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Miss Nothing

"I am different ... Equal to the rest of the world."

06
Abr14

Sábado.

 

As minhas emoções ainda não estão controladas por isso vamos com calma. Universidade? Uma caloira e um quase finalista? Problemas? Passado? Render-se ao quê? Pronto, foi o suficiente aliado ao ler umas quantas partes que, ao contrário do que se possa pensar, foram pequenos excertos das conversas entre os protagonistas. Fez-me lembrar o Hush Hush, o livro que despertou o meu gosto pela leitura em papel. Não precisei de mais nada. Com alguma insistência pedi a uma das minhas irmãs e ela comprou-mo com a ideia com que a outra, a Smartie e meio mundo, que se depara com esta capa, deve ter pensado. Não censuro quando há bolinha vermelha no canto superior direito. Mas aqui estou eu para vos dizer - e é por esse mesmo motivo que estou a deixar a minha opinião - que nunca vi bolinha vermelha tão mal colocada. O que se espera de um livro de bolinha vermelha é o que se leva com um "De olhos fechados", por exemplo, em que só o primeiro capítulo escapa de conteúdos para 18+. Adquiri esta pérola na sexta-feira e li-a toda no sábado porque não consegui parar. Tem 34 capítulos e envolvimentos sexuais só vê-los nos últimos capítulos. Se isto não é uma bola vermelha mal colocada não sei o que é. Sim, poderia ser o caso de ter poucas cenas do tipo mas ser detalhado e cru de uma forma desmedida ao ponto de levar bolinha mas nem isso. Fiquei surpreendida e ainda que tenha achado uma história simples, e nada por aí além, acabou por se tornar um dos meus livros preferidos; leva-me a pensar no filme "The First Time" que eu achei deslumbrante, que mais simples não poderia ser mas foi sentido o suficiente para se tornar um dos meus favoritos. O que me deixou completamente rendida foi a relação entre os personagens, muito bem construídos. Eles não são perfeitos e a mostra dos seus defeitos é tão visível que foi-me impossível não gostar. Eram teimosos, ela não tinha tento na língua ele também não se deixava ficar e eu adorei de morte o facto de ele ser um convencido - estupidamente realista - mas consciente dos seus podres. Foi isso que o tornou um personagem tão fantástico...como o Patch. Eu penso no Cam e sou obrigada a pensar no Patch pelas tiradas brilhantes que ele tinha para com a Nora e que a deixavam calada de tão topo que eram. Isso também acontecia aqui e eu nem sou capaz de contar pelos dedos as vezes que o Cam me conquistou e voltou a conquistar com o seu feitio e respeito. Ele compreendia-a e gostava realmente dela e o foco do livro, ao contrário do que a bola vermelha indica, vai sim para a construção de uma amizade forte. Muito forte mesmo. Desde logo é deixado bem claro que Avery, a personagem principal, não teve um passado feliz e que não guarda boas recordações do mesmo; falo por mim que gostei de a ver a desenvolver amizades firmes com personagens tão directas e divertidas como os seus melhores amigos e, claro, o Cam que...olha, já disse que é um rapaz perfeitamente imperfeito. Estou a recomendá-lo até mais não. O livro é intenso nas partes certas mas sem justificar a bola vermelha. É sensual sem exagero, também é divertido e o melhor de tudo é parecer natural. As conversas não são forçadas o que também é perfeito. É uma história com sentido e as descrições que a autora nos oferece são do tipo de me deixar fascinada até com a concepção de um simples pequeno-almoço com sumo de laranja, leite, ovos estrelados e cozidos. Socorro porque...estou rendida a isto e a única coisa que tenho a apontar é o facto de não ter mais para ler. Numa classificação de zero a cinco às vezes penso que cinco pode ser um exagero mas...vejamos: um livro que nos deixa a pensar nele nas horas seguintes sem pausas, que nos faz ter vontade de voltar a ler após a última fala do último capítulo, que nos faz tirá-lo do pouso só para o abraçar de tão bom que foi, um livro que nos vemos a consumir num só dia, que nos deixa com um calorzinho na barriga durante a leitura, que nos faz pensar no primeiro livro que incentivou todas as leituras, um livro que guardámos e temos de o ir buscar na manhã seguinte com a ideia de o voltar a ler só pode ter uma classificação de topo. Repito que a história não é nada por aí além mas é saborosa de tão simples que é e isso que a torna tão boa. Estou contente por ter sido enganada pela bola vermelha. Ainda que não tenha sido esse o foco principal, admito que sem ela eu não teria agarrado no livro, isso é certo.

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