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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

11
Jun15

Primeira aquisição da feira do livro: devorada.

Não te conto o meu segredo - Samantha Young.jpg

 

Acabei o livro da Samantha Young. Comprei-o segunda-feira, li mais de metade ontem, terminei-o hoje. Quando falei sobre os livros que tinha comprado na feira apontei o quanto estava ansiosa para tocar nesse. A minha curiosidade, por acaso, era maior do que eu pensava. Há muito tempo que não interrompo leituras e as substituo por outras; o que costuma acontecer é ler tudo ao mesmo tempo porque, de facto, consigo-o. Contudo, teimei que tinha de terminar o pequeno livro que andava a ler sobre um milionário que encontra um bebé num táxi antes de me atirar ao Não te conto o meu segredo. Porque, desde logo - sem me aperceber -, estabeleci que esse seria o primeiro comprado na feira que iria ser lido.

Eis o que aconteceu: assim que comecei foi difícil parar. Lembro-me que na altura em que apareceu faziam muita alusão às 50 sombras de Grey e na minha cabeça fiz uma história do tipo. Acreditei que iria dar com a história de uma rapariga que encalha com um homem super rico que adora sexo e tem tendências para extremos, relacionado com o universo dominador-submissa. A sinopse ajudou que eu construísse essa imagem também. Ainda que já não me lembrasse, ontem, antes de começar a ler a sério, li o resumo na contracapa e reforcei essa mesma imagem com que fico sempre que apanho o autocolante que faz referência ao livro da E. L. James. A realidade? Nada a ver. Estava convencida de que ia gostar. Estava convencida de que ia achar piada mas que não iria passar do básico. Pois. Eu já devia estar familiarizada com esta coisa de estabelecer uma imagem errada de um livro.

Então, se o livro não era aquilo que eu pensava que era, do que se tratava? É a história de uma rapariga com um passado infeliz que se recusa a se aproximar de quem quer que seja para evitar a dor da perda. No entanto, a mudança para uma nova casa, sem ela esperar, oferece-lhe novas amizades e, melhor de tudo: o meio-irmão da sua companheira de quarto que entrou na minha lista de personagens preferidos. Braden tinha todas as qualidades que eu aprecio num personagem: engraçado, perverso qb, sedutor, intenso, e que, principalmente, sabe ser amigo e não pensa apenas no lado físico das relações - aka não pensa só em saltar para a espinha de uma mulher -. O lado preocupado/despreocupado de Braden remeteu-me a personagens masculinos de livros que ocupam um lugar super especial no meu coração, como o Espero por ti e o Entre o Agora e o Nunca/Sempre. O companheirismo entre os personagens principais, mesmo com as reticências da rapariga, deslumbrou-me. Deixou-me o coração tão aquecido que eu terminei e senti-me despedaçada, carente demais. A minha ressaca literária está a custar mas estou a fazer os possíveis para a ultrapassar, olhando para a minha prateleira dos livros por ler.

A Smantha Young foi uma agradável e bem vinda surpresa. Nestes últimos tempos andava a pensar que precisava de ler algo refrescante. Ainda que eu leia romances, - e só a ferros saia disso -, a verdade é que as histórias de amor não são todas iguais. Há romances e romances e além do final feliz eu aprecio muito a forma de como o/a escritor(a) chega aí. A Samantha foi a minha lufada de ar fresco desde...bem, o Vou amar-te para sempre da Monica Murphy que li na semana passada. Já por várias vezes afirmei o quão gosto de ler histórias com essência, não só cambalhotas nos lençóis. Não te conto o meu segredo é principalmente uma história de amor, com todos os patamares a que tem direito, não completamente centrado na relação física dos personagens principais, como eu tinha pensado antes. Esse erotismo estava lá, no entanto, não é o ponto principal da história como a sinopse e o autocolante em referências às Sombras de Grey me fizeram pensar. Li-o em pouco mais de dois dias: não há maior indício de que é uma leitura fácil. A escrita também é descomplicada e muito-muito agradável. Divertida também e, OH (!), posso só dizer como adorei que o personagem principal não fosse de uma perfeição inalcançável? Normalmente são sex bombs sem nenhum tipo de disformidade. A Samantha Young deixou-me feliz ao apontar várias vezes que Braden tinha um sorriso bonito, mesmo com dentes tortos. Socorro: imperfeições que chegam a perfeições. Adoro.

Estou definitivamente a recomendá-lo. E a morrer pelo segundo. Estou decidida a só o adquirir em 2016, na feira do livro do próximo ano, para o comprar a metade do preço. Vai ser uma luta do caraças, mas uma coisa também é certa: se surgir a oportunidade, não acredito que me vá conter.

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