca encarei-me no espelho, assustei-me e, por fim, tive dó de mim própria. Parecia que tinha levado dois murros nos olhos tais eram as marcas escuras por baixo dos mesmos. Um horror. Achei que presentear-me com dormida era merecido e prémio suficiente quando li este livro em menos de nada, para minha GRANDE surpresa.

Comecei-o como quem vai a um stand de automóveis olhar para carrões e não está interessada em mais do que um triciclo, logo depois de terminar o livro da Nora Roberts que andava a ler. Dei uma vista de olhos por diferentes livros e abri este, disposta a ver como tudo começava. Quando dei por mim já tinha lido os primeiros cinco capítulos e com isso fiz a sentença. Fui para a cama a pensar no livro, desejosa de continuar, coisa que fiz assim que acordei. Ignorei as lidas domésticas durante duas horas e concentrei-me no livro, devorando mais dez capítulos. Sexta-feira foi o suficiente para eu ler este livro todo. Agora que penso bem, devo-me ter concentrado nele por 24 horas, com pausas pelo meio. Comecei na madrugada de sexta e terminei na madrugada de sábado por volta da mesma hora. Eu não fazia disto um grande feito quando não é a primeira vez que eu leio livros em menos de nada. No entanto, este eu li em inglês e eu arrasto-me quando não leio as traduções portuguesas. Quer dizer, eu, para ler o Fifty Shades Darker, em inglês, demorei à volta de um mês. Este Roommates? Um dia. Foi, sem dúvida, uma novidade e talvez a vontade de dar voz à minha opinião tenha vindo por aí. Porque se eu li tão rápido...

Travei conhecimentos com este livro a partir do Goodreads, quando uma das pessoas que sigo o assinalou como lido. Curiosa, fui ver do que se tratava e fiquei tão interessada que acabei por arranjar os quatro livros que fazem a série - Obrigada! -.

Ora, do que é que se trata este Roommates. O livro apresenta-nos Jennifer que aspira a ser actriz e que quer tentar a sua chance em NY. Uma vez que é demasiado cedo para apostar numa residência já permanente na cidade, ela ocupa temporariamente o apartamento de Ethan, o seu meio-irmão, que ela não vê há anos pois depois de ter sido expulso da escola em que andavam, foi recambiado para um colégio militar e, mais tarde, mudou-se para a Grande Maçã, nunca mais voltando a pôr os pés em casa. Sou sincera quando afirmo que aquilo que me levou a pegar no livro foi o facto de se tratar de um romance entre meios-irmãos e também sou sincera quando afirmo que aquilo que eu li me surpreendeu por estar organizado de uma maneira que eu não contava. Acreditei que, uma vez que não tinham grandes afinidades, a coisa iria dar-se pela rota do costume (como na maioria dos livros eróticos): dois protagonistas lindos de morrer, muita tensão sexual e muito envolvimento físico que iria despoletar a (típica) semente do amor. Mas...estava enganada. Porque aquilo que o livro trata é a história de um rapaz e de uma rapariga que se conheceram quando andavam no ensino médio, que se gostavam em segredo e foram confrontados com o infortúnio de não poderem explorar os seus sentimentos por os seus pais decidirem casar. Pois é, pois é.

A história em si não é nada por aí além em termos de trama. De facto, a única coisa em vigor que desenvolveu todo o livro foram os sentimentos. É literalmente uma história de amor: uma história em que duas pessoas lidam com a novidade de proximidade não como se fossem parentes mas simplesmente um rapaz e uma rapariga que se gostam. Fiquei intrigada quando até mesmo na capa estava destacado que se tratavam de meios-irmãos mas a verdade é que nem os considerei realmente isso uma vez que não partilhavam mãe ou pai. A afinidade (o que é caso), para mim, não leva a que se afirme que duas pessoas possuam de um grau de parentesco. Por isso, o caso meio-irmãos? Não é literal. Pelo menos eu não o considerei.

A história dividiu-se tanto pelo ponto de vista de Ethan como de Jennifer, proporcionando a visão da relação de ambos os lados. Foi a perspectiva de cada um em relação ao outro que me fez perceber que o livro era muito mais do que sexo. O amor era palpável através de muito mais do que cama: a preocupação dele para com o bem-estar dela, o desejo de a fazer sorrir porque vê-la feliz era a melhor coisa do mundo, dar-lhe mais uma manta ou colocar-lhe umas meias enquanto estava a dormir para que ela não ficasse com frio. O que eles sentiam foi suficientemente verdadeiro para chegar até mim. Passei o livro praticamente todo a ansiar pelas cenas entre os personagens principais porque a química, o querer ignorar e suprimir os sentimentos que existiam há anos era extremamente doce e excitante com as palavras perfeitas. Foi todo o conjunto que me fez gostar tanto do que li.

Ao contrário de muitas opiniões que vi, para mim tratou-se de uma leitura quase perfeita. O livro apresentou aquele toque descontraído que eu adoro não só em narração como nas conversas entre personagens. A ausência de formalidade só faz com que me sinta próxima da história. Foi usado o essencial para personalizar situações e desenhar os personagens para que fossem melhor compreendidos (e, ding ding: coloquei mais um nome na minha lista de personagens masculinos favoritos), nada de floreados em narrativa extensa (ainda que esses saibam bem de vez em quando). Ainda que tudo tenha, em grande parte, correspondido e até superado as expectativas que eu tinha, senti falta de algo para que existisse perfeição.

A história é condimentada com as conversas perfeitas, temperada com à-vontade, temas actuais, menções a celebridades que eu acho sempre piada de ler e uma descontracção que vai fomentado a relação deles os dois na medida certa, no tempo certo, numa maneira bem querida e sentida. A química chegou a fazer faísca no meus olhos e a vertente sensual esteve maravilhosa qb. Contudo, na aplicação do sal e da pimenta faltou mais alguma coisa: o pouco para ser uma leitura sem nada a acrescentar. Todavia, falo deste livro de boca cheia! Foi exactamente aquilo que eu precisava, o prolongamento de algo bom, o gelado de chocolate depois de comer um dos meus pratos favoritos. Que bom que eu encalhei com isto. Estou super ansiosa para ler o próximo volume. E, meu Deus, já disse como eu fiquei feliz por ter lido algo em Inglês tão depressa? Porque fiquei mesmo. Uhuhh!

24
Jan17

Chegou aquela altura do ano!

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Yeeeeeeessssssss! Praticamente um ano depois do último volume desta saga ter sido lançada cá em Portugal - Os Sombras, relembro -, saiu A Besta! A emoçãããooo! Como lidar com a emoção?! É a única saga que me deixa com os nervos em franja e de cérebro em festa por saber antecipadamente que o que vou ler vai ser melhor do que eu já espero. Os meus dedos estão mais que prontos a fincar nesta preciosidade que, para minha surpresa é mais pequena, tem menos 210 páginas que o anterior. São 600 páginas de história e, meu Deus, como assim só 600?! É tanto e, mesmo sem ter começado, sabe a tão pouco! O meu isolamento começa agora e o objectivo é o mesmo do ano passado. Devorar as 600 páginas antes do fim-de-semana chegar e tenho para comigo que não vai ser nada mas nada difícil. Vamos a isto!

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