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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

12
Nov15

Não sou uma amante de bichos.

A minha mãe cozeu algumas castanhas após o jantar. Gosto delas assadas, mas não me importo de as comer cozidas, também. Sei que, às vezes, as castanhas nem sempre vêm num brinco. Às vezes podem não estar boas, às vezes podem ter bicho. Ter bicho. Eu percebo-me muito inocente neste assunto porque a verdade é que nunca levei isso num sentido...literal.

Ontem decidi que em vez de ir comendo conforme as ia desnudando, iria deixá-las de parte para só comer no fim. Aquelas cuja roupa demorava mais a sair obrigavam-me a abri-las ao meio, o que, por acaso, me remetia logo à questão de: boas ou impróprias para consumo. Confiante, eu abri ao meio uma que me parecia jeitosa mas percebi ser da fibra que sustenta as lições de que ouvimos falar: a beleza do exterior pode estar a camuflar uma grande porcaria.

Os meus pais encontravam-se à mesa, uma das minhas irmãs também. Os três atentos à televisão porque estávamos a rever o primeiro Speed. Depois, quebrando o silêncio, guinchei em horror e fiz voar castanhas. Ok, eu posso repetir: fiz-voar-castanhas. E as respectivas cascas, diga-se. Aquela inocência de que falei no início? Foi neste momento que se desfez.

Que-coisa-era-aquela?! Um bicho. Um bichinho - morto, mas isso não muda nada - dentro da porcaria da castanha. Enjoada agi como se tivesse um bicho de vinte metros e três mil cabeças à minha frente. Não o considero um medo, mas que tenho nojo de insectos e dos seus primos, tenho. Nojo até dizer chega. A minha irmã deu-me corda para a histeria, (acho que pelo mesmo nojo (e curiosidade) que eu); a minha mãe olhou-me como se eu não tivesse tivesse emenda e o meu pai desvalorizou o assunto com um "Está cozido. Está morto. Deixa para lá e come outra.". O que ele não percebeu foi que fiquei traumatizada.

Graças ao meu nojo agora vejo bichos em todas as castanhas. Se comi as que tinha descascado e deixado em espera para as comer? Ok, sim, comi. Mas só depois de ter esmiuçado todas elas em busca de alguma coisa que me parecesse feia - mesmo sem ter nada a ver com bichos - e de choramingos em que dizia que nunca mais voltaria a comer castanhas.

Deixando a boca fugir-me para a verdade: não acredito que isso aconteça a 100%; eu gosto de castanhas, elas são boas. Todavia, ninguém me pode censurar pelo meu receio após o trauma!

Há uns dias li um artigo de uma notícia que dava conta da situação de um homem que tinha sido operado para remoção de um verme, literalmente um verme, da sua cabeça. Eu não quero bichos na minha! Ahhh!

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